sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

[Crítica] Forget Me Not


Direção: Tyler Oliver
Ano: 2009
País: EUA
Duração: 103 minutos
Título Original: Forget Me Not

Crítica:

Algumas amizades nunca morrem.

E o que é a amizade em um filme de terror? Certamente não é eterna. Na maioria das produções, eles se divertem juntos e fazem diversas besteiras, mas quando os corpos começam a se empilhar, poucos têm tempo para chorar. Isso quando um não fica culpando o outro, até porque, alguém sempre tem que levar a sua culpa pelas mortes dos seus amigos próximos. A grande questão é que a amizade é algo muito mais explorado em um filme de terror. Então é interessante assistir um filme que foque justamente nesta relação tão frágil. Até porque, neste filme, a amizade nunca morre.

A história gira em torno de um grupo de amigos que, depois de uma festa, vão até o cemitério para brincar de um jogo conhecido por eles. No jogo, um deles é um "fantasma" e tem que caçar os amigos vivos e "transformando-os" em outros fantasmas, para que assim, possa ajudá-lo a caçar os outros vivos. No final, a última pessoa a permanecer viva vence o jogo. Porém, depois que o jogo termina, o grupo de amigos passa a ser atormentado por um fantasma que tem o mesmo objetivo que o jogo que eles jogaram. Agora, eles terão que correr e se proteger, porque cada morte significa um fantasma a mais atrás deles. E a resposta para acabar com essa maldição pode estar no passado, a muito tempo esquecido.

É muito irônico que em um filme sobre a amizade vingativa eterna, a amizade seja tratada de uma forma superficial e sem criatividade como qualquer outro. Não temos nada de especial neste filme. E quando eu digo "nada", é NADA mesmo. Nada se destaca. Não temos mortes excelentes, perseguições ou assombrações memoráveis. É apenas mais um filme de terror sem atitude que permanecerá esquecido para sempre. Parece trágico, mas é a mais pura verdade. Muito provavelmente nem dará as caras em território nacional. Porém, não é impossível, já que a distribuidoras tendem a nos surpreender. Mas o ponto principal é que não fará falta alguma.

Todos os jovens são altamente estereotipados. Eu sei que é difícil encontrar um filme onde os jovens sejam originais, mas neste eles esfregam todos os clichês possíveis em nossa cara. Todos os jovens são promíscuos, bêbados e drogados. Claro, menos a protagonista e o seu irmão, que chegaram vivos até o final do filme em segurança. Ironicamente, eu gostaria de poder ver um filme desses onde a mocinha morresse no terceiro ato, deixando a vadia divertida como a verdadeira protagonista. Neste caso, seria uma jogada surpreendente e divertida, mas que nunca acontece. E é justamente a quenga morena que traz alguns momentos divertidos na produção, mas que não tem chances de respirar após os créditos finais.

Os efeitos estão aceitáveis. Não são bons nem ruins (mas alguns irão considerá-los ruins). O diretor investe em uma cara fantasmagórica feita em um CGI duvidoso. Não achei que ficou ruim para o tom da produção, muito pelo contrário, encaixou direitinho. Porém, algo que realmente me incomodou foi o fato do roteiro fazer todos os personagens esquecerem de seus amigos que já morreram, em uma espécie de realidade que vai se alterando toda vez que um deles se transforma em fantasma, como se eles nunca existissem. Só quem se lembra dos finados é a protagonista, não deixando qualquer esperança de luta para os outros personagens. Com tudo mudando e a possibilidade de loucura por parte da protagonista, a tenso dos outros personagens nunca chega ao ápice.

Enfim, este é um filme mediano em todos os sentidos da palavra. Não é péssimo, mas também não irá mudar a sua vida. Você pode assistir hoje e, talvez, semana que vem já terá esquecido. Serve como uma diversão passageira se não tiver nada melhor para ver. Mas recomendo que vocês procurem uma segunda vez no acervo antes de encarar este, só para constar. Pelo menos eu avisei a todos, agora a decisão é com vocês. Assistir ou passar... Faça a sua escolha.


Trailer:
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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. vanessa vasconcelos reznor30 de dezembro de 2012 22:41

    assistir ou passar........faça a sua escolha. eu passo hahaha.

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  2. esse dai me chamou a atenção, sei lá, parece ser razoável.

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