sábado, 1 de dezembro de 2012

[Crítica] Possessão

Direção: Ole Bornedal
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 92 minutos
Título Original: The Possession

Crítica:

A escuridão vive dentro de você.

É impressionante como os filmes envolvendo possessões demoníacas estão em alta nos últimos tempos. Parece que não vai parar mais de ser lançado nos cinemas (já temos o futuro lançamento de O Último Exorcismo 2 para confirmar isso). Pode parecer uma reclamação minha, mas não é. Gosto de filmes deste estilo e era ruim esperar muito tempo por um. O único problema é que com essa grande demanda, os produtores vêm lançando um filme dispensável atrás de outro. Será que é tão difícil fazer um filme com uma temática em torno de um exorcismo? Parece que sim.

A história gira em torno de uma garotinha que, depois de comprar uma misteriosa caixa em uma venda de garagem, passa a ser atormentada e, consequentemente, possuída pelo demônio que estava preso dentro do objeto. O primeiro a perceber que tem algo errado, é o seu pai, que logo vê a obsessão da garota como um perigo a sua vida. Não demora muito até que ela demonstre poderes sobrenaturais, assim como a negação da palavra da Bíblia. Desacreditado, o pai terá que buscar por ajuda, para libertar sua filha de uma praga demoníaca que quer devorar sua alma.

Essa foi a minha última aposta de exorcismo. Estava muito ansioso para assistir este filme, que, pelo trailer, narrava a história da possessão de uma maneira diferente. Não posso dizer que este filme é um clássico, muito menos que é inovador. É divertido, apenas. Esperava muito mais, mas não deixa de ser um filme digno sobre o tema. Temos diversas cenas de impacto, que auxiliadas ao CGI bem feito, causam arrepios nos espectadores, como a cena na garagem, onde podemos ver a mão do demônio passando por dentro da pele do rosto da garota. Detalhe para o movimento dos seus olhos. Simplesmente uma das melhores cenas do filme, com grande impacto visual.

O ponto alto da história é justamente tratar a possessão de uma forma mais física. Aqui, não temos um demônio controlando uma garota e corrompendo a sua alma. Temos um demônio que cresce dentro dela, se alimentando dela, como um parasita. Achei inovador o roteiro explorar a possessão de uma forma mais física, com o demônio ganhando espaço dentro dela. Vivendo nela, literalmente. Além disso, o roteiro também sabe aproveitar algumas cenas aterrorizantes, como a cena em que a menina aponta uma lanterna para a garganta e acaba vendo algo simplesmente satânico. Essa cena já pode virar um clássico, sem mais.

Apesar desses pontos positivos, eu esperava mais atividade por parte do demônio. Em geral, ele agiu sozinho, com "acidentes", mas eu esperava que a garota "sujasse" suas mãos. Durante todo o desenvolvimento do filme, só a vimos sendo dominada por ele, onde ficamos chocados apenas com os momentos em que a entidade ganhava espaço naquele corpo frágil. Apenas no final que o bicho realmente assume o controle sobre a menina, com direito a olhos brancos e tudo mais. Senti falta da clássica voz grossa e dos conhecidos insultos e blasfêmias que geralmente debutam neste gênero.

Esperava algo maior para o terceiro ato. A sensação foi que tudo acabou rápido demais. Mesmo assim, tivemos alguns momentos bem legais durante o exorcismo, assim como quando o demônio revela sua verdadeira forma, que é completamente aterrorizante. Gostaria de ter visto mais da coisa em ação naquela forma, lutando para levar alguma alma consigo. Quem sabe em uma segunda parte, não é verdade? Até porque, o final do filme deixa claramente espaço para uma sequência. Conselho de amigo? Algumas coisas não deveriam ser abertas e algumas sequências também. Será este o caso?


Trailer Legendado:

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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. vanessa vasconcelos reznor1 de dezembro de 2012 22:36

    achei esse bem melhor que a entidade.

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  2. Gostei da crítica, vou assistir agora.

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