sexta-feira, 23 de novembro de 2012

[Crítica] Cockneys vs Zombies


Direção: Matthias Hoene
Ano: 2012
País: UK
Duração: 88 minutos
Título Original: Cockneys vs Zombies

Crítica:

The undead are brown bread.

Recentemente, na crítica do filme Dead Before Dawn, eu disse que pode ser perigoso misturar os gêneros. E logo depois de me decepcionar, fui conferir outro com o mesmo estilo, Cockneys vs Zombies (Que em tradução livre ficaria algo como Londrinos vs Zumbis, o que deve ser drasticamente alterado quando for lançado aqui no Brasil). Vocês já perceberam que a maioria das produções de terrir foca em mortos-vivos? Temos diversos exemplos, como Todo Mundo Quase Morto, Doghouse, Zumbilândia, entre muitos outros. Este é apenas mais um para a lista.

A história gira em torno de um grupo de jovens que tentam assaltar um banco para garantirem que o asilo onde seus avós estão não feche, garantindo-lhes uma boa vida. Mas quando a polícia aparece na frente do banco e tudo parece dar errado, todos são surpreendidos por uma horda de mortos-vivos. Sem ter que se preocupar com as autoridades e com dois reféns, o grupo tenta sobreviver as perigosas ruas, conforme mais e mais zumbis avançam em busca de comida. Em paralelo a isso, os velhos no asilo também são atacados e terão que mostrar que não são tão inofensivos quanto parecem.

Esse filme é uma verdadeira loucura! No bom sentido, é claro. Meus olhos brilharam, porque souberam fazer um produto divertido, sangrenta e trash até as veias. Aqueles que gostam de temas inusitados, certamente se sentiram atraídos pela proposta de assistir uma luta épica pela vida entre velhos e zumbis, certo? A ideia é tão absurda que realmente dá certo. O roteiro também não nos força a engolir situações bobas e surreais, onde a piada vem primeiro que a própria vida. Tudo está em perfeito equilíbrio nesta produção e os amantes do gore também não irão se sentir desamparados.

Um dos pontos interessantes da história, é que ela mostra exatamente como a epidemia de zumbis começou. Não irei contar. Apesar de não comprometer em nada a trama, é mais divertido vocês serem surpreendidos, ainda que seja na primeira cena. Esse momento me lembrou aquelas produções antigas que os amantes do terror tanto gostam. E, como eu já adiantei, todos ficarão fascinados pela violência. Temos cabeças explodindo, zumbis sendo metralhados e muitos desmembramentos. Basicamente todo o essencial em um filme de zumbis pode ser encontrado aqui. E ainda podem esperar uma dose extra de mortes gráficas (neste caso, a morte dos zumbis).

Os personagens principais são carismáticos. Tanto os jovens quanto os velhos. Destaque para a Georgia King (Distúrbio), que atualmente está na série de sucesso The New Normal. Os outros jovens também são ótimos, atirando para todos os lados. Mas a novidade mesmo fica por conta deles, os mais velhos. Afinal de contas, não é todo dia que vemos velhinhos armados até os dentes atirando sem dó nem piedade em mortos-vivos, certo? É legal ver a mudança de foco para personagens que normalmente seriam os primeiros a morrer, sem qualquer destaque. Os mais velhos são capazes de lutar sim, apenas dê uma chance e uma metralhadora.

Quero terminar esta crítica comentando sobre um dos momentos mais hilários de todo o filme, que pode ser visto no trailer abaixo, inclusive. Estou falando da cena em que um velhinho está dormindo no jardim do asilo, infestado de zumbis. E, ao ser avisado por seus amigos sobre o perigo, ele tenta escapar praticamente em câmera lenta, usando o seu andador. Sinceramente, o filme já havia ganhado duas estrelas só com esta cena. Então ele fez por merecer o dobro disso. Se vocês gostam de terror/comédia que não esquecem o gore, afinal, isso é um filme de zumbis, assista o quanto antes, porque este filme foi feito para você. Eu adorei e já se tornou um dos meus favoritos.


Trailer:

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