segunda-feira, 12 de novembro de 2012

[Crítica] Suburgatory - 2x04: Foam Finger

White men can’t what?

Review:
(Spoilers Abaixo)

Ah, como eu amo o Subúrbio. E é por isso que eu não consigo ficar longe dele por muito tempo. Sei que o Nefferson foi um ótimo guia turístico, mas ele não pertence a este lugar sagrado. Até porque ele ainda tem muita coisa pra resolver lá pelos arredores de Mystic Falls, então, Chatswin está novamente sob meu poder. Se a globalização das loiras ricas não for concluída com sucesso, talvez a gente consiga sobreviver por aqui. Mas por enquanto, vamos apenas aproveitar a viagem.

Eu não queria dizer, mas fiquei chatiadíssimo por ter tirado uma folga logo quando Suburgatory iria apresentar o melhor episódio da temporada. Como o Nefferson disse na Review passada, foi tudo perfeito, sem tirar e nem pôr. A minha sorte é que a série está sempre se superando e eu tenho certeza que o melhor episódio deste ano ainda está por vir. Foam Finger pode não se encaixar nesta ideia, mas também não deixou espaço para nenhum ponto negativo.

Ele começa mostrando George e Dallas em clima de romance após aquela linda cena na chuva, mas, como o diabo ainda cobra pedágio pra quem mora no subúrbio, nem tudo é um mar de rosas. Além de Dallas curtir fazer um espetáculo sempre que tem a oportunidade, ela parece ter um problema com sexo, e já se sente nas nuvens e totalmente satisfeita apenas com dois segundos de pegação.  Mas até aí tudo bem, George sempre soube que Dallas era um pouco, digamos... Excêntrica, e achou que a situação poderia ser contornada. O problema começou quando ela decidiu espalhar pra todos que George abala suas estruturas na cama e fez o subúrbio inteiro parar suas vidinhas pacatas pra se dedicar a nova fofoca do momento.

Nem preciso dizer que George não gostou nada dessa situação, né? Ele sempre foi bastante discreto e recatado, e prefere namorar a moda antiga. Se bobear nem passa da posição papai e mamãe quando está com uma mulher, porque isso seria avançar demais. Mas enfim, esse não é um assunto pro horário nobre.  Poderemos discutir sobre a vida sexual decadente do Senhor Altman em off, mas por enquanto, vamos focar em Dallas e sua esquizofrenia simples.

Eu sinceramente nunca vi ser humano mais louco. Ela ultrapassa todos os limites da realidade, e acha super normal viver como se estivesse num desenho animado. Não bastava ter sido suspensa no ar com a fantasia da Lady Gaga, tinha que chamar o coral da igreja pra ver ela e George fazendo sexo (!). Isso tem algum cabimento? Bom, talvez para os moradores de Chatswin, mas para um Nova Iorquino bem tradicional como George, aquilo não passava de um grande indício de que Dallas precisava de tratamento psicológico. E é exatamente por isso que nós a amamos, não é? Quem precisa de sanidade quando se é uma diva do subúrbio? Fuck the normal, I want a Meat Dress for Glamour!
Ta, não vamos exagerar. Dallas pode gostar de um espetáculo e de tudo o que foge do normal, mas nunca usaria um vestido de carne porque acharia que isso poderia lhe engordar. Na verdade, existe algo bem romântico por trás de tanta insanidade. Ela só queria fazer com que George se sentisse bem, porque sua experiência lhe dizia que todos os homens gostam de se sentir como os Super-Heróis-Do-Sexo. O que não deixa de ser verdade, mas para isso dar certo, eles precisam primeiro fazer o sexo, né? Era um item muito importante pra fazer seu namorado se sentir bem.

No fim, eles terminaram o episódio super numa boa, como um casal de verdade, e finalmente Dallas teve a chance de comprovar tudo o que havia soltado aos quatro ventos.  Parece que a espera pra ver George e Dallas juntos realmente valeu a pena. Espero que na próxima semana tenha mais insanidade, e que ele voltem a aprender um com o outro como ser o casal perfeito. Ainda não tenho um nome em conjunto pros dois, e estou aceitando sugestões pelos comentários, então, mãos a obra.

Pra fechar o episódio, tivemos a história de Dalia pela primeira vez encarando como é ser uma outsider. Ela deixou as K.K.K desamparadas para se tornar a BFF da nova esposa do seu pai. Porém, nessa relação, apenas Dalia estava sendo a amiga. Ela se afastou das amigas, desistiu da vida que levava, pintou o cabelo pra agradar a moça, e como recompensa, foi excluída da festa de casamento onde seria dama de honra. Foi o que bastou pra ela aceitar cometer suicídio social e participar do show de mágica de Evan, o nerd do colégio.

Por sorte, a Super Tessa surgiu das cinzas como uma fênix para trazer nossa Dalia Bitch de volta e impedir que as K.K.K se desviassem do caminho da luz. Mas não foi nenhuma missão impossível. Dalia nunca teve dificuldade em ser Dalia, então, só do que ela precisou foi um empurrãozinho. Levar um fora de um nerd pode mudar suas perspectivas de vida, sabia? E no caso de Dalia, também se tornar uma praticante de macumbaria. Depois dessa ultima cena to até pensando em fazer uma consulta com a Mãe Dalia. Tarô, Búzios, Mandinga, Despacho, trás a pessoa amada em três dias úteis e impede que os ingressos da Lady gaga sejam vendidos. Acho que está dando certo.

Sdds do Ryan, quem sentiu?
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