quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

[Crítica] As Vantagens de Ser Invisível

Direção: Stephen Chbosky
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 102 Minutos
Título Original: The Perks of Being a Wallflower

Crítica:

Somos infinitos. 

Em meio a tantas produções independentes que retratam de forma dramática as descobertas no mundo dos jovens, era difícil acreditar que As Vantagens de Ser invisível seria aquela a se destacar. Apesar de nos propor um enredo interessante e possuir grandes nomes no elenco - como Emma Watson, da saga Harry Potter -, é impossível fechar os olhos para todos os clichês universais que marcam este tipo de produção. Até porque, a trajetória dos desajustados no ensino médio já não chama mais atenção, e acabou se tornando uma característica dos filmes indies sem personalidade que tanto evitamos. 

Por sorte, As Vantagens de Ser Invisível é um caso a parte. O filme foge de todos os padrões estabelecidos pelo subgênero e consegue narrar sua história de maneira satisfatória, sem exageros, equívocos, e também, sem cair nas inúmeras armadilhas criadas pela própria premissa. Não é a toa que esta adaptação surpreendeu a crítica e tornou-se um dos grandes destaques de 2012. Eu, como bom seguidor de Emma Watson e Logan Lerman, não me atreveria a discordar.
 
Dirigido por Stephen Chbosky – o próprio autor do livro -, o filme nos apresenta a história de Charlie, um garoto que acaba de entrar no colegial e precisa lidar com o pesadelo de todo adolescente: Não ser aceito pelos colegas de classe. Ele criou uma personalidade antissocial devido aos problemas psicológicos que sofreu após a morte de sua tia e o suicídio do melhor amigo, e acabou se transformando num garoto solitário que não sabe o lugar a qual pertence. No entanto, quando conhece Sam e Patrick - dois veteranos desajustados-, ele descobre como é viver no mundo real, e que juntos, todos eles podem ser infinitos.

Não há dúvidas de que estamos olhando para o novo clássico do drama adolescente norte americano. Ao contrário das produções similares, As Vantagens de Ser Invisível conseguiu ser bem sucedido em todos os aspectos, tanto no roteiro inovador que manteve distância de todos os conceitos frívolos da adolescência quanto na interpretação de seus atores, escalados de maneira arguciosa pra dar vida aos personagens que conhecemos no livro.

Nosso protagonista foi interpretado pelo ator Logan Lerman (Mais conhecido pelo filme Percy Jackson: O Ladrão de Raios), que junto de Emma Watson (Da Franquia Harry Potter), estabeleceu uma forte química para retratar o momento delicado em que nos apaixonamos pela primeira vez. É clichê, é vintage, é meloso, mas não tem como não se apaixonar pela história de amor entre Charlie e Sam, e tomar como lição tudo o que tiveram que passar para que no fim pudessem embarcar numa relação madura. 
Ao lado deles estava o impecável Ezra Miller (Do filme We Need to Talk About Kevin) interpretando o melhor amigo gay que toda mulher precisa ter ao seu lado. Ele foi um dos grandes destaques da produção e roubava a cena sempre que aparecia, até quando a personalidade extrovertida era esvanecida pelo drama que vivia ao lado do parceiro a respeito da aceitação homossexual. Foi uma trama secundária bem interessante de se ver, e que ainda terminou num beijo gay entre ele e o Logan, como foi especulado antes do filme ser lançado.

Ainda tivemos Dylan McDermott, Johnny Simmons, Paul Rudd, Nina Dobrev (Nossa velha conhecida) e uma lista enorme de atores talentosos que também se tornaram infinitos junto do trio principal. Não podemos tirar o mérito de nenhum deles, pois todos contribuíram para que a história do filme fosse bem contada.

Infelizmente não tive a oportunidade de ler o livro e não posso fazer uma comparação, mas isso não é um problema, já que foi o próprio autor quem adaptou sua história pras telas de cinema. Se há alguma diferença notável entre a obra literária e a adaptação, com certeza não é nada que comprometa ambas as tramas, ou que deixe a mesma história com duas perspectivas diferentes. E quem diria que além de ser um excelente escritor, Stephen Chbosky também tinha talento pra dirigir? Definitivamente não havia alguém melhor para conduzir o filme se não ele, o grande criador dessa magnífica história.

Então, se você ainda tem medo de se arriscar num filme com temática adolescente, aconselho a esquecer o preconceito e deixar As Vantagens de Ser Invisível fazer parte da sua vida. É incrível a sensação de assistir um filme que supera nossas expectativas de maneira tão intensa e que realmente tem algo a nos dizer. Infelizmente o teor romântico/adolescente continuará fazendo a obra ser subestimada por alguns. Mas para mim, o subgênero nunca foi tão bem representado.

Trailer Legendado:
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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. COM CERTEZA o filme é PERFEITO!!! Assim como o livro o filme é inacreditável! Vários jovens vao se divertir e aprender com AS VANTAGENS DE SER INVISIVEL! A historia em si é perfeita cativante e estimulante. Super recomendo filme e livro pra voces! Simplesmente adorei. Beijos.

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  2. O livro é bem melhor, cortaram muitas partes importantes no filme. E se eu não tivesse lido o livro antes não ia entender muitas partes que passaram. E também achei a história muito corrida, talvez porque não teria uma sequência..
    Apesar de tudo, até que gostei do filme.
    Mas recomendaria lerem o livro.

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