quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

[Crítica] When the Lights Went Out

Direção: Pat Holden
Ano: 2012
País: UK
Duração: 86 minutos
Título original: When the Lights Went Out

Crítica:

Fantasmas assombrando crianças em uma casa. Onde é que nós já vimos isso antes? Ah, sim, em basicamente todo filme de casa mal assombrada com crianças. E, mais uma vez, voltamos a testemunhar a luta de uma família por um mal espiritual que não quer ir embora. Este tema é cansativo. E colocar no pôster que o roteiro foi "baseado na história real de uma das assombrações de poltergeist mais aterrorizantes" não tem o mesmo impacto que alguns anos atrás. Agora, com a popularização do found footage, os espectadores têm a oportunidade de ver a "realidade" diante de seus olhos. Então marketing desse tipo não tem qualquer efeito hoje em dia.

A história desse filme gira em torno de uma família que acaba de se mudar para uma nova casa, contra a vontade da pré-adolescente Sally. Não demora muito para que Sally passe a ver coisas estranhas nos cômodos, até que uma presença seja revelada diante dela. Sem acreditar na filha, os pais pensam que ela está apenas inventando tudo para voltar a antiga casa, mas quando as manifestações alcançam os mais velhos, eles percebem que a filha tinha razão. Sem poder se mudar novamente, a família terá que descobrir um jeito de viver na casa junto das atividades paranormais. Porém, quando percebem que o poltergeist quer algo de Sally, os pais buscam ajuda a um padre, para tirar o mal da casa de uma vez por todas.

Clichê define. Tecnicamente, este é um filme aceitável e pode até entreter o espectador que não tem nada para assistir, porém, não consegue empolgar em momento algum, sendo apenas mais do mesmo. A única diferença desta produção, é que ela se passa na década de 1970. Este detalhe não é fundamental para a história, tampouco. Apesar disso, podemos ver algumas sutilezas, como a mulher submissa ao homem, o comportamento dos progenitores aos seus filhos e até mesmo a reação de outras crianças ao se depararem com a estranha amizade da protagonista e uma outra menina, chamando-as de lésbicas. Como disse, nada crucial, apenas pequenas curiosidades.

Algumas ideias também foram bem usadas, como o patriarca vendendo ingressos aos curiosos para entrarem em sua casa mal-assombrada. É uma forma original e positiva de se ver um problema com fantasmas. Infelizmente, essa subtrama morreu, assim como todas as outras que o roteiro desenvolveu. Chega a ser irônico, na verdade. Todos os momentos em que a história parecia querer sair do lugar comum, outras ideias clichês aconteciam no lugar e a subtrama interessante acabava morrendo. Isso é mesmo lamentável. O roteirista desperdiçou diversos elementos de narração e até mesmo a exploração de algumas ideias pouco desenvolvidas.

Tivemos a amizade das duas garotas que não levou a lugar algum. Em certo momento, achei que a menina deixaria o poltergeist com inveja, resultando em algum evento trágico, porém, da mesma forma inesperada que a menina brotou na tela, ela desapareceu. Foi algo tão surreal que eu estava algum tipo de reviravolta por parte da personagem, mas nunca aconteceu. Outra história com potencial, é a do serial killer que arrancava a língua de meninas na floresta. Se o roteiro fosse a fundo disso, poderíamos ter testemunhado um vilão assustador, mas, mais uma vez, a história permaneceu nas sombras, sem qualquer ousadia.

Apesar dos dois primeiros atos clichês e aceitáveis, o terceiro consegue afundar totalmente a produção, sendo completamente anticlímax. Visando um desfecho mais frenético que o resto do filme, o diretor não conseguiu empolgar e ainda tirou o ritmo que tinha adquirido para a sua história. Também devo dizer que o pôster é uma verdadeira enganação, deixando a ideia de um exorcismo. Não há nada do tipo por aqui. Não há qualquer ousadia ou inovação. Tudo se resume a fazer o que já foi feito, sem nunca superá-lo. Existem diversos outros filmes melhores para se ver, porém, não irá matar se vocês o fizerem. Apenas mais do mesmo.


Trailer:

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Comentários
3 Comentários

Comentário(s)

3 comentários:

  1. Deviam parar de fazer filme de fantasma, exorcismo, essas coisas. Eu não assisti nem metade desses que chegaram e já não aguento mais.

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  2. VANESSA VASCONCELOS REZNOR13 de dezembro de 2012 21:31

    realmente,filmes de fantasmas perderam a graça faz tempo.

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  3. realmente esse filme e' bem ruim....essa capa ai nao tem nada a ver com a historia....alias nem sei se essa que aparece na capa faz parte do filme.....a parte do padre tambem estar deitado com uma mulher tambem nao entendi...por que mencionar isso

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