quinta-feira, 15 de novembro de 2012

[Crítica] Dexter - 7x07: Chemistry

Às vezes a vida subtrai.

Review:
(Spoilers Abaixo)

É, Dexter. Dizem que o amor só pega os desprevenidos, mas tenho certeza que você já esperava por essa. Os olhares, o nervosismo, a atração, era só uma questão de tempo até você se deixar levar pela homicida mais sexy que Miami já teve. Talvez ela tenha adulterado seu café com alguma plantinha mágica do seu jardim do Éden, ou usado toda sua sedução pra mexer com seu cérebro de lagarto, quem sabe? Isso nunca alteraria os fatos: Você está sanguinariamente apaixonado por Hannah McKay.

E o que isso significa? É bem simples. Enquanto muitos ainda usam um anel de noivado pra criar laços, Dexter e Hannah estão conectados apenas pelo sangue. É uma vontade em comum, que acabou despertando nos dois uma atração sexual forte o suficiente para fazer Dexter questionar a si mesmo mais uma vez. Talvez poucos – ou apenas eu – consigam ver uma ligação tão forte entre os dois, mas acho que é exatamente o que a série está tentando passar. E agora ganhamos mais cinquenta minutos para nos focarmos inteiramente nisso.

O episódio dessa semana começa exatamente onde o anterior parou. Com Dexter, Hannah e a mesa, o melhor ménage a trois da história da Showtime. Tivemos mais uma cena de sexo digna de redtube, e então, fomos levados direto as consequências de misturar negócios com prazer. Sal – o escritor sensacionalista do episódio passado – acabou descobrindo sobre Dexter e Hannah, e decidiu usar isso a seu favor para apimentar mais seu novo livro.  Porque no universo paralelo onde ele vive, chantagear serial killers é uma atitude bem sábia a se tomar.
Desde aí ficou claro que não iríamos mais ver aquele sorrisinho cretino dando seu ar da graça. Mas – porque sempre tem um “mas” – Dexter e Hannah tinham um plano diferente pra acabar com a ameaça. Enquanto ela queria elimina-lo com seu veneno sem deixar rastros ou levantar suspeitas, Dexter estava trabalhando numa armação para chantageá-lo. Ou ele desistia da ideia de escrever sobre Dexter em seu livro e dizer ao mundo que Hannah McKay era culpada, ou ele seria acusado de assassinato graças ao DNA que Dexter roubou de seu apartamento.

Previsível demais, né? Todos sabíamos que era o plano de Hannah que iria prevalecer no final. Mas foi a investida do roteiro que fez toda a diferença. Ele nos fez acreditar que Sal já estava fora de perigo, e então, o cara simplesmente cai duro no chão por causa de um ataque cardíaco (!). Tipo, WTF? Olhei pra tela com a cara da Lindsay Lohan na corte e me perguntei: “Que macumba foi essa?” Nós vimos quando ele recusou a bebida da Hannah, e vimos que ele não tocou em mais nada dentro daquela casa que pudesse estar contaminado com o veneno. Então como ela conseguiu fazer essa proeza?

Até esperei por um flashback cretino mostrando o momento do envenenamento, mas só o que tivemos foi uma explicação básica sobre como tudo aconteceu. Hannah só aproveitou aquela sua mania de morder tudo e qualquer coisa pra envenenar sua caneta. Olha que lindo! Morto por causa do tique nervoso, hahaha! Não poderia ter sido mais perfeito. Ainda mais pelo veneno não ter deixado rastro algum que pudesse ajudar a polícia de Miami a prendê-la. Mas, Deb já está providenciando sua própria justiça, e pretende usar a doença do irmão pra isso. Se Dex vai ficar do lado dela ou da sua nova paixão, isso só saberemos semana que vem. Ah, como eu odeio esperar.

PS: No final do episódio LaGuerta estava vasculhando alguns papeis e acabou encontrado o nome do Dexter numa lista. Não entendi muito bem, mas acho que isso também será explicado no próximo episódio.

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