quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

[Crítica] De Pernas Pro Ar 2


Direção: Roberto Santucci
Ano: 2012
País: Brasil
Duração: 99 minutos

Crítica:

Ela quer conquistar o mundo... E fará isso com muito prazer.

Quando você pensa que o mercado sexual está caído, eis que as mais loucas do ramo retornam para uma sequência deliciosa e hot para levantar qualquer um do sofá e correr para o cinema. Depois de um sucesso indiscutível e um final aberto para uma possível sequência, ninguém tinha dúvidas que veríamos mais aventuras da Alice. E como o final do primeiro apontou, a aventura se passa, em partes, em terreno internacional. Isso mesmo! É o Brasil expandindo o seu negócio de sexo com uma inovação imperdível, saída direto do fundo do mar... Ou quase.

A história volta a girar em torno de Alice, que acaba de inaugurar sua centésima loja de Sex Shop. Porém, com o sucesso vem as responsabilidades e Alice voltou a se tornar uma viciada em trabalho. Sem parar um segundo para dar atenção a sua família, Alice acaba se descontrolando e desmaiando em um evento. Tendo protegê-la, sua família a interna em um retiro para ela se recuperar. Lá, ela conhece outras pessoas viciadas – não só em trabalho, como também em diversos outros tipos de coisas bizarras. Porém, ela precisa pensar rápido, pois o seu sonho de abrir uma nova loja em Nova York está prestes a se realizar. Mas como fazer a sua família pensar que você está curada do trabalho, quando ela quer trabalhar ainda mais?

Confesso que estava com medo de assistir esta sequência. O primeiro é uma das melhores comédias nacionais dos últimos tempos e é justamente por isso que as probabilidades da sequência decepcionar eram enormes. Felizmente, fui surpreendido por uma sequência parte tão boa quanto o original. Além de prosseguir exatamente de onde o anterior partir, temos uma história coerente, com momentos inesperados e, mais uma vez, um final aberto para uma possível terceira parte, que deve acontecer nos próximos anos, já que esta Parte 2 também é um sucesso de bilheterias.

Quem não se lembra da cena clássica da montanha russa sendo associada ao orgasmo no primeiro filme? A montanha russa não dá as caras desta vez, mas a sensação é substituída por um longo e especial voo, ao som de Biafra, “Ícaro”. O coelho marcante do original continua aparecendo, mas não é o foco principal da história. Ele está apenas marcando presença. Um outro animal está chegando para dominar e viciar a cabeça (ou seria outra coisa?) das mulheres. Nada mais, nada menos que um polvo. Não é perguntem como isso funciona, porque, mesmo vendo o filme, eu não tenho a menor ideia.

Ingrid Guimarães mais uma vez foi responsável pelo sucesso de boa parte das piadas. Ela é uma atriz incrível, me faz rir em todas as cenas em que aparece. Gostei muito da parte onde ela aparece alterada por drogas (lícitas desta vez) e manda todo mundo prestar atenção nela. O vídeo remix da sua queda no bolo também foi sensacional. Gosto quando o enredo usa da tecnologia atual para compor uma piada. “Só no peitinho...”

Um momento que merece muito destaque é o local da reabilitação. Tivemos a participação especial de Tatá Werneck, sentindo saudades do seu facebook. Sinceramente, ela é sempre ótima, queria mais cenas desse bloco. A trilha sonora também está ótima. Super pop, em geral. E ainda mistura os hits brasileiros com os internacionais. O ponto alto que a música Rehab da Amy Winehouse, que caiu como luva na cena. Enfim, eu adorei esta sequência. Tão boa quanto o primeiro filme, sem dúvidas. Já estou esperando ansiosamente por uma terceira parte, que deverá acontecer na Europa.


Trailer:

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