sábado, 18 de agosto de 2012

[Crítica] A Hospedeira


Autor: Stephenie Meyer
Editora: Intrinseca
Lançamento: 2008
Título Original: The Host

Crítica:

Hoje em dia, creio que todos conheçam a escritora, Stephenie Meyer. Há alguns anos, a mulher simplesmente estourou com a Saga Crepúsculo, que lhe rendeu a fama e fortuna imediata. Mas não é só de vampiros brilhantes que uma autora deve viver, então é natural que outros projetos venham surgindo. Então, antes mesmo de finalizar a saga dos vampiros vegetarianos, Stephenie lançou uma obra de ficção científica, chamada A Hospedeira. Apesar de muitas pessoas criticarem a autora, eu a reconheço como uma das melhores atualmente. Seus livros são ótimos, então estava ansioso para ler mais este.

A história gira em torno de um mundo onde os seres humanos estão entrando em extinção. Nosso mundo foi invadido por seres alienígenas parasitas, que são inseridos em nosso corpo, tomando o controle dele e das memórias antigas de seu usuário. Uma ameaça praticamente invisível, se não fossem os olhos. Logo, seguimos Peregrina, que foi inserida no corpo de Melanie, uma humana da resistência, que preferiu se matar do que ter o seu corpo invadido por uma estranha, sem sucesso. Não demora muito para Peregrina perceber que não está só em sua mente e que Melanie se recusa a ir embora. Ao mesmo tempo, buscadores querem informações sobre as memórias da garota, afim de capturar o resto dos humanos resistentes.

Eu simplesmente adorei este livro. Já o havia comprado há muito tempo, mas nunca tinha tido a chance de lê-lo. Me arrependi de não tê-lo feito antes. Como disse a autora, esta é uma história de ficção científica que não parece ficção científica. É estranho, mas é verdade. Mas não se deixe enganar, temos uma mitologia forte, assim como nos seus livros anteriores. Temos algumas marcas que fazem esta história ser única. Sem contar a quantidade de detalhes em diversas cenas intrigantes. É impossível não pensar em filmes como Invasores, que têm uma história parecida. Mas, como já disse, o livro tem umas histórias cruciais, que acabam diferenciando-o.

Quanto aos personagens, a situação varia constantemente. Melanie é guerreira, mas, por diversas vezes, é irritante ser obrigado a ler suas reações cegas de amor quanto ao personagem Jared. Neste quesito, Peregrina se sobressai, porque ela é mais calculista e pensa mais antes de agir. Mesmo assim, ela tem sempre o pensamento irritante de que todos merecem uma chance, mesmo aqueles que tentam matá-la. Eu posso entender isso, afinal, ela é uma alma, e, como tal, deve ser pura, incapaz de ser egoísta ou violenta. É uma explicação inteligente para o seu comportamento. Já, se tratando do próprio Jared, reconheço que não gosto muito dele. Além disso, ele é bem velho no livro, e isso deve mudar na versão cinematográfica. Como uma espécie de menção honrosa, destaco o personagem Ian e Jamie, os meus preferidos.

Além de nos fazer refletir sobre as atrocidades que os seres humanos são capazes de cometer quando estão sobre pressão, aprendemos muito mais sobre o amor, de todas as formas. Ao terminar de ler o livro, dá para ver o grande processo de mudança pelo qual os humanos que entraram em contato com a Peregrina sofreram. No começo, eles são bárbaros violentos, e, ao final, aprenderam que nem tinha requer violência. É uma bela lição de vida. Além disso, o livro terminou de um jeito que eu considero perfeito, porque era exatamente aquilo que eu estava esperando, querendo e ansiando.

É claro que eu recomendo este livro. Vale muito a pena, com certeza. E parem de preconceitos bobos quanto a saga dos vampiros. Esta história não tem nada haver e merece o seu reconhecimento por si só. E, no começo do ano que vem, estréia nos cinemas nacionais a adaptação cinematográfica. Agora que já li o livro, estou preparado e ansioso para assistir. Dei uma olhada nos atores e eles se encaixam bem em seus papéis. Quanto a possíveis continuações deste livro, a autora já revelou que planeja uma trilogia. Enfim, seja como for, eu quero mais histórias deste universo.
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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Li esse livro faz algum tempo, uns 2 ou 3 anos atrás, e não lembro dos detalhes da história. Eu não gosto de crepúsculo (mas eu já li os livros e assisti os filmes) e posso dizer que A hospedeira é muuito melhor que os vampiros brilhantes.
    Certo que não é sensasional e nem está na minha lista de favoritos, mas é um livro muito bom, e acredito que uma trilogia é desnecessária, o final é bom e não precisa de continuação. Mas o que adianta? Só pensam em $$$

    PS: Vc leu que eu não gosto de crepúsculo, mas que ja li os livros. Aí vc pergunta pq, se eu não gosto. Mas é que eu tinha acabado de começar a me viciar em filmes/livros, faz uns 4 anos, aí eu assisti crepúsculo e gostei, li os livros, vi os filmes, mas conforme fui assistindo/lendo coisas muito melhores, a saga crepúsculo foi perdendo seu brilho (com trocadilho please) e se tornando uma coisa qualquer.

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  2. Estou lendo esse livro, e posso dizer que é chato e broxante. Stephenie vende muito, mas é só isso. Eu eu li Crepúsculo (só o primeiro livro é bom) e vi todos os filmes. Como disse Stephen King, ela não consegue escrever nada que preste. Meyer se prende em cenas onde nada acontece, e o livro não anda, se arrasta em informações inúteis e idiotas. Não empolga, não emociona, não assusta e nem encanta. É um livro insosso e sem graça.

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