terça-feira, 11 de setembro de 2012

[Livro] My Last Lie - Capítulo 8: Rest In Peace

Don't Touch the Body.

Quando o porta malas do carro de Paige se abriu, Lola ficou sem reação. As garotas olharam na mesma direção, e logo também haviam ficado intrigadas. Estavam encarando um arsenal de ferramentas que ia de furadeiras a facas de açougueiro, além de martelos e frascos de tranquilizantes. Havia também, um pouco mais ao fundo, dois sacos de dormir e uma poltrona móvel ainda desmontada. O silencio de todas deixava claro que haviam entendido a ironia.

- Então... – Lola olhou para Paige, estava apática – Você é uma serial killer?

- É do meu pai – Paige suspirou enquanto mexia nas coisas – De quando ele saia pra caçar.

- Então seu pai é um serial killer?

- Podemos ser rápidas? – Resmungou Effy. Estava esfregando as mãos no braço por causa do frio – Ta ficando tarde.

Effy olhou pra trás, a rua estava completamente deserta. Também não podia ouvir nada, nem mesmo o barulho dos grilos, ou o vento batendo nas árvores. Já tinha começado a pensar que invadir o hospital era uma péssima ideia. Mas não poderia ir contra Lola, não quando ela tinha acabado de ser colocada num freezer cheio de animais mortos.

Tessa olhou para as árvores atrás delas, estavam balançando com o vento, mas sem fazer barulho. Estava tudo tão escuro que elas pareciam monstros gigantescos e medonhos se mexendo, e isso piorava toda aquela sensação de que estavam prestes a lidar com a morte.

Ela olhou para Effy, sem deixar a garota perceber seu interesse. Queria poder dizer o quanto estava agradecida pelo apoio sem parecer uma idiota. Ela nunca soube agradecer ninguém, e nunca havia feito nada de bom por outra pessoa, não achava que podia mudar isso apenas porque devia.

- É uma porta de vidro – Disse Paige, olhando pra porta dos fundos do hospital do lado direito de onde o carro estava – O que abre uma porta de vidro?

- Aqui – Lola pegou a chave inglesa e andou até a porta.

As garotas foram atrás dela, se perguntando o que ela iria fazer.

- Aquilo é uma chave inglesa? – Perguntou Effy.

- Sim.

Lola forçou a maçaneta da porta uma vez só pra checar se já não estava aberta. Mas assim que olhou pra baixo, notou a tranca dourada perto da maçaneta.

- E pra que ela vai usar uma... – Effy parou de falar assim que Lola quebrou a vidraça com a chave inglesa e colocou a mão na maçaneta pelo lado de dentro – Ah é, pra isso.

- Está aberta – Lola virou pras amigas e notou o jeito com que lhe olhavam. Pareciam perplexas por ter acabado de quebrar uma vidraça – O que foi? É mais prático. Agora vem.

Effy deu um ar de risos antes de segui-la por dentro do edifício. As outras garotas foram logo em seguida, mas apenas Tessa estava hesitando. Demorou alguns segundos para descruzar os braços e segurar o choro que já estava vindo. Ela estava prestes a encarar Charlie pela primeira vez desde o estábulo, não fazia ideia de como lidar com algo que esteve presente apenas em seus pesadelos.

Na fila que se formou no corredor do hospital, Lola liderava, e tinha Effy apenas há dois passos atrás. Estavam todas andando com cuidado para que o salto não fizesse barulho no chão.

- Lola, tem certeza que não tem ninguém aqui? – Perguntou Paige, num sussurro.

- Sim, isso aqui fecha às dez.

- Mas e os seguranças? – Perguntou Effy.

- Eu não sei – Lola olhou pra ela – Eu não trabalho aqui.

- Bom, isso é ótimo – Effy deu dois passos pra esquerda, distanciando-se das outras meninas.

As quatro já tinham chegado até a encruzilhada entre os corredores, mas decidiram parar por causa da indecisão. Num lugar onde todos os corredores pareciam iguais e não havia ninguém para dar uma informação, seria difícil prosseguir.

- Tessa, pra que lado fica? – Lola olhou pra trás.

- No segundo andar – Respondeu Effy antes da amiga, sem perceber que sua resposta atiçaria a curiosidade das garotas – É lá que eles cremam.

- Como você sabe dessas coisas? – Perguntou Paige, curiosa.

- Eu estagiei aqui uma vez – Effy engoliu em seco. Não seria uma mentira se ela só contasse uma parte. Não tinha como nenhuma delas saber o que tinha acontecido ali, de qualquer forma, ou sequer associá-la as manchetes nos jornais. Mas todo cuidado era pouco – Foi há muito tempo, acho que eu tinha uns quatorze anos... Nem lembro direito...

- Ok garotas, foco – Pediu Lola. E com a mais esperta delas tendo engolido aquela história, Effy acabou relaxando.

Logo elas voltaram a caminhar pelos corredores até encontrarem o elevador. Foram direto pro segundo andar, onde Lola tomou a frente novamente, observando os letreiros das portas da esquerda. As outras garotas também pareciam atentas, estavam lendo os letreiros de outras portas.

- Espera – Disse Lola, e então todas pararam. Ela apontou pra porta ao seu lado – É aqui.

- Você tem certeza? – Tessa deu um passo pra trás.

- Está escrito ‘necrotério – Lola apontou pro letreiro – Aposto que não dão à luz aqui dentro – Ela colocou a mão na maçaneta e girou.

Quando elas entraram na sala, as luzes automáticas se acenderam. Elas sentiram um cheiro forte de álcool e um frio absurdo por causa do ar condicionado, mas estes com certeza eram o menor de seus problemas. Havia tantos corpos pálidos deitados nas mesas e cobertos com lençóis que manter a calma poderia ser considerado um privilégio.

Apenas Effy e Lola conseguiam ignorar o medo que a mente tentava impor, mas ainda que parecessem fortes, os corações pareciam estar a ponto de explodir.

- Ai meu Deus, eu não deveria ter vindo... – Sussurrou Tessa, era a ultima da fila que caminhava até as enormes câmaras de ferro no fundo da sala.

Nelas havia os nomes dos cadáveres que abrigavam junto de seus prontuários. Lola demorou a encontrar a câmara de Charlie e sentiu um calafrio ao ler seu nome. Por alguns momentos se perguntou o que estava fazendo ali, pois era óbvio que tinha morrido. A cidade não forjaria sua morte para que pudesse punir ela e suas amigas uma por uma, seria ridículo.

Mas, e se não fosse desse jeito? E se Charlie tivesse forjado a própria morte e graças a alguém de dentro fez todos acreditarem que estava morto? Não existe nada mais inteligente do que forjar a própria morte antes de começar uma série de eventos que possivelmente terminaria em homicídio. Neste caso, era melhor não arriscar.

Lola pegou na pequena maçaneta da câmara, sendo observada por Effy. Não disse nada as amigas, esperou que vissem o que estava prestes a fazer pra começarem a entender. E então, a puxou com todas as forças, deixando o corpo de Charlie exposto.

O cadáver estava cheio de marcas e cicatrizes, como se tivesse sido torturado antes de morrer. Além disso, possuía inúmeras cicatrizes e marcas cirúrgicas, todas claramente visíveis no corpo esquelético que a prisão havia lhe dado. No meio de tudo isso, ainda sobrava espaço para algo mais bizarro. Seu rosto parecia ter sido esfolado, ou recortado do próprio corpo, deixando a carne morta do rosto toda a mostra.

Tessa virou pro lado imediatamente e começou a vomitar, aquela era a coisa mais horripilante que já tinha visto em sua vida. As outras garotas apenas viraram o rosto por alguns segundos, precisavam de um tempo para olhar diretamente.

- O que aconteceu com a porra do rosto dele? – Perguntou Tessa, chorando. Ela colocou a mão na boca para impedir o vômito, mas não conseguiu controlar.

- Ai meu Deus... – Effy olhou pro cadáver fazendo careta, nunca tinha agradecido tanto por ter um estômago forte.

- O que aconteceu com o rosto dele? – Paige olhou para Effy, esperando uma resposta. Não conseguia parar de tremer e já tinha começado a sentir as pernas bambas.

- Parece que arrancaram seu rosto... – Sussurrou Lola. Em segundos observou Charlie por completo e notou sua tatuagem de caveira no pulso. Não podia distingui-lo pelo rosto desfigurado, mas a tatuagem provava que era ele.

- Mas disseram que ele tinha se enforcado – Effy olhou pro cadáver mais uma vez, até seu coro cabeludo tinha sido arrancado. A não ser que um dos processos da autópsia seja esfolar o rosto de um defunto, algo estava muito errado.

- Espera – Lola passou a mão por seu pescoço, havia marcas roxas – Essas marcas são da corda, ele se enforcou mesmo.

- Então... Você acha que alguém entrou aqui e fez isso com ele?

- Bom, ele está morto. Isso significa que tem alguém lá fora nos perseguindo – Lola olhou para Effy – E se nós podemos entrar aqui, qualquer um pode.

- Como vamos saber se é realmente ele? – Paige engoliu em seco, estava ficando tonta por causa do cheiro – E se fizeram isso com seu rosto pra ninguém descobrir que não é ele?

- Não, é ele – Lola virou o pulso do cadáver pra tatuagem ficar visível – É definitivamente ele.

- Vamos embora! – Gritou Tessa, ainda lá atrás. Estava com a mão na parede pra se sustentar, tinha vomitado tanto que já estava cansada.

- Olha seus braços... – Effy passou a mão por ele, havia inúmeras marcas de cortes – Ele se cortava...

Effy não pôde evitar, ver aquilo lhe entristeceu. Não tinha como não se identificar, eram cortes nos braços, os mesmos que fazia quando a falta de Harry era insuportável demais para que pudesse ao menos pensar. E isso só aumentou sua certeza de que Charlie era inocente. Nenhum culpado se automutilaria, ele teria orgulho do que fez, não precisaria se punir.

Lola era a única que havia notado a interesse de Effy nos cortes, mas preferiu fingir que nada tinha visto. Estava sentindo pena da conexão que estava presenciando, e usar isso contra ela em algum momento como faria estava fora de cogitação. Era fácil ser uma vadia quando ela não tinha perdido o que mais amava e quando seu mundo não tinha virado de cabeça pra baixo por causa disso.

Não era difícil de imaginar o que teria acontecido se fosse ela em seu lugar. Não só no de Effy, mas também dos parentes do ex colega de classe que estava morto bem na sua frente. E se Matt tivesse tido aquele mesmo destino? E se tivesse que ver Matt sendo assassinado bem na sua frente? Provavelmente estaria no lugar onde Bela passou uma temporada, com todos os outros que preferem ser loucos à enfrentar a realidade.

- O que aconteceu com você? – Perguntou Effy, mas estava apenas pensando alto. Nunca iria entender o que se passava pela cabeça de Charlie, só queria uma sugestão por onde começar.

Sem quer as amigas percebessem, Paige retirou o prontuário de Charlie da frente de sua câmara. Ao folheá-lo, notou a página que contava detalhes sobre a autópsia, uma folha antes dos registros de seu psiquiatra em sua ultima sessão. Era tão importante que Paige precisava compartilhar com as amigas.

- Pessoal – Sussurrou ela – Escutem isso: ‘Charlie tem se mostrado bastante apático como nos últimos meses. Sua personalidade agressiva já não parece mais estar com ele, porém, seu estado vegetativo é preocupante. Ele ainda insiste em fazer de suas ilusões uma verdade absoluta onde ele e Violet se amam e pretendem fugir juntos, e talvez seja a única coisa que o impeça de cometer suicídio. Ele está se tornando tolerante aos remédios e precisa urgentemente que eles sejam trocados. A personalidade homicida nunca esteve presente em nossas sessões, mas ambos sabemos que ela existe’.

- Então... – Lola suspirou – Ele era mesmo louco...

- Eu não acredito nisso... – Effy parecia decepcionada, mas na verdade, estava mesmo se culpando. Agora tinha certeza que ela e as amigas enlouqueceram um homem. Como ele podia imaginar que ele e Violet se amavam e podiam fugir juntos? Nem mesmo numa realidade alternativa isso seria possível.

Quando um barulho do lado de fora as assustou, elas olharam pra trás. Se alguém estivesse vindo, estavam mortas.

- Vamos embora – Disse Lola, e pela primeira vez, não parecia autoritária.

--

- Então, é isso – Disse Lola, caminhando pela sala destruída – Charlie está morto.

Ela olhou pras amigas, todas estavam próximas a janela quebrada do The Purple, ainda expressando a tensão do que tinham acabado de fazer. Tessa não estava mais nervosa, porém, seu rosto continuava pálido e seu estômago ainda revirava. Paige fitava o nada, ainda com a imagem de Charlie com o rosto esfolado bem na sua frente, demoraria tempo demais para que pudesse se acostumar com aquilo.

- Mas isso não muda o fato de que tem alguém nos perseguindo... – Disse Effy.

- Precisamos pensar. E também precisamos de um plano.

- Estou sem ideias... – Paige cruzou os braços.

- E se Violet estiver viva? – Disse Tessa, todas as garotas olharam pra ela subitamente.

- Você só pode ta de brincadeira... – Lola balançou a cabeça negativamente, apenas uma mente muito estúpida levantaria tal hipótese.

- O que foi? – Tessa parecia ofendida - E se ela estiver fazendo isso com a gente? Não podemos ignorar nada!

- Você não acha que está assistindo muito a ABC Family? – Lola cerrou os olhos e deu um sorrisinho, achava que Tessa estava pedindo para ser ridicularizada.

- Não, não podemos abrir essa porta – Disse Paige – Ok, estamos assustadas, não sabemos o que está acontecendo e Bela está desaparecida, mas precisamos ter foco e ser realistas.

- Bom – Começou Lola - Alguém está tentando continuar de onde Charlie Abrams parou. Isso é realista o suficiente pra você?

- Não apenas isso... – Effy olhou pras amigas – Ele quer que a gente pague.

- Ele não é inocente! – Gritou Lola, estava cansada de ver Effy defendendo-o.

- Isso não importa, Lola! Alguém obviamente acha que ele é, então dá no mesmo.

- Quem se importaria com ele? – Tessa fungou – Quer dizer, quem se daria ao trabalho de nos perseguir por causa dele?

- Ele tem um irmão – Paige passou a mão no cabelo, colocando-o atrás da orelha – Owen, mora num trailer afastado da cidade.

- Owen? – Lola deu um ar de risos – Ele é mecânico, não sabe nem mijar sem molhar as calças e só fez até a terceira série.

- Bom, você tem mais alguém em mente? – Effy fechou a cara, e finalmente Lola recuou.

Era ridículo desconfiar do mecânico da cidade, mas não havia outra opção. O único que se importava o suficiente para vingar a morte de Charlie deveria ser seu próprio irmão. Ele não tinha pai, mãe, ou qualquer outra pessoa com quem pudesse ter laços. E se Owen não fosse culpado, ele poderia pelo menos ajudar a descobrir quem era.

- Ok, precisamos de um plano – Lola começou a andar de um lado pro outro.

- Espero que você inclua a policia nele, dessa vez – Effy cruzou os braços.

- Hoje tomei banho de animais em decomposição, acredite, a polícia está muito incluída nisso.

- Então, o que vamos fazer?

- Vou falar com Matt quando chegar em casa – Lola colocou as mãos na cintura e suspirou - Deus, ele vai me matar por ter tocado no corpo do Charlie...

- Não, nada disso – Effy olhou pras amigas, parecia uma líder – Nós vamos agora. Só precisamos passar na casa da Court e da Skye, daí vamos todas juntas.

- Desculpa, não posso – Tessa pegou sua bolsa do chão e colocou no ombro – Tenho que ir pra casa, não posso lidar com isso hoje – Ela passou pelas amigas até a porta da entrada, onde parou assim que ouviu a voz de Effy.

Só queria poder dizer a verdade ao invés de inventar uma desculpa para não ir à polícia. Era fácil para Effy contar tudo às autoridades quando ela não tinha um segredo tão cabeludo que poderia arruinar tudo. Quem lhe colocou dentro de um caixão não estava brincando, mas de uma maneira estranha, alguém descobrir seu segredo era bem pior que ser enterrada viva.

- Você não pode fazer isso, Tessa. Estamos juntas nessa.

- Ah é? – Tessa fechou a cara – Da ultima vez que ficamos juntas colocamos um homem na cadeia e agora estamos sendo perseguidas por alguém querendo vingança. Me desculpe se eu não quero fazer parte do seu grupo – Ela deu meia volta e começou a andar.

- Vamos escrever isso na sua lápide, vadia – Soltou Lola, esperava que Tessa pagasse com a língua por ignorar as amigas e a única chance de poder ficar segura.

- Deixa ela, Lola.

Quando Tessa dobrou o corredor, a primeira coisa que fez foi se escorar na parede e fechar os olhos. Deixou algumas lágrimas escorrerem pelo rosto apenas porque não aguentava mais prendê-las. Não podia chorar na frente das amigas, ou de Corbin, ou de seu pai, não quando o motivo era comprometedor.

Ela tirou o celular da bolsa e foi até sua caixa de entrada só pra reler pela enésima vez a ultima SMS que Recebera. Era de Charlie, e tinha sido bem clara.
“Conte a polícia e você vai pra cadeia pagar pelo seu crime” – Charlie
Era o suficiente pra ela saber o que fazer. Era melhor se calar ou então passaria o resto da vida na cadeia, ou talvez, seria executada pelo estado. Na melhor das hipóteses perderia a vida dos sonhos e isso já era inaceitável. Não poderia ir pra Universidade de Nova York, ou arrumar um bom emprego. Talvez até mesmo suas amigas estivessem em jogo, talvez não conseguissem mais olhar em seus olhos sem vê-la como uma assassina. Era isso que iria acontecer.

Pra se livrar dos maus pensamentos, Tessa discou o numero de Corbin para apressá-lo a vir lhe buscar. Mas antes que iniciasse a chamada, ouviu a buzina do seu carro do lado de fora.

Ela desceu as escadas pro primeiro andar e saiu pela porta dos fundos onde estava o carro. Corbin estava olhando pro prédio abandonado, com certo interesse a respeito dele. Sempre soube que as garotas se encontravam ali quando eram crianças, mas nunca entendeu porque encontrar as amigas num local que todos diziam ser assombrado.

Por estar distraído, levou um susto quando Tessa abriu a porta bruscamente e entrou no carro. Ela logo colocou o cinto e olhou pra frente, queria evitar conversas.

- Tudo bem? – Perguntou ele, com receio.

- Sim – Tessa tentou sorrir – Está tudo ótimo.

- Brigou com suas amigas?

- Corbin, apenas... Dirija!

- Ok, ok, tudo bem – Corbin girou as chaves.

Antes de partirem, Tessa olhou pela janela do carro. Effy estava no segundo andar do The Purple, olhando tudo pela janela quebrada. Nem mesmo Effy que sempre fora tão compreensiva iria entender, então, sabia que tinha tomado a decisão certa.

Ela colocou o cotovelo na janela para que pudesse apoiar a cabeça com a mão e apenas esperou Corbin pisar no acelerador. Logo veio um longo suspiro que lhe fez fechar os olhos e desejar que nada daquilo fosse real, pois sua intuição lhe dizia que algo estava prestes a acontecer.

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Comentários
6 Comentários

Comentário(s)

6 comentários:

  1. Será que foi a Tessa que matou a Violet? quem a Tessa matou então?estou doida pra saber,Lola e Effy divando,adorei a cena do necroterio,aguardando anciosamente o proximmo capitulo,quantos serão João?

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  2. Amei \o/
    Muito foda véi!
    Ei, achei uma fic foda com a mesma temática --> http://fanfiction.com.br/historia/267774/Supernatural/
    achei que era plágio mas não é ;}

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  3. Muito foda
    Quando a tessa estava saindo do the purple eu pensei que ele iria morrer esperando o proximo cap

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  4. Gostei do cap.,tbm adorei a cena do necrotério e fiquei com mais pena do Charlie.Enquanto estava lendo me veio uma idéia na cabeça,que a Violet e ele se amavam de verdade e que fossem mesmo fugir juntos,quero saber quem a Tessa matou.


    PS:Feliz pelos muitos capitulos que faltam :D

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  5. cadeeeeeeeeee? o capitulo 9? please i need this.

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