segunda-feira, 20 de agosto de 2012

[Crítica] Saving Hope - 1x09: Bea, again

Aquele que nunca errou que atire a primeira pedra.


Review:
(Spoilers Abaixo)

Quem nunca fez um julgamento errado de alguém? Ou os pretensos médicos um diagnóstico equivocado? Todos nós cometemos erros e às vezes nem tudo é o que parece. Conceitos mudam e diagnósticos erram. Por isso, é sempre bom estarmos reavaliando o que nos é dito como verdade absoluta. Querem um exemplo? Sigam-me até Saving Hope mais uma vez.

Finalmente hopers, fomos tirados do poço de agonia e tristeza em que fomos lançados com o final do último episódio antes da pequena pausa. Para os esquecidos aqui vai um pequeno update: Dawn ganhou a causa jurídica, é a responsável pelas decisões médicas do Charlie e mandou desligar os aparelhos.

Formado todo o clima de desespero, o episódio voltou exatamente do ponto em que parou, com Alex tirando os aparelhos do Charlie aos prantos. Essa foi uma das cenas de destaque do episódio, foi de fato emocionante e difícil de conter as lágrimas. Ao mesmo tempo, apesar do estado emocional em que se encontrava, tentando o possível e o impossível para religar os aparelhos do Charlie e não quebrar a cara da Dawn em pequenos pedaços que tornariam impossível o reconhecimento da vadia, Alex fez questão de atender uma paciente de anos atrás que voltou ao hospital para uma revisão.

Bea, a primeira paciente de Alex no Zion Hope quando começou a residência, foi diagnosticada com câncer pelo Dr. Mack, antigo e falecido médico do Zion Hope, que do outro lado conversava com Charlie para ajudá-lo a aceitar que estava morrendo e fazer a “passagem”. Coincidentemente, no mesmo dia que atendeu Bea, Alex e Charlie se conheceram. Estava formado o cenário para um dos episódios mais perfeitos da temporada. Mais uma vez Saving Hope conseguiu tocar fundo e me fazer pensar. Um dos momentos de destaque foi quando Charlie e Mack perceberam que Bea não tinha o câncer com a qual foi diagnosticada há anos. Mas como um espírito dizer isso a alguém que está vivo? Quando Bea já estava de saída do hospital, o espírito de Charlie “falou” com ela. E aí eu pergunto a vocês: e se a voz na nossa cabeça, aquela pulga atrás da orelha, nosso subconsciente, for realmente alguém do outro lado tentando nos alertar? Cada um tem suas próprias convicções, mas gostei muito da maneira que a série abordou isso.

Nossos outros médicos também desenvolveram suas histórias. Gavin, meu médico favorito depois do Charlie, ainda estava na luta para conquistar o amor da personagem mais cretina, Maggie. Tem gente que não dá valor ao que tem até perder, não é? Depois de dizer que não queria nada com ele, ela chega como se nada tivesse acontecido e propõe um passeio. Conseguem perceber o padrão nas atitudes dela? Já fez algo parecido quando rejeitou o Joel. O melhor foi ver a cara dela na poeira quando o Gavin estava conversando com outra médica, por que a menos que essa personagem mude, e muito, o destino dela tem de ser a solidão.


Joel, um personagem que só vem evoluindo, cuidava de uma mulher paraplégica há dois anos enquanto lidava com as conseqüências da briga no bar. Destaque para esse caso também. Na verdade a paralisia dela foi devido ao trauma de um acidente e perda do marido. Para não ter de lidar com isso ela direcionou tudo isso para sintomas falsos. Enquanto ela atribuía à repentina melhora dela um milagre, Joel tentou ajudá-la a encarar o real problema e extravasar a dor contida. Foi lindo de o ver ajudando-a dar os primeiros passos.

Finalizando todo o episódio tivemos reviravoltas a favor, e desfavor, da Alex. O ponto contra foi que num momento de desespero ela estourou com a diretora do hospital e acabou perdendo o cargo de residente chefe. Apesar de triste gostei disso, ela precisa de um tempo, de relaxar e pensar nela. Tudo que ela tem passado tem sido desgastante.

Mas o melhor de tudo foi quando o Dr. Mack, que estava lá para ajudar Charlie, percebeu que na verdade o objetivo dele era consertar o erro que cometeu com Bea e que Charlie não está nem perto de morrer. Desafiando a todos, ele ficou vivo por mais de vinte e quatro horas sem os aparelhos.

Assim, Dawn teve de dar o braço a torcer e passar as decisões médicas para Alex. Vitória pro lado do bem hopers! O melhor mesmo foi depois do caso do diagnóstico errado da Bea, Alex questionar o Shahir se não foi cometido um erro no diagnóstico do Charlie também.

A esperança nunca morre. Charlie está vivo e não vai a lugar algum. Alex não precisa mais lutar com a Dawn e Saving Hope voltou. Tudo está bem quando acaba bem. Até o próximo episódio meus queridos. Aguardo vocês.
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