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[Crítica] O Ditador

Direção: Larry Charles
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 83 minutos
Título original: The Dictator

Crítica:

Por diversas vezes, eu sempre falei que o clichê não está apenas nos filmes de terror, mas espalha-se sorrateiramente por todos os gêneros. Um dos mais afetados, é a comédia (principalmente as comédias românticas, mas este não é o caso). Existe um excesso de piadas repetidas e cansativas. Não há mais o elemento surpresa. Pessoalmente, os momentos em que eu mais acho engraçado, são aqueles que me pegam desprevenido. Mas, em geral, dá para prever até mesmo o que os personagens irão falar. Tendo consciência disso, surgiu Sacha, alguns anos atrás, trazendo fôlego novo ao gênero.

A história gira em torno de um grande ditador, Aladeen, um líder extremamente mimado, que gosta de executar todos que não pensam como ele (e até aqueles que pensam). Pensando nisso e na possibilidade de vender algumas reservas de petróleo, Tamir, lhe aplica um golpe e manda executá-lo, enquanto assume o poder controlando um sósia ingênuo. Com um golpe de sorte, Aladeen escapa da morte certa e se encontra em um território desconhecido, os EUA. Sem estar acostumado a ter todos fazendo suas vontades, ele terá que se esforçar para fazer parte de algo verdadeiro ou nunca conseguirá retornar para o poder.

Para aqueles que conhecem os outros trabalhos da parceria entre Sacha Baron Cohen e Larry Charles, pode imaginar que esta colaboração é bastante diferente dos anteriores (Borat e Bruno), que tinham um tom de documentário e piadas ácidas sobre a sociedade. Com este filme não é diferente, temos diversas sátiras aos líderes tiranos e críticas sociais, mas isso acontece de uma forma mais rasa, sem chocar muito. Muitos andam dizendo que Sacha se rendeu ao estilo Hollywoodiano, mas ele se apresenta acima disso. Apesar de termos alguns momentos típicos e clichês, presentes em diversos outros filmes do gênero, também podemos encontrar cenas legitimamente engraçadas e surpreendentes.

As piadas que envolvem uma temática seuxal são as mais engraçadas do filme. Temos uma sequência muito engraçada entre o protagonista e, ninguém menos do que, Megan Fox. Além disso, em determinado momento, podemos ver uma parede cheia de fotos com celebridades importantes, como Oprah, Katy Perry (que até é citada em uma situação inusitada) e até mesmo Arnold Schwarzenegger. As piadas sexuais envolvendo artistas não param por aí, e ainda temos relatos hilários sobre o que alguns famosos tiveram que passar. Devo destacar também, a breve participação de Edward Norton, em uma cena tão engraçada e constrangedora quanto a da Megan Fox.

Tem um momento muito legal, onde é usada a música A Moment Like This, interpretada pela Kelly Clarkson. A cena é engraçada justamente por causa do trecho da música apresentada, em total harmonia com o que aparece em tela. Eu realmente não consigo pensar em outra música para ser tocada naquele momento. Outra cena que merece destaque, é a do nascimento de um bebê. Tivemos várias piadas envolvendo o protagonista ajudando a mulher a dar a luz, e todas elas funcionaram, principalmente o celular, que vai parar em um lugar... inusual.

Bem, não posso dizer que é excelente, porque diversas piadas não causaram o efeito desejado. Mesmo assim, o filme está acima dos outros do gênero que têm saído ultimamente. Muitos podem se decepcionar pelo resultado, mas não podem negar que tivemos algumas cenas bem engraçadas. Eu me diverti em diversos momentos. Existem tantas cenas épicas neste filme, que é até falar sobre todas. Ou melhor, é difícil escolher minhas preferidas, não quero estragar a surpresa de ninguém. Enfim, eu recomendo, mas vale lembrar que as piadas são de um incrível humor negro, então, se você não gosta desse tipo de comédia, passe longe.


Trailer Legendado:

Comentário(s)
2 Comentário(s)

2 comentários:

  1. VANESSA VASCONCELOS REZNOR29 de agosto de 2012 21:41

    EU SÓ ASSISTI O BORAT,E GOSTEI,HUMOR NEGRO SEMPRE ME AGRADA,DEPOIS EU VEJO OS OUTROS.

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  2. Um dos filmes mais engraçados do ano ao lado de American Pie 4, Ted e Anjos da lei.

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