domingo, 28 de outubro de 2012

[Crítica] Supernatural - 8x04: Bitten

Previously, on Teen Wolf. Não, pera...

Review:
(Spoilers Abaixo)

No cinema, o subgênero found footage já conquistou seu espaço e nos apresentou boas produções, assim como também teve seus momentos de decadência. Mas no mundo das séries, quase não tivemos espaço para que o tema fosse explorado. Nenhuma série estaria disposta a deixar seu tema principal de escanteio para embarcar na nova modinha promissora da década, não é? Nenhuma exceto a PHD em episódios fillers, que nós conhecemos muito bem.

Eu já disse isso uma vez, e repito: Supernatural precisa de episódios fillers. Não só precisa, como deve produzir alguns para manter a temporada até o final. Sei que muitos vão discordar, mas a série se manteve de pé todos esses anos apresentando 70% de episódios fillers por temporada, então não deve ser tão ruim assim. O único problema é fazer com que mais uma trama qualquer se torne interessante. E neste quesito, Bitten superou minhas expectativas.

No começo do episódio, Sam e Dean são levados até uma casa onde aparentemente havia acontecido um massacre. Por terem chegado tarde demais, não conseguiram impedir que a tragédia tivesse acontecido ou sequer entender tudo aquilo. A única pista que tinham era uma filmagem deixada especialmente para eles em um laptop, contando a história de como três amigos tiveram suas vidas arruinadas quando encontraram pela primeira vez o sobrenatural.

Eles são nossos protagonistas, Michael, Brian e Kate, o estereótipo ambulante do triângulo amoroso que todos já conhecem. Michael é o popular, bonito e forte, que conquistou Kate apenas com uma cantada meia boca e construiu um relacionamento saudável com a mesma. E Brian é o nerd excluído e azarado, do tipo que as garotas se afastam e que obviamente é apaixonado pela namorada do melhor amigo. O hobbie preferido de todos eles era brincar de cineasta, e gravar tudo o que faziam com uma câmera amadora. Num de seus passeios noturnos em busca de qualquer coisa extraordinária que pudesse ser registrada pela lente de suas câmeras, Michael é mordido por um lobisomem e cria “super poderes”, que só podem ser explicados pelos misteriosos agentes do FBI que rondam a vizinhança em busca de respostas para os ataques de animal ocorridos naquela região.

Sentiram a vibe? Pois é, parece que fomos transportados diretamente pro universo de Teen Wolf com uma câmera amadora pra registrar nossa passagem por lá. Pode até ser uma mistura estranha, mas eu achei genial. Mais ainda por nos mostrar o outro lado da moeda, de um jeito parecido com o que o episódio dos Ghostfacers nos mostrou. Não tivemos muitas oportunidades de ver pessoas normais sendo afetadas pelo sobrenatural enquanto Sam e Dean ficam em segundo plano, então, isso deu um toque de “novidade” ao episódio, e construiu uma narrativa interessante para uma série que já se acostumou com episódios regulares.

A partir do que a trama evoluiu, descobrimos que Michael foi mordido por um Lobisomem de sangue puro e por isso pode se transformar como e quando quiser, sem estar preso ao ciclo lunar. E foi pensando em todas as regalias e super poderes que um lobisomem pode ter que Brian correu atrás de respostas para o que pensava ser a única solução dos seus problemas. Ele descobriu que o lobisomem de sangue puro que mordeu seu amigo era seu professor, e fez com ele também fosse mordido em troca de não revelar o seu segredo. Mas é óbvio, enquanto os falsos agentes do FBI não matassem um lobisomem, não sairiam da cidade, e poderiam acabar chegando até eles. Então, após a mordida, Brian armou para que Sam e Dean matassem seu professor, e assim ele e Michael ficassem livres. Ou, quase isso.

E eu que torcia pelo Brian no começo e achava que a Kate deveria ter ficado com ele no final. Mas, ele se demonstrou um sem caráter, e na primeira oportunidade eliminou o amigo para que tivesse mais chances de ficar com a garota. O que não aconteceria nem em um milhão de anos, mesmo que não tivesse matado o garoto com as próprias garras. Kate foi mordida por ele, e então, teve a chance de vingar a morte do seu namorado. Ela foi a única sobrevivente dos três, e por já ter certo conhecimento sobre o universo dos caçadores, fez um apelo no final do video para que Sam e Dean deixassem-na viver, com a condição de que se obrigaria a entrar na dieta do coração de animal. Uma grande reviravolta, pra grande vítima da situação.

Se fosse em outra ocasião, Dean teria entrado no carro com Sam e seguido o rastro da she wolf recém criada, mas dessa vez, ele se sensibilizou. Agora Kate vai ter uma chance de recomeçar sua vida e esquecer tudo o que lhe aconteceu. A não ser que um dia sua dieta falhe e ela tenha mais um encontro com os Winchesters. Bem, estamos torcendo por ela ou não? Depois desse final super depressivo é só o que podemos fazer. Aposto que muito Hunter por aí se emocionou, bom, eu não tenho vergonha de dizer que eu fui um deles. A musica, os flashbacks, a fuga da lobinha, teve como não amar? Haters, por favor, não respondam.

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Comentários
4 Comentários

Comentário(s)

4 comentários:

  1. O nefferson ainda vai fazer as críticas de apartment 23?

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  2. Anônimo, ele não está querendo fazer, então é o jeito a gente colocar pressão encima pra ele se sentir inspirado HSUAHSAUSAUSA' #CriticaApartment23Neff

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  3. João entregando os bastidores do blog, kkkkkkkkk #CríticaApartment23Neff

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  4. Otimo post.
    Por favor visitem o meu blog.É novo. Espero que gostem
    http://meuponto-vista.blogspot.com.br/

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