domingo, 7 de outubro de 2012

[Crítica] Lobisomem: A Besta Entre Nós


Direção: Louis Morneau
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 93 minutos
Título original: Werewolf: The Beast Among Us

Crítica:

A lenda resnascerá.

Depois de muitos problemas na produção e diversas alterações na história, com os críticos e fãs do original de olho gordo e mantendo pressão, o remake, O Lobisomem, acabou sendo editado diversas vezes, com diversas discussões polêmicas (a besta deveria andar em pé ou de quatro?). Com as inúmeras modificações, o orçamento foi parar na casa dos 150 milhões de dólares. Como já era esperado, a bilheteria do filme não conseguiu bater este número, arrecadando pouco menos de 140 milhões ao redor do mundo. Mas a Universal não se deu por vencida e decidiu produzir uma sequência, direto em vídeo. Logo depois das primeiras notícias, foi confirmado que a história do segundo não teria NADA a ver com o primeiro, mesmo que o remake termine com uma ponta para uma segunda parte. Alguém realmente estava achando que seria algo bom disso tudo?

A história se passa no século XIX, onde um pequeno vilarejo tem sofrido com mortes brutais por uma besta que parece ser diferente das outras. Logo, se apresenta na cidade, um grupo de experientes caçadores, que parecem saber exatamente com o que estão lidando. Para ajudar na caçada, Daniel oferece os seus serviços. Juntos, eles terão que arranjar um jeito de parar e identificar a besta, antes que o solstício chegue, porque é quando ela poderá se transformar quando bem entender, aumentando consideravelmente o seu poder. Para aumentar ainda mais a dificuldade desta caçada, os experientes caçadores perceberão que estão diante de um lobisomem inteligente, que consegue montar armadilhas tão bem quanto eles, e que podem acabar se tornando a caça.

Comecei a assistir este filme sem a menor expectativa. Gosto muito de filmes de lobisomens e estes que tem a ambientação em séculos passados têm um elemento especial que os filmes que se passam atualmente não têm. Não esperando nada de bom, torcia para que algo realmente prestasse, até porque, o trailer cretino divulgado não parecia tão ruim. De uma coisa eu estava certo: Não teria jeito deste filme superar o remake de 2010. Acertei em todas as minhas previsões. Não temos um bom filme, nem um péssimo filme, tampouco. Temos um filme mediano, que tem os seus momentos, apesar de ter muitas falhas óbvias, principalmente do roteiro.

Vamos começar a falar da fotografia, que é uma verdadeira porcaria aqui. Bem comum em uma produção direto para o vídeo. É realmente um desperdício, porque se o diretor tivesse um pouco mais de esforço, poderia entregar cenas muito mais dignas. E para completar, a maioria das cenas acontece de dia. Isso mesmo, pasmem. Temos até um lobisomem que começa a se transformar em pela luz do dia (!!). Esse é um dos grandes erros do roteiro, subestimar os poderes da lua cheia. É completamente diferente das "regras" que comecemos. Se o roteirista achou que podia fazer algo diferente para revolucionar, acabou dando de cara com um muro. A maioria das decisões do roteiro são ridículas, fazendo impossível com que gostemos do rumo da história.

Os personagens também não ajudam muito. O casal de protagonistas não tem a menor química e o amor "proibido" deles não tem o menor efeito da trama, fazendo com que pouco nos importemos com eles. Além disso, ainda temos todo o grupo de caçadores. Existem tantos personagens desnecessários que os créditos finais subiram e eu ainda estava me perguntando quantos caçadores tinham naquele grupo. Isso é mesmo um grande problema. Vários personagens somem de cena em momentos importantes, porque o roteiro os introduz, mas não consegue trabalhar com todos em cena.

Uma das partes mais legais, porém, é o começo. Poderia ter sido muito melhor, se o diretor tivesse nos surpreendido com uma reviravolta ao invés de jogar o óbvio em nossa cara. Os efeitos não são ruins. Para falar a verdade, eles variam bastante. Temos tiros falsos e ridículos que arrancam cabeças e alguns efeitos legais do lobisomem. Esperava algo muito pior, considerando que é uma produção barata. A besta não é tão bem feita e veloz quanto o primeiro filme, mas até que o CGI não está ruim. Agora a escolha fica mesmo com vocês. Eu recomendo que vocês assistam o remake de 2010 novamente, porque eu adoro aquele filme. Este é para assistir uma vez quando não tiver mais NADA, e olhe lá!


Trailer Legendado:

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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. É estranho o pessoal faz uma critica ruim e o povo não. difícil entender

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  2. Mas a refilmagem de "O Lobisomem" foi boazinha!!!!

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