terça-feira, 16 de outubro de 2012

[Crítica] 666 Park Avenue - 1x03: The Dead Don't Stay Dead


Mantenha os amigos perto. E aqueles que querem sua alma mais perto ainda.

Review:
(Spoilers Abaixo)

É, pessoal. Eu tenho que confessar que estou sendo conquistado por esta série. Juro que comecei a assistir sem a menor expectativa, afinal, todos falavam mal dela (e a grande maioria nem tinha conferido o Piloto). Eu não gostei de algumas coisas no primeiro episódio, mas a qualidade do segundo foi muito maior e as coisas só aumentaram neste. A única coisa que está me deixando triste, é esta audiência cretina, que está muito baixa. Eu já havia comentado sobre os baixos números do Series Premiere, mas agora a situação está muito mais crítica. A audiência caiu bastante e se não melhor nas próximas semanas, temo que a série seja cortada antes de terminar sua primeira temporada, o que seria uma pena.

Mas deixando esses pensamentos e vibrações negativas de lado, vamos falar do episódio em si. Como eu já havia dito na crítica anterior, parece que a cada semana, nós iremos ter a oportunidade de conhecer um dos moradores do prédio. Apesar do caso deste episódio não ter sido tão interessante quanto o do episódio passado, não posso dizer que foi ruim, realmente. Mas eu esperava que tivesse uma ligação com os objetivos do Gavin, assim como o anterior teve. Parece que tudo o que ele faz, tudo o que ele trama, tem um objetivo maior por trás, para beneficiar a si mesmo. Mas eu não consegui identificar isso neste episódio. Esperei por esta reviravolta no final e acabei me decepcionando.

Apesar disso, tenho que reconhecer que o desfecho da moradora da vez foi, no mínimo, poético. Ser morta por aquilo que ela mesma criou. Bem diabólico, certo? E quando o episódio começou, eu pensei que seria focado na mulher do Gavin. Já soubemos que a filha dela morreu e com o aniversário desta tragédia, eu esperava muitas explicações sobre o caso, mas poucas informações foram liberadas. Eu até compreendo. A mulher do Gavin é um dos personagens principais, um dos mais fascinantes, então não faz sentido que ela seja desvendada logo no começo da temporada. Ela não é um peão qualquer, é a ESPOSA do grande vilão da trama, então acho que isso merece um certo reconhecimento e valor.

Dentre algumas informações vazadas, ficamos sabendo que a filha da Olivia se suicidou e ainda deixou uma carta para ela. Enquanto a Olivia queimava a carta, deu para ler o trecho "Ele é mau". Mais tarde, Jane vê a assombração de uma garotinha que avisa "Não deixe o mal sair daqui". Na minha teoria, é por isso que o Gavin quer o Henry, para conseguir este novo prédio. Algo muito diabólico deve estar por trás disso. Será que ele quer um prédio novo para expandir o seu negócio de roubar almas? É possível. Neste episódio também ficou mais claro que não é o Gavin quem está mexendo com a cabeça da Jane. Afinal, ela está tendo avisos para se proteger contra ele. E, no final, no momento em que ela estava tendo uma visão com a garotinha, o Gavin chega e atrapalha. A Jane, aliás, é uma ótima escolha para receber mensagens de fantasmas. A mulher é curiosa demais. Entra em lugares escuros, não foge de paredes escorrendo sangue e espíritos pelo corredor. Muito determinada!

Já o outro casal, formado pelo nerd-sensual e a amassada pelo elevador, pouca coisa mudou. Mas o cara está começando a perceber que a sua "amante" é uma verdadeira psicótica e fará de tudo para acabar com a relação deles dois. Primeiro ela entra na casa dele sem bater, justamente quando ele está querendo dar um trato na mulher. Depois fica sensualizando na boate, toda se querendo. Parece que a mulher do cara deve ter sofrido um dano no cérebro, né! Porque só sendo idiota para não perceber o que está acontecendo. Até mesmo o Henry percebeu o clima entre os dois e logo entendeu tudo o que estava acontecendo. Isso e o fato dele ter uma ótima visão pela janela do Brian.

No final, Jane ficou de guardar o segredinho da Olivia e o Gavin conseguiu manipular o Henry do jeitinho que ele tanto ansiava. Aliás, o Henry mostrou um lado predatório no restaurante. É uma pena que o seu quase-chefe caiu no poço do elevador e foi sugado por uma luz branca direto para o quinto dos infernos. Agora vocês entenderam? NUNCA vão em direção a luz branca, porque você pode estar entrando por uma porta que não tem como voltar. Enfim, este episódio foi tudo de bom. As assombrações e as coisas bizarras realmente me agradaram. E o que será que tem dentro daquela mala velha? Pelo menos sabemos que está... viva (ou deveria dizer definitivamente morta?). Até a próxima semana!
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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Eu comecei a gostar mais da série, realmente a escritora que começa a escrever e dai sua ficção começar a se tornar realidade foi ótimo, se for morta por um de seus personagens, o espião Soviético Kandinsky, nome do grande mestre da arte abstrata, ficará genial, realmente bem diabólico. Galvin, o dono do local, está ótimo, Jane também muito bem, a série esta começando a tornar-se interessante, mas devo confessar não tem a força do American Horror Story, que já nos primeiros episódios, tanto na primeira como na segunda temporada começam a mil. Mas aguardemos novos episódios.

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  2. Adorei o episódio,coitada da escritora queria prestigio e um cargo a altura de sua criatividade e inteligencia e só o que recebeu foi uma bala teria sido melhor ela ter ficado no apart. dela,estou curiosa para saber o que tem dentro daquela mala.



    PS:Raxando de rir com "nerd-sensual"

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