quinta-feira, 11 de outubro de 2012

[Crítica] Dexter - 7x02: Sunshine and Frosty Swirl

Você mata pessoas, porém ainda te adoro como pessoa.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Mais um episódio pra lista dos Épicos, sim senhor. Sei que muitos não concordam, mas acho que a série finalmente chegou ao seu ápice. Não por estar mostrando fatos decisivos que a maioria dos fãs esperou durante anos, mas por estar fazendo isso de forma digna e competente, logo depois de nos fazer achar que já tinha mostrado tudo do que era capaz com uma excelente sexta temporada. Bom, se tem uma coisa que eu aprendi, é nunca duvidar do que Dexter é capaz.

Ruim mesmo é ter que esperar uma semana pra assistir os episódios logo agora que a merda toda foi jogada no ventilador. Quase surtei com o final do episódio passado e amaldiçoei a Showtime, pra no fim, a trama cair na previsibilidade. Mas calma gente, não é por isso que foi ruim, isso não é uma contradição aos elogios que fiz a série no começo da crítica. Na verdade, a dúvida cruel deixada no final da Sexta temporada era por causa da reação da Deb, mas depois do episódio passado, não ficou difícil imaginar como iria lidar com tudo aquilo.

Para ela, ser um serial killer é como um vício, que traz prazer ao “usuário” e pode ser revertido com uma dose de abstinência. Isso porque ela não faz ideia de como a coisa toda funciona e acaba sendo ignorante a respeito. É como se uma mãe e um pai que sempre tiveram desejos héteros e cresceram numa sociedade onde a maioria das pessoas eram héteros, acabasse de descobrir que o filho é gay. Eles criariam algo como um interruptor imaginário, onde ser gay e não-gay seria apenas uma questão de mover pra cima e pra baixo. É mais ou menos isso que a Deb pensa sobre ser um serial killer. Com uma boa vigilância, força de vontade e alguém que se ama ao lado, Dexter vai poder mover o maldito interruptor e se tornar um não-assassino.

Acho que depois de seis temporadas abordando vários temas sobre humanidade e caráter fica difícil acreditar que algo tão “simples” possa chegar a dar certo. Mas acho que Deb só estava tentando ser racional de um modo que também pudesse seguir seu coração. Afinal, é o irmão dela. Ta certo que nos últimos episódios ela queria fazer com ele coisas que irmãos não fazem, e que ele tem orgasmos múltiplos quando vê sangue, mas ainda assim é seu irmão. Deb não seria Deb se o tivesse colocado na cadeia porque ele matou uma dezena de criminosos desprezíveis.

Então, foi o jeito aderir ao novo código e transformar seu amor fraternal a distância num show siamês, já que I will not kill my sister também era uma das regras de conduta. Talvez ele pudesse lidar com essa reclusão anti-homicídio de uma forma melhor se estivesse em outra situação, né? Ele teve que se mudar pra casa da irmã e abrir mão de coisas importantíssimas como liberdade e privacidade, mas tudo bem, Deb só estava querendo ajudar, e ele mesmo se questionou sobre a possibilidade de se curar. O único problema – até agora – é ter que lidar com o namorado enxerido da sua Babá enquanto passa por toda essa mudança. Deb mal consegue deixá-lo ir ao banheiro sozinho por cinco minutos sem achar que ele vai sair lá de dentro com um cadáver. Como fazer pra que o cara de macaco obsessivo compulsivo pare de encher o saco?

Um fato é que, com limitações ou não, matá-lo (Infelizmente) ainda não é uma opção. Não se esqueçam da tagline, Dexter é um assassino com coração e princípios. Enquanto não tiver certeza que Louis matou alguém e pode ser um perigo pras pessoas, o máximo que pode fazer é assustá-lo, ou pedir pra ele desisti porque ser gay não é um lance seu. Só espero que ele tenha um propósito maior do que se vingar do Dexter por ter desdenhado do seu joguinho, ou então tudo isso terá sido em vão. E o que é pior, teremos que admitir pra nós mesmos que Dexter teve a coragem de mostrar o assassino mais ridículo da história.

Além de tudo isso, também tivemos o desenrolar sobre a investigação do policial assassinado, e mais pistas sobre o possível inimigo da temporada. A história avançou bastante e nos levou diretamente a toca do lobo. O nome do manda chuva do pedaço é Isaak e ele saiu da Ucrânia pra vir matar gente inocente na América porque seu ajudante não apareceu (Risos). Claro que uma hora isso o levará direto ao Dexter, e consequentemente, ao fundo do Oceano, if you have faith in our hero.

Vale ressaltar também as pequenas cenas da LaGuerta. Ela está aparecendo bem pouco, mas o suficiente pra termos uma ideia do caminho pra onde a série está indo. Não considero como Spoiler, então vou dizer. Nos livros a Deb descobre sobre Dexter e LaGuerta morre, isso ainda no começo. Acho que já dá pra ter uma ideia do que está vindo por aí. Sinto cheiro de morte dolorosa, e vocês?

PS: Que droga de susto foi aquele que o Dex quis dar no Louis? Até Bruno e Marrone já dormiram na praça pensando nela, aquilo é moleza. Sorte que já reservaram um lugarzinho pra você no fundo do Oceano, né Louis?

PS2: Que morte foi aquela no final? CARAMBA! A Deb provavelmente saiu gritando Holy Freaking Fucks pra tudo quanto é lado.

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Comentários
4 Comentários

Comentário(s)

4 comentários:

  1. vanessa vasconcelos reznor12 de outubro de 2012 22:27

    mais um ótimo episódio como sempre.

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  2. Se eu evito ler os reviews sobre Dexter é porque eu morro de medo de falarem mal da série, aí eu vou me estressar e começar a discutir, mas vejo que você é um fã como eu. O que é ótimo e totalmente compreensível já que a série é perfeita, assim como o livro. Só discordo desse comentário: "Dexter é um assassino com coração e princípios." Peraí...estamos vendo a mesma série? rs Desde quando Dexter tem coração? E seus princípios foram criados pelo Harry. Ele é um psicopata e os psicopatas não têm sentimentos ou consciência (que é o que chamamos de "coração"). Ele só mata gente ruim porque o pai canalizou seu instinto assassino pra algo não tão terrível. Tipo: se você tem que ser um monstro, então pelo menos que seja um monstro que mata outros monstros piores". E ele só segue os códigos do Harry porque é o melhor jeito de não ganhar uma passagem direta pra cadeira elétrica e não porque ele tenha peninha das vítimas das vítimas dele rs.
    Enfim... esse episódio foi ótimo! Se a temporada continuar assim poderá superar a quarta e a sexta que pra mim foram as melhores. A atuação da Jennifer Carpenter é sempre sensacional e as mortes desse episódio foram bem...sangrentas e horríveis (uma chave de fenda enfiada no olho? ai...)
    Bom, to louca pra que chegue segunda. Além de Dexter ainda terá The Walking Dead *.* assim eu morro
    Até o próximo review

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  3. Carol, entendo seu ponto de vista. Eu geralmente não respondo comentários, mas vi que você me interpretou mal rs. Não disse que Dexter mata assassinos por peninha das vítimas dele, mas acho que Dexter tem um lado humano sim. Ele sofreu quando a Rita morreu, amava ela de verdade, e nunca deixaria nada acontecer com seus filhos. Agora pense comigo, se ele descobre que a Deb também era uma assassina, matá-la seria mesmo uma opção? Acho que não, hein rs. Por isso citei a tagline da série. Não acho que ele tenha coração de uma forma completa, como sentir pena e essas coisas, mas acho que existe um traço de humanidade no Dexter que vai além do código ensinado pelo Harry. Bom, é isso. Te espero na próxima Review =D

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  4. Ah sim, entendi.
    É que também acabo confundindo os dois Dexters: o do livro e o da série. O da série realmente não mataria a Deb, sofreu com a morte da Rita e do irmão. Ele é mais humano mesmo, mas o do livro...sei não rs. Ele é muito mais frio.
    Mas enfim...to no aguardo do comentário sobre o episódio dessa semana :)

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