quinta-feira, 29 de novembro de 2012

[Crítica] Revolution - 1x09: Kashmir

...Ooooooh pfvr, dormindo
Ooooooooh acordei vadia...

Review:
(Spoilers Abaixo)

Três episódios bons seguidos? Procede? Sim, é isso mesmo. Mais um excelente episódio pra somatória de Revolution, que agora está mais positivo do que nunca. Parece que a série decidiu fazer sua própria revolução e agora, a série está aos poucos se tornando uma delícia de se assistir. É por essas e outras que gosto de ser o mais paciente possível com as séries que começo a ver. Porque eu sei, que uma vez, que eu desisto de uma série, nada faz eu voltar atrás. Não sei porque aconteceu essa mudança tão brusca. Mudaram os roteiristas? Trocaram alguns atores por seus irmãos gêmeos (#AUsurpadoraFeelings)? Fizeram pacto com o Satã? Não sei, e honestamente, não estou nem aí. Ao menos, enquanto a história continuar desse jeito.

Quem leu a review passada (alguém?) viu eu comentando que a série estava tendo dificuldades em fugir dos clichê, parece que os roteiristas andaram lendo aqui, porque essa semana, a série fez de tudo e mais um pouco pras nos surpreender. O único pecado em relação a isso, é que mais uma vez, o grupo de Charlie se viu sendo traído por algum integrante que se apresenta como mocinho também. Achei forçado isso, principalmente, que o episódio passado girou basicamente entorno da mesma coisa. Mas tudo bem, hoje em dia pra fugir do clichê, tem que ter muita criatividade e loucura nas veias. E nem sempre isso dá um resultado dos melhores. E quem sabe a ideia do roteiro não seja nos mostrar que ninguém é confiável e que Nora, Charlie, Miles e Aaron estão sós nessa aventura? Em compensação essa questão da traição rendeu uma verdadeira carnificina, porque quando a gente viu, já estavam todos os figurantes mortos.

Outra coisa que abrilhantou esse episódio foram as alucinações e claro, o suspense no começo do episódio causadas por elas. Afinal, a gente não sabia o que estava acontecendo. Achei aquela cena da Nora sendo atacada muito tensa. Eu pensei mesmo que ela fosse morrer ali, atacada pelo o que quer que fosse (não usaram CGI, thanks). Mas tudo não passava da alucinação menos complexa, talvez porque ela recebeu todo destaque episódio passado, os roteiristas decidiram que era melhor deixar ela do lado essa semana semana passada. Mas tirando ela, os outros nos trouxeram alucinações um tanto mais interessante com seus medos, frustrações e anseios.

- Fica quirida, aqui não precisa pagar a conta de luz...

Estou chocado com a Tracy Spiridakos, alguém me avisa aonde a intérprete de Charlie estava guardando todo esse talento. Conseguiu emocionar sem fazer suas caras a la Kristen Stewart. Sambou demais na nossa cara durante esse episódio. As cenas dela foram ótimas e me arrisco a dizer que foi o melhor episódio tanto da atriz, como da personagem. Achei muito bacana a alucinação/sonho dela. E por um momento quase acreditei que ele pudesse ter acordado de verdade é que tudo não passou de um sonho. Afinal, os melhores finais são sempre aqueles em que estão todos mortos ou é o sonho de alguma mente perturbada (saudades Awake).

Outro destaque da alucinação da Charlie é a fotografia, as cores quentes e toda aquela iluminação pra demostrar a paz que a personagem encontra ao se ver com seu pai de novo, deixou a cena ainda mais grandiosa. A própria metáfora criada pela série foi excelente, que  fez um paralelo entre as figuras de Ben e Miles. O roteiro ainda faz apologia ao momento entre a vida e a morte de Charlie, onde a alucinação, Ben, levavam ela a apagar cada vez mais, enquanto Miles gritava pela que a personagem acordasse. Palmas para o B.Burke que também esteve ótimo na cena (não sei como um ator como ele se prestou a fazer uns filmes tão menos ou menos como os da Saga Crepúsculo). Enquanto um pedia pra ela dormir e fechar os olhos, o outro pedia pra ela acordar e abrir os olhos, apenas perfeita a edição dessa cena.

Aaron, pela primeira vez desde o piloto voltou a me agradar, achei bacana ele ter alucinado com a ex-esposa dele acusando-o e questionando-o pelas razões que ele a abandonou. Foi de partir o coração aquela cena. As vezes nossa subconsciência pode ser uma vadia. Claro, que o Aaron de hoje nunca teria abandonado ela, mas não ele não pode ficar se remoendo por causa disso, até shippei ele e a Garota do Arco (não é mais pedofilia, né?). Já Miles mostrou que tem dúvidas sobre como irá reagir quando chegar o dia do face to face com o Monroe, seu ex-melhor amigo, já que ele tentou matá-lo mas não conseguiu, porque amigo que é amigo não assassina o best. Mas talvez o vilão que Miles terá que enfrentar não vai ser o Monroe.

E só pra pontuar, o encontro deles foi ao som da música que dá nome ao episódio (Who cares?), do Led Zeppelin, considerada uma das músicas mais sucedidas dele. Música a qual nunca ouvi falar. Além disso: "Kashmir também é o nome de uma região conflituosa, que teve seu território disputado por China, Índia e Paquistão e atualmente ainda possui áreas problemáticas governadas pelos três países. Robert Plant escreveu a letra da música em 1973 quando se encontrava no deserto do Saara no Marrocos."

Tema de Hoje: Meu sequestrador pensa que sou uma terrorista psicopata. E talvez eu seja.

Depois daquele final, ela merecia um parágrafo só pra ela. Rachel foi o destaque total desse episódio, primeiro a revelação de que ela estava construindo uma bomba, graças a Neville. Se ela realmente estava construindo ou não, a gente não tem como saber. Mas que aquela cena dela matando aquele doutor "amigo" dela, foi perfeita. O cinismo e a força da personagem me ganharam totalmente. Torcendo pra ela e pro Danny (que tudo que acontece na série gira é por causa dessa pessoa, mas mal citam ele) escaparem antes que a coisa fique série. 

E Keep Calm que Nora, Miles, Charlie e Aaron chegaram na Filadélfia. Agora é sentar pra ver a Fall Finale, que trouxe um pôster prometendo o inicio da batalha pela energia elétrica. A caça aos pingentes começou:

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