quinta-feira, 4 de outubro de 2012

[Crítica] The Hike


Direção: Rupert Bryan
Ano: 2011
País: UK
Duração: 83 minutos
Título original: The Hike

Crítica:

É tudo uma questão de sobrevivência.


Apesar de ser extremamente clichê, eu tenho que confessar que gosto de filmes onde um grupo de jovens encontra a morte no meio de uma floresta isolada de tudo. Eu sei que este tipo de filme já foi explorado até a exaustão, mas eu ainda tenho esperanças de encontrar algo que valha a pena. Não estou esperando a "nova geração do terror", apenas algo divertido e violento que respeite minha inteligência. Infelizmente, hoje em dia, as florestas andam muito mais vazias. Nem mesmo Jason Voorhees está com o humor para vagar por aí a procura de jovens. É por este motivo, que eu assisti a este The Hike, que apesar de parecer tosco, poderia render alguma coisa.

A história gira em torno de um grupo de amigas que decide acampar no meio do nada para comemorar o retorno de Kate, que passou o inferno servindo ao exército, mas pediu para sair depois da morte de seu namorado. Tentando esquecer dos problemas e se aproximarem depois de um longo tempo, elas se embrenham cada vez mais dentro da mata, até que encontram três rapazes fazendo alpinismo. Tudo parece ótimo, até uma delas sumir misteriosamente. Enquanto outras pessoas continuam a sumir e aparecer mortas, o grupo de amigas terá que se juntar se quiserem sobreviver a uma ameaça cega, que pode estar bem diante de seus olhos...

Como eu posso dizer isso? Este filme superou as minhas expectativas, mas, no final, caiu tão rápido que ficou abaixo delas. Foi preciso uma quantidade muito grande de ruindade para acabar com todo o nível que o filme construiu nos dois primeiros atos. Mas, espetacularmente, The Hike conseguiu. Pelo menos pude me divertir um pouco, até que desse de cara no chão, com um desfecho completamente ridículo e um duelo final super sem graça. Assistindo ao começo, eu sabia que não seria excelente, mas o filme poderia ter a dignidade de terminar razoável, ou seja, assistível. Eu poderia até recomendar, mas depois dos créditos finais começarem a subir, eu prefiro deixá-lo morrer no fundo da floresta.

A subtrama envolvendo a protagonista no exército deveria ter sido fundamental para a sua vingança. Imagine uma mulher traumatizada, treinada para matar e com várias de suas amigas mortas? Eu pensei que ela iria acionar a sua Fênix interior e retornaria violenta e diabólica, fazendo os vilões pagarem na mesma moeda. Ela até cumpriu com as expectativas em um primeiro momento, mas depois desandou totalmente. Por que uma pessoa iria deixar de matar quem está doido para acabar com a sua vida? A mocinha consegue derrubar o vilão e deixá-lo inconsciente DIVERSAS  vezes, mas prefere correr do que terminar o serviço. Depois de umas duas vezes que ela decide fazer isso, nós ficamos com raiva e preferimos que a personagem morra, porque tanta estupidez assim tem que ter uma punição.

Temos alguma violência, mas nunca a vemos realmente. Só o resultado dela. Temos personagens com braços quebrados e até sem uma das mãos, mas não há nenhuma violência gráfica. Poucos são aqueles que conseguem dar dois passos antes de morrer ou ser pego, o que dá raiva. Há muitas vítimas para poucos vilões. Tendo as vítimas em mente que irão morrer de qualquer jeito, o melhor jeito seria morrer tentando sobreviver, não é verdade? Mas não é bem assim que os personagens deste filme pensam. Apenas duas personagens realmente mostram um certo potencial, enquanto as outras só sabem gritar e morrer. Além disso, não temos como prever qual das outras garotas irá durar além da protagonista, o que acaba sendo uma boa surpresa.

Eu não recomendo, porque existem filmes muito melhores. Mas reconheço que há algumas cenas com potencial. Sem contar a reviravolta na metade do filme, que apesar de ser previsível, é interessante. O filme ainda trata de um tema sensível, o estupro. As pessoas tendem a se sentir desconfortáveis ao ver esse tipo de violência, mas o diretor não conseguiu passar a tensão esperada nessas cenas. Seria razoável e muito melhor se o roteiro tivesse se empenhado melhor no terceiro ato, que é de longe o pior de todo o filme. Para aqueles que gostaram da proposta e não tem nada para assistir, pode considerar este filme como uma diversão passageira, que rapidamente será esquecida.


Trailer:

Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. vanessa vasconcelos reznor4 de outubro de 2012 23:02

    pelo trailer esse filme me lembrou aquele fraquinho viagem macabra,mas diz aí,é melhor ou pior que viagem macabra? porque se for melhor eu assisto :)

    ResponderExcluir
  2. Acho que os dois estão no mesmo nível. Tratam de assuntos parecidos, em ambientes parecidos.

    Não posso dar mais detalhes, porque não lembro direito do Viagem Macabra, mas acho que os dois são igualmente ruins.

    ResponderExcluir