segunda-feira, 29 de outubro de 2012

[Crítica] Suburgatory - 2x02: The Witch of East Chatswin

Eu enfrentaria uma Bruxa por um pacote de biscoitos Scooby.

Review:
(Spoilers Abaixo)

It’s Halloween, bitches! Provavelmente você não vai ouvir essas duas palavrinhas juntas por aí, mas como estamos em Chatswin, é melhor se acostumar. Acho que de todas as datas comemorativas em que o subúrbio americano precisa dar aquele toque bizarro, o Halloween é aquela que mais sofre. Gostosuras passam de doces a adolescentes com fantasias promíscuas e travessuras podem ser consideradas bruxaria. Nada de anormal, pra uma cidade que te mata socialmente se você não der um churrasco de boas vindas.

Por toda semana nos trazer episódios como este, a série acaba nos deixando indecisos sobre qual é o melhor. O meu preferido da temporada passada é o segundo episódio, quando Tessa fica com o irmão de Lisa mesmo ele sendo o tipo de garoto troféu que não tem nada na cabeça. Mas dessa segunda temporada, ainda não sei dizer qual dos dois episódios me agradou mais. A Premiere mostrou uma história divertida e ao mesmo tempo emocionante, que foi bem elaborada e muito em breve se tornará algo maior. Por outro lado, foi o segundo episódio que conseguiu me roubar mais risadas, usando um dos meus temas preferidos para se construir um episódio: O Halloween.

Como vocês sabem, as regras tradicionais das datas comemorativas podem não ser aplicadas em Chatswin, mas existem coisas que simplesmente não mudam. Como por exemplo, a presença de um ser sobrenatural quando o dia 31 de Outubro está se aproximando. Cada cidade tem uma lenda, e a que reside em Chatswin é sobre uma bruxa que Sheila conheceu quando estava no colegial, cujo o único propósito era atormentar a paz dos moradores daquela cidade. E neste Halloween ela está de volta, para recrutar a única pessoa naquela cidade que não se encaixa nos padrões sociais do Subúrbio: Tessa Altman.
Não precisava ser um gênio pra saber que no final isso tudo seria um grande mal entendido né? Pra começar, ninguém pode ser considerada uma Bruxa só porque gostava de fazer marcenaria (?). E depois, a palavra de Sheila Shay vale bem menos que o salto agulha transparente da Dalia. Mas, as aparências pregaram uma peça em Tessa, e fizeram-na acreditar que pela primeira vez aqueles moradores do subúrbio tinham razão. Porque se você não é uma Bruxa, pelo amor de Deus, pare de usar capa preta e não escreva mensagens em vermelho no espelho dos banheiros (!!). Se tivesse guardado a vestimenta ousada pra dentro de casa ou tentado uma conversa amigável ao invés de recados fantasmagóricos, ninguém teria motivos pra correr.

E a conclusão disso tudo? Tessa passou o episódio inteiro fugindo de uma mulher de 45 anos que escreve livros feministas e é contra o estereótipo superficial que faz parte de 99% dos moradores de Chatswin. Ela só queria que Tessa se juntasse ao seu grupo anti-futilidade para que ele ganhasse mais forças, e um dia, Chatswin pudesse mudar de verdade. O que não pode acontecer tão cedo, ou a série teria que terminar. Então, o caso da Bruxa ganhou apenas um desfecho temporário para que os moradores de Chatswin não a queimassem viva, e talvez, dando a Tessa uma boa lição. Se existia alguém que preferia ser taxada como bruxa ao invés de se entregar a moda superficial do subúrbio, então era uma coisa pela qual valia a pena lutar.

Ainda tivemos uma história interessante entre George e Noah, onde eles decidem inverter os papeis e se fantasiar como eles mesmos para o Halloween. Noah se transformou em George, com barba, jaqueta de couro e uma voz grave que enganou muito bem Sheila Shay. Enquanto George teve que se submeter a uma mudança brusca pra dar o troco, e acabou se tornando um loiro sem barba, que usa roupas esportivas de cores claras e obviamente não impressiona as mulheres. A trama também nos rendeu boas cenas, e ainda terminou sendo fiel a proposta de romance feita pela Dallas no começo do episódio. Vestido daquele jeito George parecia mesmo ser o seu Ken, e como ela era uma Barbie, nada melhor do que fazer jus a ficção. 

Parece que depois de ser enrolados por uma temporada inteira finalmente vamos ver George e Dallas acontecer. Bom, estou torcendo por eles. Mas todo casal que se preze no mundo das séries precisa ter um nome em conjunto, então como vamos chamá-los? Gallas? Georllas? Gellas? Darge? Err, acho melhor apenas torcer por eles.
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