terça-feira, 22 de janeiro de 2013

[Crítica] Supernatural - 8x10: Torn and Frayed

Achei ofensivo, vou apagar.

Review:
(Spoilers Abaixo) 

Parece que um hiatus e uma leve queda na audiência não foram o suficiente para Supernatural voltar com força total nessa segunda metade de sua oitava temporada. A série – que terminou 2012 de forma positiva – acabou de nos apresentar um episódio fraco e cansativo, tendo como único propósito prolongar a trama até que chegue o momento de ganhar seu merecido desfecho. Não tivemos respostas, os dramas não tiveram um bom desenvolvimento e as cenas de ação ficaram extintas, no que deveria ser um dos melhores retornos de 2013. Ou seja, parece que de uma forma ou de outra, e mesmo conseguindo narrar alguns episódios de maneira satisfatória, o mais do mesmo vai sempre andar conosco até que a Series Finale seja proclamada.

E isso é uma pena, porque Supernatural ainda possui uma das propostas mais inovadoras dos últimos anos. Há uma quantidade enooooorme de plosts que poderiam ser desenvolvidos usando apenas a premissa “casos sobrenaturais”, tanto para compor episódios fillers quanto para aprimorar o arco principal. Eu mesmo – escritor amador – já pensei em várias possibilidades de fazer o roteiro voltar a ficar interessante, mas parece que tudo sempre vai se resumir nessa batalha infinita entre anjos e demônios. Foi exatamente isso que o episódio nos mostrou. Uma batalha entre anjos e demônios, descoberta de segredos que nem deveriam existir e mais um pouco daquele drama que ninguém aguenta mais.

Tudo começa quando o anjo Samandriel manda um sinal para Naomi avisando que foi capturado por Crowley e que os demônios estavam fazendo experiências com seu corpo. Dito que seu resgate era uma missão de extrema exigência, Castiel partiu junto de Dean em busca dos sinais que lhe levasse a localização do seu irmão, uma vez que Crowley está interceptando a frequência da rádio Anjos FM. Enquanto isso, Sam envolve-se mais uma vez com Amelia, e recebe um ultimato que só poderá levar-lhe a dois caminhos: Uma vida feliz e saudável ao lado da mulher que ama, ou uma vida de caçador, onde precisa dividir o afeto do irmão até mesmo com um vampiro.

Agora lhes pergunto, era isso que estávamos querendo? Claro que não, né roteiristas! Primeiro pela péssima continuidade que aderiram ao cliffhanger do episódio passado. Quer dizer que Sam e Amelia – os eternos enamorados – conseguiram se reencontrar, mas deixaram a conversa importante pra depois porque ela estava apressada? Oi? Isso é jeito de dar continuidade a uma das melhores cenas da temporada? Porque se for, façam um favor pra gente, roteiristas, e assistam as primeiras temporadas da série. Só assim vocês vão entender que roteiro não é o trabalho do colégio de vocês.
- Pera, vou dar um autógrafo pra vocês também.
E o pior é que eles nem cogitaram a possibilidade de inovar. Tivemos que assistir mais uma vez um Winchester desistindo de um grande amor para sua própria proteção, como se ninguém soubesse que isso iria acontecer. Se Sam escolhesse Amelia, a série não poderia continuar. Se Dean escolhesse Lisa, a série não poderia continuar. E se todos que amam não tivessem morrido, a série não poderia continuar. Então vai ser sempre normal vê-los abrindo mão de uma vida comum pelo trabalho que fazem. Só não precisam dar esperança de que tudo pode ser diferente, só pra no final jogar o clichê no ventilador.

E o que falar sobre o plot principal? Bem, ele nada mais foi que uma grande perda de tempo. Não que tenha sido implausível, mas quando a gente acompanha um número alto de séries e percebe que todas elas nos deixam em êxtase, Supernatural acaba sendo apenas uma historinha qualquer que só dá audiência pela misericórdia de Jeová. Nesse episódio, por exemplo, não houve nada que pudesse se destacar. A ação proposta seguiu a mesma fórmula que a série já cansou de mostrar, Crowley só serviu como Google Tradutor da língua angelical, e Castiel... Bem, ele foi o cachorrinho da Tia Naomi e depois se encolheu num canto escuro porque os gritos de seu irmão estavam lhe deixando apavorado em Cristo. Parece até que os personagens foram possuídos pelo trash e não tem oração que resolva.

Fora isso, descobrimos que os anjos também tem uma tábua de passar como a dos demônios e a dos leviatãs, que de acordo com Naomi, pode ser usada para eternamente os anjos no céu. Que loucurinha, né? Na terceira temporada estávamos indo para o inferno, na quinta enfrentando o apocalipse, na sexta conhecendo a mãe de todas as criaturas, mas na oitava, hey! Vamos correr atrás de algumas tábuas!  Que legal, que sinistro, que aventura! Agora só falta correr atrás das moedinhas anti-cristas de Judas Iscariotes só pra série aguentar mais sete temporadas.

Quanto ao Samandriel, adivinhem o que o aconteceu? Isso mesmo, ficamos o episódio inteiro na expectativa do seu resgate pra no final ele ser assassinado pelo Castiel a mando da Naomi. Sério, pessoal? Oito anos de estrada e vocês ainda insistem em passar por cima dos buracos? Plmdds, capotem de uma vez. Ou simplesmente troquem de motorista, porque essa viagem obviamente não ta dando certo pra ninguém. Mas por enquanto – já que nada pode ser resolvido – que tal apenas parar de dar carona pra esse povo esquizofrênico? Com certeza os fãs agradecem. #LindleyLispector
 
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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Pô eu adorei esse episódio.

    Os irmãos tomando decisões importantes.

    A família prevaleceu novamente e foi bonito isso.

    A Naomi revelando seu real propósito.

    O episódio cheio de reviravoltas.

    E os irmãos numa ótima luta contra os demônios.

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  2. Esta pior que novela mexicana, e isso faz tempo. E o que piora tudo é essa coisa de morre e ressucita, aja esferas do dragão.

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