quarta-feira, 26 de setembro de 2012

[Crítica] Resident Evil 4 - Recomeço


Direção: Paul W.S. Anderson
Ano: 2010
País: EUA
Duração: 97 minutos
Título original: Resident Evil: Afterlife

Crítica:

Experimente uma nova dimensão do mal.


Depois que a humanidade enfrentou a possibilidade de extinção, nada melhor do que um recomeço para tranquilizar a situação. Mas estamos falando da franquia Resident Evil, então podemos prever que nada é realmente tranquilo. Engraçado que nós já passamos pela Extinção, mas personagens sobrevivente figurante é o que não falta para morrer, não é verdade? Neste, por exemplo, temos a certeza de que não são os únicos e, muito menos, os últimos inúteis a morrer nesta franquia. Enfim, vamos começar logo esta crítica (ou seria recomeçar?), estou parecendo até a Alice, sempre em slow motion.

A história volta a seguir a incansável jornada de Alice contra a Umbrella Corporation, em um mundo devastado por zumbis sedentos por carne fresca. No caminho, ela encontra com Claire Redfield, controlada pela Umbrella. Depois de tirar Claire do controle mental da Umbrella, as duas partem juntas em uma nova batalha, onde encontram um novo grupo de sobreviventes rebeldes, incluindo Chris Redfield, irmão da Claire. O plano dos sobreviventes é ir de encontro com um enorme navio, chamado Arcaria, que, supostamente, é um local seguro, livre das pragas e vírus que assolam o mundo atual. Mas como eles poderiam chegar lá, se o caminho está infestado de criaturas mortais e mutantes?

Vamos começar falando sobre a ponta que o filme anterior deixou. Alice e os seus clones lutando sobre a Umbrella? É isso mesmo produção? Eu não gostei muito, mas também não queria que este filme deixasse este gancho passar em branco, já que seria muita desconsideração. Neste caso, creio que o roteiro fez o seu melhor, começando o filme justamente pelos benditos clones e acabando com o problema logo no começo. Desculpem-me, clones, mas recuso imitações. Agora, com este pequeno empecilho retirado, o roteiro pôde se voltar para a Alice original, como sempre.

O retorno da Claire foi excelente. Eu adoro a personagem desde o filme anterior, apesar de ter que confessar que sou atraído pelo carisma da Ali Larter mesmo. Uma vez que ela não foi muito bem aproveitada no terceiro filme, achei que o roteiro acertou a mão dessa vez, tornando-a uma das melhores parceiras da Alice. Na minha opinião, ela e a Rain são as melhores. Engraçado que neste filme, a Claire passa por algo semelhante ao que a Alice passou no primeiro filme. Sem memória e liberando suas habilidades de combate aos poucos. Nem preciso dizer que ela arrasa demais, assim como a protagonista. E quando as duas unem forças então, é de ficar de boca aberta.

Não tem como deixar de destacar a cena da chuva artificial dos chuveiros em meio a um combate entre Alice & Claire VS. Axeman. A luta foi muito boa! Uma das melhores da franquia. Tivemos muito 3D e muita câmera lenta neste combate. A "chuva" caindo devagar e as duas guerreiras lutando por suas vidas, em poses sensuais e selvagens, é uma coisa realmente inesquecível. E, por falar na Alice, é interessante ver que o roteiro também optou por torná-la "normal", tirando os seus poderes mutantes. Bem, não quer dizer que mudou muita coisa, já que ela pula, chuta e luta do mesmo jeito. Mas agora ela não vai mais poder piscar e matar, como antes. Se quiser matar seu inimigo, terá que fazer no velho estilo.

A fotografia é bem mais escura que a anterior e temos mais uma porção de elementos de terror que estavam fazendo falta na franquia, inclusive algumas mortes violentas para deixar os fãs do gore felizes. Curiosamente, este é o primeiro dos filmes a mortes que os zumbis estão passando por "mutações". Eles estão ficando mais rápidos, fortes e espertos. Além disso, saem quatro tiras cheias de dentes da boca deles. É bizarro e bem mortal. Acho muito legal essa percepção de que as coisas estão mudando para pior, fazendo a entender que zumbis normais era apenas o começo. Quem tem algum conhecimento da história dos jogos, logo vai identificar a intenção do roteirista e qual rumo ele irá seguir no próximo filme.

No final, este é um filme bombante, cheio de cenas e ação e muita câmera lenta. Sinceramente, acho que metade do filme acontece em câmera lenta. Paul W.S. Anderson, que voltou a direção da franquia a partir desta sequência, parecia realmente estar se divertindo com a técnica slow motion e os efeitos em 3D, já que eles são muitos. Infelizmente, ele não deu muita atenção ao roteiro, que deixou a desejar. Nada muito efetivo aconteceu ou contribuiu para o avanço da história em geral. O desfecho é pessimista, assim como os anteriores, e nos alertam o iminente confronto de uma batalha final. Bem, espero que a Alice não esteja cansada de retribuir, porque de "final", o quinto filme não tem nada.


Trailer Legendado:

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Comentários
3 Comentários

Comentário(s)

3 comentários:

  1. Sem comentários,só digo que concordo plenamente com a sua critica Nefferson.

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  2. vanessa vasconcelos reznor28 de setembro de 2012 22:50

    gostei mais desse do que do 5.

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  3. Esse filme é muit bom,melhor q o 3,na minha opinião,e a Claire esta fantastica nesse filme,assim como a Alice,e finalmente apareceu o Chris,ja tava na hora né!e o Wesker também fez algo nesse filme,porq no 3,quase não aparecia,mais a luta final entre ele,Alice,Claire e Chris foi muito dahora!Esse filme é D+,muito muito bom,assistam!
    OBS:A cena do chuveiro é mesmo inesquecivel!

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