quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

[Crítica] The Following - 1x01: Pilot (Series Premiere)


Nevermore!

Review:
(Spoilers Abaixo)

Nova série debutando aqui no blog, alternativos! E não é uma série qualquer. The Following segue como uma das mais esperadas da Mid-Season. A expectativa foi tão alta, que o primeiro episódio marcou números altos na demo e audiência bruta, garantindo o sucesso desde começo de temporada. Eu prometi a mim mesmo que não pegaria mais série alguma, mas não pude resistir a esta. A primeira temporada tem 15 episódios encomendados, que - segundo os produtores - é para garantir uma trama mais fechada, sem enrolação ou coisas desnecessárias. Super apoiado!

Para quem pensou que a trama começaria de uma forma lenta, nos levando aos eventos mais tensos no decorrer do desenvolvimento, já ficou com a cara na poeira antes mesmo do herói aparecer em cena. Depois de uma breve introdução ao som da excelente música Sweet Dreams (Are Made of This), interpretada por Marilyn Manson, acompanhamos as primeiras mortes da série e testemunhamos a fuga do serial killer protagonista da série. Este começo repentino pode ter levantado diversas questões. Entre elas, como ele conseguiu escapar? Como matou todos aqueles policiais? Bem, digamos que a trama foi uma forma engraçada de nos fazer deduzir tudo isso.

Fazendo jus ao título da série, a trama acompanha uma espécie de seita, onde o serial killer, Joe Carroll, tem diversos seguidores, dispostos a morrer e matar por ele. Apesar de saber sobre este detalhe, nada pode nos preparar quando os seguidores começam a se revelar. Eles estão em todos os lugares e são muitos. O roteiro foi muito inteligente em não entregar nada gratuitamente. Tudo mostrado foi absolutamente fundamental. E ainda serviu para nos mostrar que os seguidores não são apenas querendo uma aventura homicida. Eles estão lá para servir e obedecer as ordens do seu mestre. Sendo assim, alguns deles viveram vidas falsas e até forjaram a sexualidade para que estivessem aos seus respectivos postos quando o momento final chegasse. E ele chegou.

A reviravolta, envolvendo os seguidores, mais chocante provavelmente foi a do casal de gays. Ao lado da única vítima sobrevivente de Joe Carroll, Sarah Fuller, eles eram muito fofos e basicamente inofensivos. Mas como o ditado popular avisa, "não se julga um livro pela capa" (mesmo que você tenha olhado para essa capa por uns dois anos). A revelação de que a babá do filho do Carroll também é uma seguidora da seita também foi chocante, apesar de não ter tido o mesmo impacto. Porém, eu quase arranquei os meus olhos quando o assassino conseguiu o seu objetivo de matar sua única vítima que tinha escapado com vida. Pensei que Sarah Fuller ficaria por alguns episódios. Ledo engano! Sua morte foi revoltante e chocante, sendo sentida também pelos personagens quanto os espectadores.

O diálogo final do mocinho frente a frente com o vilão foi genial. A ideia é montar a história para um novo livro. Porém, os eventos irão acontecer e Ryan Hardy, o nosso herói falho, terá que reagir as reviravoltas que Joe colocou em seu roteiro mental. Tudo foi cuidadosamente planejado. Livre de falhas. Nos próximos episódios veremos o Ryan tentando ser o herói que ele não acredita ser, enquanto tenta vencer os obstáculos criados pelo vilão. Os dois atores são excelentes. Entregaram interpretações mais do que dignas. O elenco de apoio também parecer ser eficiente, mas ainda não tiveram tempo de mostrar muito. O ataque de frustração do Ryan no final, quebrando os dedos do Joe chegou o episódio com chave de ouro. E tudo isso sendo amarrado ao som da mesma música que o episódio começou. Tem como ficar mais perfeito que isso?

A resposta à pergunta acima é SIM. Além de nos entregar todos esses pontos positivos, este primeiro episódio fecha com diversas pontas eletrizantes para o próximo. Não podemos esquecer do policial - que também é um dos seguidores - e fará suas primeiras vítimas. E como se tudo isso ainda não fosse o bastante, o ídolo inspirador do vilão é ninguém menos do que Edgar Allan Poe. Suas obras e citações estão em evidência em todo o argumento da história. Ficam curiosos? Então que tal ler o conto O Gato Preto e ficar por dentro do detalhe dos olhos arrancados? CLIQUE AQUI para ler online.
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