segunda-feira, 3 de setembro de 2012

[Crítica] Os Garotos Perdidos


Direção: Joel Schumacher
Ano: 1987
País: EUA
Duração: 97 minutos
Título original: The Lost Boys

Crítica:

Dormir de dia. Fazer festa a noite inteira. Ser vampiro é o maior barato.


Uma das minhas criaturas preferidas, são os vampiros. Não importa a época, eles sempre estão presentes e em destaque. Muitos estão desgostosos, nos últimos anos, com uma certa franquia de vampiros vegetarianos. Mas eu posso dizer que estão reclamando a toa, afinal, filmes de vampiros é o que não falta. Acho que o importante é estabelecer o respeito pelo gosto do outro. Uma das coisas que eu mais gosto nesses seres das trevas, é o fato de que eles conseguem ser sensuais e macabros ao mesmo tempo. Quer dizer, apenas alguns deles. E, os deste filme, certamente são.

A história gira em torno de uma família, que acaba de se mudar para uma cidade no litoral da Califórnia. Não demora muito para eles começarem a se entrosar com as pessoas do lugar e perceberem que há um alto número de desaparecimentos. Acontece que, durante a noite, a pequena cidade é assolada por vampiros selvagens, que só querem se divertir e fazer uma alta contagem de corpos. Depois de ter uma breve conversa com dois garotos em uma loja de quadrinhos, Sam, fica convencido que vampiros existem e que o seu irmão está prestes a se tornar um deles. Logo, eles terão que matar o vampiro chefe, se Sam quiser recuperar a humanidade de seu irmão.

Este é o típico filme de terror divertido dos anos 80. Temos diversos diálogos engraçados, personagens carismáticos e, o melhor, o diretor não esqueceu das cenas de gore, nos trazendo diversas mortes interessantes, que acontecem bem diante de nossos olhos. Para aqueles que esperam por muitas vítimas e sangue em profusão, pode esquecer. Não morre muitas pessoas durante o longa, e, os poucos ataques, acontecem em offscreen. Mas não se decepcionem ainda, porque o melhor fica para o final, onde temos um verdadeiro confronto entre os mocinhos e o grupo de vampiros selvagens.

O terceiro ato é uma verdadeira loucura, com vampiros e ataques por todos os lados. Ninguém está seguro, de fato. Uma coisa interessante, é a mitologia estabelecida pelo roteiro. Aqui, os vampiros têm as fraquezas básicas de sua espécie. Eles não suportam água benta, cruzes, estacas no coração (óbvio!) e alho (este dificilmente é usado hoje em dia). Além disso, neste filme, os vampiros não aparecem diante de espelhos, e os meio-vampiros têm apenas uma imagem apagada como reflexo. Dá para se notar que as "regras" são bem tradicionais. E não há complicação na hora de se transformar outra pessoa. Se beber sangue de vampiro ou ser mordido, você acaba virando um deles.

É engraçado que, hoje em dia, é raro que este processo de transformação seja um pouco mais difícil que os de ultimamente. Vejamos o exemplo das séries True Blood e The Vampire Diaries. Existe todo um ritual para que os humanos possam se transformar adequadamente em criaturas da noite. O destaque na mitologia está no fato de que os vampiros tendem a morrer de formas diferentes. Cada um tem o seu jeito nojento de partir de vez. Uns explodem, outros derretem. É tudo sempre muito nojento e nós adoramos e agradecemos. Destaque para a morte na banheira.

O final ainda nos reserva uma surpresa agradável. Eu sinceramente não esperava por aquela reviravolta. Enfim, um verdadeiro clássico dos anos 80, ainda aclamado atualmente. Não é para menos! Este é um dos filmes de vampiros mais divertidos que eu já assisti. A única coisa estranha, foi terem demorado tanto para realizarem a sequência, uma vez que a crítica e o reconhecimento do público deveriam ter rendido logo uma segunda parte. Enfim, mas não importa que se passe mais de 20 anos, as sequências podem ser feitas a qualquer momento. Qualquer momento.

PS. Não me ligo muito em trilha sonora, mas esse filme tem um tema muito marcante. Aliás, esta música segue em todos os filmes da franquia. Chama-se Cry Little Sister. Clique AQUI para ver um vídeo muito legal, com cenas do primeiro filme e com a letra da música em português.


Trailer:

Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
3 Comentários

Comentário(s)

3 comentários:

  1. vanessa vasconcelos reznor4 de setembro de 2012 23:18

    clássico,sem dúvida.a trilha sonora é bacana tbm,seeeeeeeeempre reparo nas trilhas dos filmes,principalmente se for terror,mas gosto mais ainda se na trilha tiver rock,pesado de preferÊncia.sem falar que esse filme tem o nosso eterno jack bauer,demais.

    ResponderExcluir
  2. Demoraram mesmo pra fazer a sequencia, mas eu achei ela meio bobinha, eu esperava algo diferente, realmente é bem anos 80.

    ResponderExcluir
  3. Mto bom realmente este filme! Já tenho em DVD como item indispensável dos clássicos dos anos 80. Nunca vi as continuações, até que um dia passou no SBT. Mas não gostei. Só o original que é mto bom!

    ResponderExcluir