sábado, 29 de dezembro de 2012

[EA] Dirty Little Secrets (De Lucas Chaves)

Olá. Final de semana chuvoso, gostoso e "leitoso". Vamos então, a ~leitura~ dessa semana, com o texto do Lucas Chaves e não nego que o tema mexeu comigo. Me levou a Wisteria Lane em um pequeno espaço de três palavras: Dirty Little Secrets. Vamos analisar e ver se o texto é tão bom quanto o nome? Porque afinal, quem não tem segredos sujos na lavanderia?


Lucas Chaves, tem 18 anos e mora em Barbacena/MG

João Lindley: Finalmente temos um rosto  conhecido por aqui. Seja bem-vindo, Lucas! 
- Obrigado =D

João Lindley: Caso não saibam, Lucas já foi um autor do nosso Blog lá em meados de 2011, quando pedi pra ele ficar encarregado das Reviews de Glee. Mas a ideia não deu muito certo e ele preferiu não continuar. Agora ele voltou pra tentar uma vaga escrevendo Web-Livros, então, vamos dar mais uma chance. Ele é um grande amigo meu, sejam bonzinhos, HAHAHA!
- Assim espero =x

João Lindley: Mas enfim, agora vamos as perguntas. O que escrever significa pra você? 
- Escrever pra mim é uma das melhores coisas do meu dia! Da minha vida, pra ser mais exato. Quando eu escrevo posso criar um mundo meu e mostrá-lo pra todas as pessoas. Escrever é um hobbie, uma paixão e um prazer indescritível pra mim.

João Lindley: Em quais autores você se inspira?
- Pra falar a verdade são filmes e séries que me inspiram mais quando estou escrevendo. Mas, na literatura, gosto bastante do estilo da J.K Rowling, que, mesmo não sendo muito "clássica", é simplesmente maravilhosa, e admiro muito o trabalho do autor de Carrie, a Estranha, Stephen King.

João Lindley: Algo a dizer sobre sua primeira história, "Dirty Little Secrets"?
- Dirty Little Secrets é uma das minhas histórias que eu mais amo, todos os personagens são inspirados em pessoas reais, em amigos, ou não, e várias das situações são baseadas em fatos que realmente aconteceram. As histórias das personagens são individuais, mas interligadas ao mesmo tempo e eu sinceramente ainda não sei se defino como drama, comédia, suspense ou uma mistura dos três, vocês vão precisar ler para avaliar, e eu espero que todos gostem ^-^

João Lindley: Então boa sorte. Mostre do que você é capaz.


Dirty Little Secrets

Capítulo 1: Everyone
A música na casa dos Cretney podia ser ouvida em todo o quarteirão, os vizinhos já não se davam mais ao trabalho de chamar a polícia, sabiam que era inútil, aliás, alguns policiais provavelmente estavam se divertindo na festinha dos adolescentes. Aquele era apenas mais um final de semana na Parkside Avenue desde que Lillian e Mark Cretney haviam se mudado da mansão em que moravam, deixando os gêmeos de 18 anos por conta da casa enquanto iam morar numa fazenda no interior. Desde então, a mansão de Lance e Harry Cretney se tornara o point da maioria dos adolescentes de Atlantic City, um convite para uma festa dos dois chegava como um bilhete dourado para qualquer jovem da cidade e as festas eram vistas com reprovação por qualquer adulto responsável, principalmente porque sabiam que não podiam fazer nada para impedir que os dois freqüentassem as festas mais populares de Atlantic City.

Nikki abriu a porta de entrada e encolheu os ombros quando a música alta atingiu seus ouvidos, a garota passou os olhos levemente puxados pela sala e finalmente localizou Lance, que acabava de virar o terceiro copo de tequila ao lado do irmão.

-NIKKI! – Gritou Harry, quando viu a amiga andando em sua direção.

Lance levantou os olhos das cartas à sua frente e abriu um leve sorriso, há menos de cinco minutos atrás estava discutindo com a amiga, insistindo para que ela viesse à festa enquanto Nikki criava milhões de desculpas para não ir, mas, pelo que garoto podia ver, seu poder de persuasão o havia ajudado mais uma vez.

Nicole Chang era a melhor amiga de Lance e Harry, a garota havia estado ao lado deles desde que eram crianças inocentes, que nem imaginavam quantas coisas passariam juntos na adolescência. Nikki havia adquirido popularidade graças à fama dos dois melhores amigos e, por causa disso, sua beleza quase nunca era reconhecida. A garota era descendente de japoneses, tinha os olhos levemente puxados e completamente negros, o que deixava sua expressão séria, mas sensual, os cabelos negros eram curtos e repicados, cobertos de mechas azuis. Nikki chamaria mais atenção se não usasse roupas largas que escondiam seu belo corpo e se não estivesse sempre ofuscada pelos holofotes de Lance e Harry.

-Nicole Chang. – Falou Lance, antes de puxar a amiga para um abraço.

-Você me paga! – Sibilou Nikki, após se afastar dele. Já estava prevendo que ficaria completamente sem voz no outro dia, já que precisava berrar para que o amigo a entendesse. – Não imagina o discurso moralista que tive que ouvir antes de vir para cá.

-E porque diabos você avisou para os seus pais que estava vindo?

-Porque se eles entrassem no meu quarto e não me vissem lá eu ganharia uma passagem só de ida para o Japão.

-Do que você está falando, Nikki? – Perguntou Harry, após virar um copo de tequila. – O senhor e a senhora Chang voltaram a te fazer ameaças?

-Bom, após um longo discurso sobre o quanto sou irresponsável e como minha irmã nunca deu este tipo de problema a eles, os dois disseram que se eu der um passo fora da linha que eles traçaram, vão me mandar para a casa da minha avó, no Japão!

-Eu sempre pensei que sua avó morasse na China. – Murmurou Harry, mordendo o lábio inferior, num sinal de confusão.

-Eu sempre pensei que sua avó estivesse morta. – Falou Lance, revirando os olhos. – Afinal, não é isso que os avós fazem.

-Eles...morrem?!

-Exatamente, Nicole, eles morrem e nos deixam heranças gordas para fazermos festas como estas.

-Espera aí. – Murmurou Nikki, arregalando os olhos. – Você não está querendo dizer que...

-Ai, não começa, Nicole, vi essa expressão o dia todo! – Falou Lance, revirando os olhos novamente, aquela era uma mania do garoto quando se irritava com alguma coisa, o que estava constantemente acontecendo. – Sim, minha vovozinha finalmente partiu dessa para a melhor. Recebemos nossa parte da herança esta manhã.

-E por... porque você não me avisou?

-Eu costumo convidar as pessoas para festas e não para velórios, não me parece muito amigável.

Nicole balançou a cabeça, incrédula, era incrível como Lance podia ser tão frio numa situação como aquelas, aliás, ele e Harry pareciam nem ligar pelo fato de que a avó havia sido enterrada há algumas horas. Os dois brindaram após gritarem “pela vovó” e viraram o que deveria ser o décimo copo de tequila em menos de meia hora.

-Ei, vou circular um pouco, ver se encontro alguém...

-Pra te comer? – Perguntou Lance, interrompendo a garota.

-Deus! Não! – Respondeu Nicole, arregalando os olhos. – Eu ia dizer alguém conhecido. Nos vemos por aí.

-Tanto faz. – O garoto fez um gesto de indiferença com a mão e voltou para seu jogo.

Nikki soltou uma risada baixa e se afastou do amigo, que já enchia outro copo. A garota caminhou por entre as pessoas que dançavam e se agarravam por todos os cômodos, às vezes ela ouvia alguém gritar seu nome ou simplesmente agarrá-la pelo braço, puxando-a para um abraço que a encharcava de suor.

-Droga. – Murmurou ela, quando alguém esbarrou em seu ombro, derrubando o corpo de refrigerante que havia acabado de encher.

-Nikki?! – Falou Brant, fazendo a garota levantar os olhos.

-Brant. – Murmurou ela, fazendo questão de demonstrar seu desgosto por vê-lo.

Brant era o namorado de Lance, Nikki sabia que o amigo o mataria se ela o tratasse mal, mas era inevitável. Para Nicole, Brant Johnson era sinônimo de babaca. O garoto era filho único de um dos casais de médicos mais ricos de New Jersey, por isso, estava sempre vestindo as melhores roupas e sempre chegava com carros maravilhosos à cidade antes mesmo de serem lançados. Além disso, a aparência do garoto ajudava bastante a aumentar seu status. Brant tinha olhos perfeitos, eram uma mistura de azul e verde que ficavam ainda mais bonitos em contato com a luz, os cabelos castanhos estavam constantemente arrepiados para cima e ele sempre trazia um sorriso que levantava apenas um canto de seus lábios carnudos e vermelhos, o que o deixava com uma expressão safada, que derretia os corações de garotas e garotos de Atlantic City.

-Ops, foi mal, derrubei seu copo não é? – Falou ele, quando percebeu que a garota secava algumas gotas que haviam espirrado em seu braço. – Ei, mas pense por este lado, te fiz um favor. Você estava bebendo refrigerante, isto é uma festa, Nikki, não um velório.

-Podemos dizer que esta festa só está rolando graças a um velório, não é, Brant?! – Nicole não sabia se o garoto havia tido algo com o planejamento daquela festa estúpida, mas mesmo assim, precisava descontar sua raiva em alguém.

-Uh, a asiática está afiada.

-Você sabe que eu odeio quando me chamam assim.

-Exatamente! Já viu alguém ter um apelido que gosta? Se liga, asiática, são os apelidos irritantes que pegam.

-Brant, se não quiser que eu vomite nessa sua blusa de cem mil dólares é melhor parar de falar e me deixar passar.

O garoto soltou uma risada debochada e se afastou, fazendo um sinal com as mãos, para que a garota seguisse em frente, Nikki revirou os olhos e passou por ele, respirando fundo para não acertar um tapa no rosto daquele babaca.

“Fica calma, Nikki, logo esse idiota fará o Lance chorar, como em toda festa, e aí você terá motivos para partir a cara dele.” – Pensou a garota, apertando o plástico de copo na mão direita.

-Ei, o que o pobre copo fez pra você? – Perguntou alguém ao lado dela.

A garota se virou, pronta para soltar uma resposta ácida, mas engoliu em seco ao perceber que se tratava de Josh Lindley. Ao contrário de Brant, Nicole só podia usar um sinônimo para Josh, simpatia. O garoto era simplesmente uma das pessoas mais legais de toda a cidade, tinha um sorriso perfeito e sempre sabia o que dizer quando você estava para baixo, ou simplesmente quando bebia demais e começava a chorar por algum motivo fútil.

-Acabei de encontrar com o babaca do Brant. – Explicou Nikki, sentando-se na cadeira vazia ao lado do garoto.

-Sei bem como é. – Respondeu Josh, assentindo. – Ele não é tão ruim quanto parece, sabe?! Já tive conversas interessantes com ele em outras festas.

-Como você consegue, Josh?

-O que?

-Esse lance de ser amigo de todo mundo, sempre estar de bem com a vida, sorrindo. Eu juro que nunca te vi chorando ou com alguma expressão de tristeza.

-O mundo a nossa volta já não é triste o suficiente pra você, Nikki? Porque gastar nossas vidas reclamando e choramingando pelos cantos?

-Não é possível que você é sempre assim...

-Ninguém é sempre assim. – Murmurou Josh, por um momento, Nikki pensou ter visto algo diferente no rosto do garoto. – Eu só escolho os momentos certos para demonstrar meus sentimentos negativos.

Nikki assentiu e Josh abriu um de seus lindos sorrisos, que faziam qualquer pessoa sorrir de volta, mesmo que tudo estivesse desabando, de algum modo, o jeito com que os olhos do garoto se enrugavam levemente e os dentes brancos e enfileirados brilhavam, contagiava qualquer pessoa com quem ele estivesse conversando.

-Bom, é melhor eu sair daqui. – Falou Nikki, levantando-se. – Não quero deixar o divã do doutor Lindley ocupado por muito tempo, aposto que vários bêbados chorões estão ansiosos para ouvir suas palavras.

-Pode ter certeza. – Respondeu Josh, rindo, e sendo acompanhado pela garota.

Nikki acenou levemente com a cabeça e se afastou, voltando a caminhar sozinha pela festa, o tempo todo ela via rostos conhecidos, a maioria deles, pessoas que freqüentavam as festas anteriores, mas, de vez em quando, não reconhecia alguns dos adolescentes que bebiam e dançavam por ali, aqueles eram do tipo que ouviam a música de longe e resolviam invadir a festa apenas por diversão.

A porta de entrada se abriu e toda a festa pareceu parar por alguns instantes, várias cabeças se viraram de uma vez e até a música pareceu abaixar um pouco. Lance levantou os olhos do cigarro de maconha que começava a enrolar para ver qual era o motivo de tantos sussurros, apesar de já ter uma idéia do que era.

-Eu sabia. – Murmurou o garoto, revirando os olhos.

Harry também virou os olhos para a porta e soltou uma risada baixa, voltando a se concentrar no strip poker que jogava com os amigos. Victoria Evans havia acabado de chegar no local, ela era simplesmente a garota mais desejada de toda Atlantic City, não havia um jovem daquela cidade que não desejava ao menos ser amigo de Victoria. O motivo da fama da garota era muito simples, Atlantic City não era uma cidade grande, por isso, qualquer pequeno destaque que alguém tivesse, automaticamente transformava a pessoa em celebridade local e Victoria havia participado como dançarina num clipe do rapper Lil Wayne, o que causara comentários em toda a cidade, comentários que aumentaram ainda mais quando o rumor de que os dois haviam tido um romance se espalhou, graças a uma idéia brilhante de Lance que queria promover a melhor amiga. Para melhorar ainda mais as coisas, Victoria havia sido abençoada com uma beleza descomunal. Os cabelos eram longos e lisos, caíam numa cascata dourada pelas costas e terminavam um pouco acima de sua bunda perfeita, as coxas musculosas estavam sempre exibidas em vestidos curtos, que também davam uma bela visão dos seios fartos e bronzeados, os olhos de Victoria eram de uma cor castanho-claro que ficavam perfeitos em qualquer situação. Resumindo, Victoria Evans era a personificação da perfeição.

-Sua chegada sempre sendo um acontecimento nas minhas festas, não é, Vicki? – Falou Lance, após trocar um abraço com a amiga.

-Minha chegada é sempre um acontecimento em qualquer lugar, Lan, querido. – Brincou Victoria, jogando os longos cabelos loiros para trás. – Harry.

A garota acenou para o outro dono da festa, que estava sentado entre dois garotos, dividindo um baseado que provavelmente terminaria numa orgia num dos quartos da mansão. Harry apenas acenou com a cabeça e puxou um longo trago, soprando um beijo para a garota, que veio acompanhado de uma baforada de fumaça.

-E então, onde está o seu homem? – Perguntou Victoria, dando uma olhada em volta.

-Bem longe de você, com certeza. – Brincou Lance, fazendo a amiga se virar para ele.

-Homem de amigo meu para mim é mulher, Lan, você sabe.

-E desde quando isso dá segurança a alguém?

Victoria riu e deu de ombros. Lance tinha razão, afinal, a garota era bissexual assumida e não tinha vergonha de demonstrar que gostava bastante de trocar amassos com as garotas da cidade.

-Enfim, o que eu queria te contar é: estava estacionando meu carro no jardim dos fundos e vi uma pessoa se esgueirando por entre os convidados, por favor, confirme se eu estou errada. Você convidou Phillip Oliver para sua festa?

Lance soltou uma risada alta e jogou a cabeça para trás, Victoria continuou encarando o amigo, séria. Phillip era um dos garotos mais nerds da escola, a única festa em que ele era visto era no aniversário da biblioteca, e na maioria delas ele faltava pois estava com alergia de alguma coisa irrelevante.

-Foi uma aposta que eu fiz com a Starla. – Respondeu Lance, secando as lágrimas provocadas pelo ataque de riso. – Ela disse que se eu convidasse Phillip Oliver para a festa e provasse que ele tinha visto, a presença dela estava confirmada amanhã.

Victoria revirou os olhos, imitando o gesto do amigo, e deu de ombros.

-Por falar nisso, porque a Starla não está aqui? – Perguntou ela, após pescar um copo de vodca com abacaxi da mão de um garoto.

-Advinha?! – Respondeu Lance, a expressão se tornando séria.

-Não acredito que aquele velho imundo encostou a mão nela outra vez! – Sibilou Victoria, quase cuspindo parte da bebida que tomara.

-Deixou marcas horríveis no braço dela, Vicki. Aquele nojento bateu na Starla porque ela deixou a luz da varanda acesa! Deu uma surra com um pedaço de mangueira.

-Isso é um absurdo! É um abuso! A Starla não pode continuar aceitando este tipo de coisa.

-Bem, ele é o pai dela, não tem muito que possamos fazer. – Murmurou Lance, encolhendo os ombros. – Mas, pelo que eu ouvi falar, Donna Winchester está se mudando para a cidade com o novo marido...

-Espera aí! – Falou Victoria, erguendo as duas mãos. – A mãe da Starla se casou outra vez?

-Sim senhora. – Respondeu o garoto, assentindo. – Enfim, Donna está voltando para Atlantic City e, se tudo der certo, Starla vai se mudar para a casa da mãe assim que ela desempacotar as coisas.

-Isso seria ótimo! Assim ela ficaria livre daquele velho asqueroso e nós teríamos motivos para ir lá conhecer o novo senhor Winchester.

-Você não presta, Victoria.

-Aprendi com o melhor.

Os amigos brindaram e viraram o resto das bebidas em seus copos, depois, Lance desceu do balcão e puxou Victoria para a sala, onde os adolescentes faziam uma espécie de pista de dança.

Phillip finalmente encontrou a porta de entrada após passar entre dezenas de adolescentes suados e completamente bêbados, ele podia reconhecer alguns deles da escola, principalmente aqueles que apontavam para ele e gritavam:

-Ei, não é aquele garoto que mora na biblioteca?

O adolescente já estava reconsiderando se deveria mesmo estar ali, mas aquela era a primeira vez que havia sido convidado para uma festa e, além disso, a primeira vez que falara com Lance, por isso, não podia desperdiçar a chance de mostrar que havia aceitado o convite do garoto.

-Tina, aquele ali não é o seu irmão? – Perguntou Clarice, melhor amiga de Christina Oliver.

-Oh meu Deus. – Sibilou Tina, arregalando os olhos. – É ele mesmo! O que esse idiota está fazendo aqui?

A garota caminhou rapidamente na direção do irmão e o agarrou pelo braço, arrastando-o para um canto onde quase ninguém podia vê-los.

-O que é que você está fazendo aqui, Phillip? – Perguntou Tina, os olhos azuis faiscavam, fixos nos do irmão.

-Eu... eu fui convidado. – Respondeu ele, ajeitando os óculos que tinham quase caído com o puxão da irmã.

-Convidado? – Sibilou a garota, após uma risada incrédula. – E quem é que te convidou? – Phillip abriu a boca para responder, mas Tina nem sequer deixou ele terminar de falar. - Você quer saber, isso não me interessa! O que me interessa é que você está indo embora daqui agora e eu vou fingir que eu não te vi aqui.

-O que? Do que você está falando, Tina, eu não vou embora coisa nenhuma.

-Você vai sim, Phillip! – Falou a garota, apertando o braço do irmão com mais força. – Escuta aqui, para as pessoas que eu consigo evitar, eu ainda não contei que você é meu irmãozinho mais novo, e eu não quero que eles descubram isto essa noite! Imagine a vergonha que eu ia passar se eles soubessem que... isso é meu irmão! Eu sou Tina Oliver!

-Po...porque você está falando assim comigo?

-Porque é assim que uma pessoa popular se dirige a um nerd, Phillip, então, qualquer que seja a pessoa que te convidou, ela deve ter tido um motivo. E eu aposto em zombaria ou aposta! Agora, por favor, você pode fazer um favor a mim e a si mesmo, e dar o fora daqui?

-Ele não vai a lugar nenhum, Christina! – Falou alguém atrás da garota.

Ela se virou devagar e forçou um sorriso para encarar Lance Cretney, que estava parado atrás dela.

-Lance, eu...

-Ele está na minha casa, Christina, portanto, quem decide se ele fica ou não sou eu!

-Ele é meu irmão mais novo! – Sibilou Tina, dando um passo a frente.

-Exatamente. Seu irmão mais novo e não seu filho, portanto, se Phillip quiser ficar, ele é muito bem vindo aqui.


[Continua]

OBS: Não houve edição na postagem desse texto.


Nefferson: Gostei muito da narração, soube quando introduzir os personagens, assim como detalhá-los. Pelo fato de se tratar de uma história grande, só conseguimos sentir um pequeno gosto da trama, porém, devo dizer que estava delicioso. Estou empolgado para ler outros textos seus, então hoje é SIM, definitivamente.

Ricardo: Lucas, não sei porque sua entrada no Blog não deu certo, mas espero que dessa vez você consiga, porque vejo em você um escritor cheio de potencial. Acho que Valdir Luciano acabou de encontrar um concorrente a altura. Meu voto com certeza é SIM. E que venha seu próximo conto, terei o prazer de dizer SIM novamente. 

Luiz: SIM. Não precisei ler muito o conto pra ver que você escreve super bem. Os personagens são bem introduzidos, as descrições e diálogos são ótimos. É de textos como esse que o EA precisa. Só tenho uma pergunta: quem está pegando quem? Você pega o Lindley ou o Lindley pega você? Até personagem no livro ele ganhou KKKKKKKKKKKK... Mas enfim, parabéns!

João: Pro seu governo, Luiz, eu nem sabia que ele tinha dedicado um personagem à mim. Então segura esse recalque, que na próxima história quem sabe você tem mais sorte KKKKKKKK! Até peguei um susto quando li Josh Lindley, e morri de rir com a minha descrição ressaltando minhas qualidades de melhor amigo do mundo. Acho que alguns leitores do Blog vão discordar dela, mas enfim, haha! Adorei o enredo, seus personagens, os diálogos, e com certeza, tendo Josh Lindley ou não, meu voto é SIM. Só acho que você precisa desenvolver melhor seus personagens e não exagerar no estereótipo colegial, porque os leitores sempre vão preferir acompanhar a história de alguém com personalidade, e não igual a todos os adolescentes estereotipados que vemos nessas produções americanas. Fora isso, e algumas vírgulas mal colocadas, seu texto foi ótimo, parabéns.

Mateus: Lucas, você ganhou 4 Sim's, e já está na próxima fase! Parabéns gato! Vemos você em breve, quando a competição começar a pegar FOGO!

E por hoje é só. Espero que todos tenham um final de semana digno e delicioso, porque o meu com certeza será HAHAHA!

Mas não se esqueçam, Amanhã tem EA em Dobro, e eu quero ver todos vocês aqui. Bêj.

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Comentários
6 Comentários

Comentário(s)

6 comentários:

  1. Eu não vou dar muitos elogios (não é nada com você é que eu não gosto muito deste tipo de historia)
    Mas o meu voto é sim, a sua narativa é perfeita ainda mais com os personagens

    No livro que e estou escrevendo eu também coloquei pesoas conhecidas até que se compararmos ossos amigos com alguns filmes de hoje em dia eles podem ter mais personalidades

    P.S neste livro eu também fiz uma homenagem a um critico do blog, o nome dele é gabriel sodré

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  2. HAHAHAHHAHAHAHA! Não vou falar muito porque os jurados já falaram tudo, parabéns pelos 4's sim, você tem um grande talento. Esses jurados são muito polêmicos viu, ou devo dizer Luiz Lamenha.

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  3. Aaah, muito obrigado aos jurados e a todo mundo que leu DLS *-* , eu nem sei dizer o quanto estou feliz por ter recebido sim de todos vocês!!!
    Obrigado pelos conselhos e pelos elogios! E apenas para esclarecer, eu não estou pegando o jurado João Lindley KKKKK
    beeeijos, e MUITO obrigado mais uma vez! s2

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  4. Eu amei! Senti como se estivesse lendo um livro baseado em "Skins". ^^

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  5. Adorei a história,os personagens foram bem apresentados e a narrativa foi coerente e sem erros gramáticais,parabéns pelos sim's Lucas estou torcendo por vc,queria pode continuar lendo mas infelizmente não dá.

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  6. OMG, será que ao invés do Ricardo criticar Twilight sz 4ever ele não deveria criticar isso daqui? Um plágio completo de Prety Little Liar, uma história onde A nunca será descoberto nem na 9ª temporada... Se chegar até lá.

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