sábado, 1 de dezembro de 2012

[Crítica] Revolution - 1x10: Nobody's Fault But Mine (Fall Finale)


- Pfvr, temos tatuagens de um M, feitas de canetinha, somos vida loka, né Miles?! 

Review:
(Spoilers Abaixo)

Depois de três episódios acertando, me voltam os roteiristas antigos e cagam no que poderia ter sido o melhor episódio da série. Tinha tudo pra ter sido tão perfeito quanto os outros três, a chance de fechar essa primeira parte com uma chave de ouro (que é um excelente condutor elétrico, aliás) mas pequenos detalhes, porém chamativos, estragaram a qualidade que, em potencial, esse episódio tinha. Não foi tão ruim, em comparação aos , e o , mas não conseguiu ser uma boa fall finale, pra mim poderia ter sido muito bem um episódio comum. Teria sido bem melhor que esse tivesse sido a volta do hiato (portanto o episódio passado teria sido a fall finale). E como senão bastasse, a série agora só retorna em Março do ano que vem. Sinceramente? Tenho medo que ninguém mais tenha pique pra voltar a ver, ou que todos se esqueçam da série até lá.  Afinal, quem nunca?

Acho que os roteiristas deram um tiro pela culatra, o que eles acharam que tornaria o episódio sensacional, foi justamente o que estragou ele. Estão contando a história muito rápido, e isso já foi uma coisa que eu observei desde o episódio passado. Eu sei que geralmente reclamo de lentidão nos roteiros, mas não precisa correr com uma história dessas. Prefiro uma história que ande devagar, mas que seja bem contada, do que uma rápida e sem coerência ou coesão. Um roteiro bem amarrado é bem melhor do que um roteiro com um monte de ações sem motivos óbvios, explicações sem sentido.

Agora, uma reclamação que não vou fazer, é sobre a falta de emoção que estão dizendo que teve nesse episódio. Se o oposto tivesse acontecido, as pessoas iam falar que o drama nos reencontros entre Charlie e Rachel, Charlie e Danny foi desnecessário. O povo gosta de colocar defeito em tudo, se acontece reclamam, se não acontece reclamam também. Mas enfim, a opinião que conta aqui é a minha - pfvr, humilde sempre - e não faltou nada de emoção. 

Muito pelo contrário, gostei da frieza da reação confusa da Charlie quando viu a mãe dela, também achei perfeita a reação clichê da Rachel. Claramente um ato desesperado de quem não sabe o que dizer. O encontro dela com o Danny também foi bom, achei legal o jeito que a trama mostrou o amor fraternal que ela tem por ele, e mais ainda, a união dos dois. Foi excelente a cena em que ela se "candidata" pra ser assassinada, só pra mãe não construir o tal amplificador. E claro, que no meio de tudo aquilo acontecendo, a Charlie não ia parar pra ter uma discussão com a mãe, né gente? Não sei quem é mais sem noção os roteiristas da série, ou as pessoas que reclamam que a Charlie agiu com indiferença. Acho que está bem equilibrado na verdade.

- Pfvr, não se pode mais meditar sem ser interrompida?

Um ponto que eu admito que não me agradou foi o tão esperado confronto entre Monroe e Miles, eles podiam ter trabalhado mais a história deles antes do confronto. O fato é que nenhum dos dois está pronto pra matar um ao outro. Por mais que Miles deixa claro que "amigos, amigos, famílias a parte" fica claro que ele não conseguiria matar o ex-melhor amigo com a mesma facilidade que ele matou 100 pessoas estranhas desde que a série começou. Estou sentindo que Monroe não vai passar dessa temporada, e se passar, ele vai pro lado do Miles.

Outra grande incoerência veio com a cena da morte do Strausser, primeiro, dizem que ele é cruel, fodasticamente foda, assassino frio e cruel. E é morto ridiculamente por Rachel, quer dizer, se ele era tão bom assim, como foi que ele morreu daquele jeito? Não querendo desvalorizar ela por ser mulher, deixando claro. E outra, no meio tempo em que ela mata o Strausser e estapeia o Miles - senti tensão sexual, só eu? - ela não podia ter ao menos ido pegar o pingente-interruptor? Não precisava nem ter quebrado a máquina, mas ao menos podia ter pegado o artefato tão importante.

E foi nisso que a série apostou como grande cliffhanger, Monroe controlando helicópteros com armas pra ir atrás dos protagonistas, que agora estão mais numerosos do que nunca, achei que a série podia ter ido mais longe com isso. Quem sabe trazer alguma coisa relacionada ao núcleo da Grace e do Randall. E outra, meio sem noção um helicóptero passar anos sem funcionar e depois voltar assim do nada, pelos meus conhecimentos, precisaria ao menos de peças novas.

Gostei do episódio no geral, achei bem divertido de se assistir, não manteve a crescente que a série vinha tendo, mas também não regrediu. Como eu costumo dizer, "podia ter sido pior". Nos vemos agora só em 2022 25 de Março do ano que vem, quer dizer, isso se eu manter as críticas da série. Já que vou passar por algumas mudanças e o tempo pra escrever vai estar ainda mais limitado, então vou passar um pente fino. Só prometo ficar com Grimm, Glee, Hunted e Continuum (sem favoritismos). Enfim, esse povo levou ao pé da letra a questão de "Big Hiatus", quase 5 meses sem essa loucura, logo agora que estávamos aprendendo a amar.
Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário