domingo, 28 de outubro de 2012

[Crítica] Grey's Anatomy - 9x03: Love The One You're With

Aos poucos nós chegamos lá, o importante é amar-nos...

Review:
(Spoilers Abaixo)

Falar mais uma vez de tragédias em Grey’s se torna até cômico. Se fosse feita uma competição, o pessoal do Seattle Grace ganharia o ouro fácil, fácil. O acidente de avião, por exemplo, as consequências dele ainda vão ser sentidas por toda essa nona temporada. Nesse episódio as causas do acidente começaram a ser exploradas e um acordo milionário foi proposto.

Dois médicos mortos; um médico com os nervos da mão lesionados e incapacitado de operar; uma médica com uma perna amputada; um acordo de milhões para solucionar tudo. Essa foi a proposta da empresa do avião para que os médicos esquecessem as consequências e traumas da queda do avião e seguissem em frente. Uma proposta tentadora que asseguraria o futuro de todos. Mas seria o suficiente para curá-los?

Enquanto nossos médicos pesavam os prós e os contras de aceitar o acordo, outras questões se desenvolviam. Uma delas envolvendo Cristina, que ainda está à milhas de Seattle. Confesso que imaginei o retorno rápido dela, mas pelo jeito não vai ser assim. Pelo contrário, estamos presenciando uma verdadeira mudança de comportamento e atitude dela em se achar autossuficente. Aos poucos nossa Yang está quebrando a casca e se abrindo para o novo círculo de pessoas e múmias com quem convive. Infelizmente, a única coisa que não muda é a relação dela com Owen que passou de marido e mulher para estranho e estranha.

Outra com problemas, e para quem eu tiro o chapéu e aplaudo de pé é a Callie, que vem emocionando em todo episódio e carregando todo o drama de algo que ela não teve culpa. Não sei por quanto tempo Arizona ainda vai culpá-la por perder a perna, Callie não teve culpa alguma, pelo contrário, se ela não tivesse tomado as decisões que tomou Arizona estaria agora operando anjos junto com George, Lexie e Sloan lá no céu. Digno de nota ainda são as atuações da Jessica e Sara – da Sara principalmente. É incrível como elas conseguem lhe envolver na cena e te fazer sentir dentro do chuveiro segurando Arizona enquanto a água molha seu corpo, ou então se sentir segurado pela Callie enquanto vê as lágrimas dela misturando-se com a água do chuveiro.


Já Jackson e April começam a aceitar que a química entre eles é impossível de ser controlada. Nem mesmo Lord Justin e uma revirginização conseguem fazê-lo. O que ainda veremos será muita fricção e corpos suados – as fãs do Jackson agradecem. Dr. Bailey, por sua vez, finalmente percebe que está ficando para trás. A Nazi infelizmente amoleceu, acomodou-se. É hora de propor novos desafios, e espero sinceramente uma evolução na personagem. Bailey é uma das minhas personagens preferidas, e quero vê-la desafiando a si mesma, brigando com todos, impondo-se e conquistando cada vez mais seu espaço, fazendo descobertas médicas, curando o câncer!

Mas voltemos ao acordo. Como o Derek pautou sabiamente, quando erramos temos de ir fundo e descobrir o erro, para que ele não ocorra com outras pessoas. É o que os cirurgiões fazem. Aceitar o acordo da empresa não traria benefício algum além de uma conta bancária recheada. As dúvidas permaneceriam. O mesmo poderia acontecer com outras pessoas. Ninguém sabe o que eles estão passando. O dinheiro seria um paliativo para a dor, não a cura.

Então, mesmo que seja um processo de investigações que se estenda por anos eles assumiram o risco. O que vai guiá-los nessa jornada é o amor que eles têm pelo outro. Callie e Arizona; Cristina e Owen; Derek e Meredith. E claro, nosso amor por eles, por que sentimos cada problema, choramos cada lágrima e rimos cada riso. Afinal, esse também é o nosso mundo.

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