sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

[Crítica] Urban Explorers


Direção: Andy Fetscher
Ano: 2011
País: Alemanha
Duração: 94 minutos
Título Original: Urban Explorer / Urbex

Crítica:

Guarde suas baterias.

Fim de ano está chegando e vocês já escolheram aonde irão passar suas férias? Bem, se estivessem em um filme de terror, certamente iriam para um lugar remoto, onde provavelmente seriam atacados por uma espécie de animal ou serial killer. Porém, temos alguns filmes que nos dão algumas opções diferentes. Entrar em túneis abandonados e/ou cavernas parece ser uma experiência tão mortal quanto qualquer acampamento. Abismo do Medo já mostrou que cavernas podem ocultar criaturas mutantes sedentas por sangue. Agora, é a vez de Urban Explorers mostrar para nós que existem serial killers que gostam de gostam de trabalhar no escuro.

A história acompanha um grupo de turistas que estão em Berlim procurando por aventura. Eles ouvem falar de um explorador urbano que tem a promessa que lhes mostrar algo proibido, longe do alcance e conhecimento do grande público. Empolgados, os turistas seguem o guia até os túneis da cidade, onde passam por diversas dificuldades, com a esperança de encontrar símbolos em paredes e histórias sobre os nazistas que uma vez praticavam suas experiências no local. Depois de um acidente, coisas estranhas passam a acontecer e um inimigo mortal surge a passa a caçá-los nos túneis escuros. Agora, os sobreviventes terão que arrumar um jeito que sair do local, antes que nunca mais vejam a luz do sol novamente.

Conforme estava assistindo o filme, fiquei imaginando que tipo de pessoa iria para túneis subterrâneos com um desconhecido que nem profissional é. E o pior é que não há qualquer garantia de proteção, uma vez que é uma exploração ilegal. O caminho ainda promete encontro com caras perigosos e violentos, enguias e travessias duvidosas. São muitos momentos perigosos para poder ver apenas alguns desenhos bobos na parede. Não foi crucificar o roteiro porque nos apresentar personagens disponíveis para a "aventura", porque dentro do meu ser, eu gostei de algumas partes da jornada. É loucura, eu jamais teria coragem, mas acredito que diversas outras pessoas teriam. Então não é algo tão absurdo assim.

A grande questão é que o filme está muito divertido nesses momentos em que os personagens estavam tentando chegar até o ponto final da excursão. A parte das enguias foi inusitada, e ainda sim, divertida. Esperava que algo mais acontecesse nesse ponto, para dar mais destaque. Pensei que a parte inundada seria palco de alguma perseguição emocionante mais tarde, mas eu quebrei a cara. Teve até um momento no finalzinho onde eu pensei que as enguias iriam aparecer novamente, mas foi só a minha impressão. Uma pena! Gostaria de ver um deles morrendo desse jeito.

Lá para a segunda metade a história sofre uma reviravolta. Não é realmente surpreendente, mas não deixa de ser interessante. O problema todo está no fato de que o desenvolvimento dessa história com vilão é a pior apresentada na história. Seria mais interessante que o roteiro investisse nos jovens morrendo pelos perigos no local, de uma forma natural. Havia elementos demais e a introdução de um assassino foi meio que dispensável. E é justamente aonde o filme se perde. A tensão que o diretor passa é muito boa, mas o roteiro escorrega de uma forma tão cretina, que consegue arrastar toda a produção consigo. Os personagens têm diversas oportunidades de matar o assassino, mas preferem fugir. É o velho clássico dos filmes de terror. O mocinho deixa o assassino inconsciente, mas não o mata. POR QUÊ?

Essa burrice é tão gritante e acontece tantas vezes que consegue irritar o expectador. E tudo isso ocorre depois que o mocinho tem provas irrefutáveis que o cara é um assassino frio e que irá matá-los da maneira mais cruel possível. Mesmo assim, ele não termina o serviço e acaba tendo o castigo esperando, no terceiro ato da produção. A mocinha é uma mosca morta que só sabe chorar. Estava pedindo pela morte dela desde que a tensão tomou conta da tela. É impressionante, mas o rapaz conseguiu ganhar todo o foco da produção, o que é difícil em um filme de terror. O roteiro ainda peca ao excluir outras personagens do terror. A japonesa, por exemplo, que parecia ser uma forte personagem. Destaque para o que ela faz com um cachorro. Enfim, foram muitos erros que poderiam ter sido facilmente evitados. No final, ficamos apenas com raiva.

PS. Tem uma morte simplesmente CHOCANTE, que já deve valer para assistir. Porém, é apenas isso. Não vá esperando por atitudes sensatas.


Trailer:

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Comentários
1 Comentários

Comentário(s)

1 comentários:

  1. vanessa vasconcelos reznor30 de dezembro de 2012 22:36

    tava afim de ver,mas agora nem sei mais......

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