quinta-feira, 1 de novembro de 2012

[Crítica] Grimm - 2x09: La Llorona


Aula de Natação, crianças com menos de 11 anos não paga. Métodos especias. Resultados garantidos. Nosso lema é: ou nada ou morre.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Que loucura toda foi essa? Apenas apaixonado por essa doideira que esse povo inventou pra isso tudo, palmas lentas pra episódio especial de Halloween. Mais uma vez, nesses últimos tempos, vem uma série sambar na minha cara estava preparado pra falar um monte, mas o que eu posso fazer se eu gostei? Grimm trouxe um episódio filler, interessante e divertido e, pasmem, levemente assustador. Ah, convenhamos que deu mais medo que muito filme B de terror. O Segredo da Cabana manda oi.

Bom, esse episódio veio pra mostrar que os roteiristas estão tentando expandir os horizontes da série, aliás, isso vem sendo feito desde a temporada passada quando começaram a usar outras lendas e contos pra pra se basear no episódio. Eu lembro de ter me questionado se seria bom isso acontecer tão cedo na série, mas hoje vejo que sim, não só deu certo como foi necessário. La Llorona é uma lenda latina, que bom, é exatamente aquilo que foi falado na série. Ou seja, acho desnecessário explicar ou contar de novo sobre o que se trata. Aqui no Brasil a lenda é conhecida por "A Bela da Meia Noite" ou "A Mulher de Branco", acho incrível como essas lendas viajam o mundo. E só eu senti uma vibe da finada The River, nessa loucura toda?!

E como senão bastasse ainda trazem uma detetive Wesen que eu adorei, primeiramente ela é uma das melhores criaturas que já apareceu. Seria uma espécie de tigresa (?), Basan, achei bem digna a escolha, afinal já estava na hora de mudarem um pouco. A maioria das criaturas sempre parecem blutbads, só mudam o nome. Mas enfim, só resta saber se a Ex-Detetive Espinosa voltará para nossas telinhas quem sabe com a própria Arrependida do Riozinho, vulgo A Chorona.



E como se fazer uma mistura de lendas latinas, o mundo wesen e mistério policial já não fosse sambar na nossa cara com todas as forças possíveis. Eis que me surge Julieta, que depois de mostrar toda sua fluência em espanhol, já pode abandonar seu nome americanizado e se revelar a grande latina que é. Brincadeiras a parte, Julieta Juliette estava ótima e as cenas delas foram muito bacanas.

Gostei de ver que ela foi obrigada a ouvir algumas verdade da Vó Latina. Que só de bater o olho, faz previsões que fizeram os Maias se revirarem nos túmulos, e a Velha Bruxa ainda fala que Juliette terá que fazer uma escolha. Escolha essa que ela, aparentemente, se decide no final do episódio quando Nick aparece molhadinho e sensual com as três crianças desaparecidas.

Tenho que desabafar um pouco sobre o assunto, o que os americanos sabem sobre a cultura latina mesmo? Eles tem essa visão disturbada de que todos somos praticantes da macumba. Daqui ao invés de latinos podem chamar de Mães de Ná e Pais de Santos, porque, sendo honesto, eles não veem diferença. Quem sabe eles devessem se preocupar mais em pesquisar antes de colocar o episódio no ar, nunca vou me esquecer de brasileiros falando espanhol em The River. Aliás, estou até com um pouco de medo de atrair Boiúna com tanta referência. Mas enfim, voltando ao assunto...

Pra quem não sabe, a atriz que faz a Juliette, apesar de ser americana, "passou a infância em países latinos como a Argentina, Espanha (oiq? Aulas de geografia: sdds) e Venezuela". Eu copiei/traduzi esse trecho de um site americano, e a parte em negrito é meu comentário. Isso porque ela era rica/diva/poderosa, e gente rica/diva/poderosa pode andar pelo mundo aprendendo línguas estrangeiras, tomando bons drinks, posando no meio de Nova York depois de um furacão...E fazer esse tipo de coisa que só gente diferenciada pode


Em paralelo a isso tudo, ainda temos que ver Monroe trabalhado na decoração e na nostalgia.  Mas o plot dele só não foi mais fora de contexto e necessidade porque resultou naquela cena genial dele assustando as crianças. Sinceramente, eu gostaria que esse acontecimento desse em alguma coisa, mas provavelmente nada vai acontecer. Até porque se as crianças contarem, os pais pensarão que Monroe estava fantasiado ou uma dessas desculpas farroupilhas (de onde eu tirei isso?) que geralmente dão.

Renard continua com o seu jeitão, faz o misterioso, usa aquela expressão de "querida, peidei" e faz bico. Tudo que fez nesse episódio foi descobri que Adadiva - que NÃO apareceu no episódio, só pra pontuar - anda aprontando todas na França e na Áustria. E pra fechar essa review, tenho que falar do novo estagiário, Ryan, que desde o episódio passado vem causando altas trapalhadas e nos fazendo gargalhar. O personagem ainda vai render, assim espero já que adoro o ator que faz ele.

P.S.
Que bruxaria o Hank fez, que está conseguindo me fazer gostar do personagem? Ele só precisa de um plot próprio agora.
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