segunda-feira, 17 de novembro de 2014

[Crítica] V/H/S


Direção: Matt Bettinelli-Olpin, David Bruckner, Tyler Gillett, Justin Martinez, Glenn McQuaid, Joe Swanberg, Chad Villella, Ti West & Adam Wingard
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 116 minutos
Título original: V/H/S

Crítica:

Essa coleção é de matar.


Adoro este tipo de filme, onde acompanhamos diversos contos dentro de uma obra. V/H/S não era um dos filmes mais esperados por mim, mas sempre reconheci o seu potencial. De acordo com os produtores, este é um filme found footage para aquelas pessoas que já estão cansadas deste tipo de filme. Achei uma ideia interessante e confesso que a ideia dos segmentos me atraiu bastante, apesar de eu não ter me identificado com poucas sinopses das histórias liberadas. Para mim, o filme de terror mais esperado deste subgênero de contos aleatórios seria o The ABCs of Death, que prometia diversos segmentos de arrasar.

Não há como dar uma sinopse geral para a história, que, como já disse, é dividida em pequenos segmentos. Só posso dizer que a história principal gira em torno de um grupo de "mercenários" que filmam atrocidades e as vendem. Eles recebem a missão de roubar uma fita VHS de uma casa, mas, quando chegam ao local, percebem que existem diversas fitas e eles terão que assistir cada uma delas para saber o que estão procurando. Claro que não há nada bom nas fitas e, conforme eles vão testemunhando um mundo de horror, eles colocam a si mesmos em um perigo desconhecido.

Vamos começar a falar sobre este segmento da sinopse oficial, que é o que une todos os outros segmentos. Chama-se Tape 56, e tem um desenvolvimento bom. Somos levados aos poucos, sempre entre um conto e outro. Reparem no velho no morto no fundo da sala, na passagem de um conto e outro, é possível observar algo macabro em relação a ele. Tudo parecia terminar bem, mas então as coisas acontecem muito rápido e não dá ao espectador a chance de saber o que está acontecendo. Resultado? Este segmento acaba antes mesmo do final do filme, tirando o propósito dele de unir as outras histórias. Afinal, quem ficou assistindo o último conto? Que diabos aconteceu? Achei decepcionante, poderia ter sido muito melhor.

Os dois melhores contos são, ironicamente, o primeiro e o último, Amateur Night e 10/31/98, respectivamente. O primeiro acompanha a história de três jovens que pensam em se dar bem com algumas desconhecidas e gravar o acontecimento. O segmento ganha pontos por causa do desenvolvimento inesperado e eficiente da história, e o modo como o roteiro apresentou a "primeira pessoa" de uma forma original. O último conto também tem o seu impacto, mostrando um grupo de amigos indo a uma festa a fantasia, mas acabam testemunhando um ritual bizarro. Temos algumas cenas bem legais neste segmento, de fazer inveja a Atividade Paranormal. O desfecho não surpreendente, mas fecha o filme com um bom nível.

Infelizmente, os outros contos se dividem entre razoáveis ou ruins. The Strange Thing that Happened to Emily when she was Young mostra duas pessoas conversando através do Skype. A forma como a primeira pessoa é apresentada é original e interessante, mas o segmento realmente não consegue empolgar. Mesmo em sua reviravolta, que até é interessante, mas só serve para deixar o espectador ainda mais confuso sobre o que está acontecendo. Tuesday the 17th é outro conto desnecessário, envolvendo um grupo de adolescentes que vão para o meio do mato e são massacrados por algo que não pode ser gravado por uma câmera. As mortes são violentas, mas os efeitos visuais são ruins, o que acaba tirando todo o efeito do gore. A história poderia ter seguido caminhas melhores e decepcionou.

Por último, deixei Second Honeymoon, que é interessante de ser assistido, apesar de não ser um dos melhores. Segue um casal de férias, que passa a ser observado por alguém desconhecido. Apesar de não termos muitos momentos divertidos durante o conto, o final compensa o tempo que esperamos, fechando o segmento de uma forma violenta e surpreendente. É a história mais normal, sem qualquer indício de elementos sobrenaturais. Algo que pode acontecer com qualquer um, a qualquer momento. Por isso pode ser que desperte alguma curiosidade. Não dava nada pela história e acabei de surpreendendo.

Quem gosta de filmes que apresentam diversos segmentos de terror, esta é uma boa pedida. Nem todos os contos são bons, mas é divertido acompanhá-los e esperar qual a próxima surpresa que surgirá na tela. Além disso, o que todos os segmentos têm em comum é o fato de termos muita nudez, insinuação de sexo e violência gratuita. Acho que as mulheres que apareceram e não conseguiram mostrar os peitos, devem ter se sentido excluídas. Brincadeiras a parte, eu recomendo e fico na ansiedade pelo The ABCs of Death, que promete ser demais. Aliás, vocês podem ver o segmento "T" no youtube, T is for Toilet, que apresenta um conto CHOCANTE, todo feito com massa de modelar. Basta clicar AQUI.


Trailer Legendado:

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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. vanessa vasconcelos reznor4 de outubro de 2012 22:46

    vou assistir,espero que preste porque nem estou levando muita fé,mas pode ser que eu goste.

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  2. Eu realmente não gostei de como a história principal foi desenvolvida. Comecei a assistir ao filme de boa fé e quando me deparei com aquelas cenas dos caras vandalizando comecei a me entediar. Mas, eu não desisti do filme. A premissa é boa e as histórias também. Achei isso tudo interessante. Mas, aquele plot dos caras procurarem um fita VHS específica foi muito "jogado na nossa cara". Tipo, nos é apresentado que os caras são vândalos - a parte dispensável do filme - e então eles têm a "missão" de encontrar uma fita. Eles nem sabem o que estão procurando! Há várias fitas. Então eles decidem levar todas, e tudo começa a dar errado... Aí o filme começa.

    Acho que o filme é válido em função das histórias que arrancam alguns sustos e intrigam.

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