quarta-feira, 29 de agosto de 2012

[Crítica] Batman - O Retorno

Direção: Tim Burton
Ano: 1992
País: EUA / UK
Duração: 126 Minutos
Título original: Batman Returns

Crítica:

O Morcego. A Gata. E o Pinguim.

Investir numa sequencia não é difícil quando o primeiro filme marca para sempre uma geração. Com o marketing excessivo e uma visão moderna demais para a época, Batman arrecadou mais de 410 Milhões e se tornou um símbolo mundial, deixando os estúdios com uma única certeza: O Homem Morcego precisava voltar. O filme, porém, não fazia jus a todo o sucesso que tinha, e fez com que seu roteiro de saídas fácies e desfechos previsíveis não agradasse os mais exigentes. Para a sequencia lançada em 1992, Tim Burton mudou sua visão, e finalmente, parecia ter encontrado a fórmula para narrar a história do Homem Morcego sem que deixasse a desejar.

No filme, Gotham City se vê a mercê de mais uma ameaça quando um milionário decide transformar Pinguim no novo prefeito da cidade. Este, um ser deformado que fora jogado ainda bebê nos esgotos, e que agora quer reclamar seus direitos de humano e fazer Gotham inteira pagar por ter tido esse destino. Como se não bastasse, a chegada da sedutora e perigosa Mulher-Gato faz com que Gotham sofra uma onda de terror em dose dupla. Porém, só o que ela quer é vingança e um pouco de diversão.

O que faz desta sequencia ser o melhor filme da Era Burton é exatamente a atmosfera sombria que a compõe. É um filme adulto e repleto de conceitos soturnos, totalmente diferente do que Burton tinha proposto na primeira película e por isso, tão genial. A narrativa segue de uma maneira clichê, porém, atrativa, e cheia de cenas impactantes para o gosto do público. Pois até onde eu sei, dizer “miau” um segundo antes de uma explosão é no mínimo épico.

A direção de arte fez toda a diferença, e a fotografia - ressaltando o gótico e sombrio - com certeza está de parabéns. A maquiagem então, transformou Dany DeVito numa criatura grotesca e demente, capaz de causar repulsa apenas por olhá-lo. A escolha dos vilões também foi sábia, tanto na mitologia que os compõe quanto na escalação de elenco. São atores tão talentosos e profissionais que a péssima atuação de Michael Keaton – como ele mesmo – podia passar despercebida sem nenhum problema.

O real destaque desta produção foi indiscutivelmente ela, Michelle Pfeiffer, e não teve pra mais ninguém. Ela foi a chave para que Burton não se perdesse na própria ideia mais uma vez e para que Batman finalmente tivesse um par romântico a altura. Sua personagem tem tudo do que até hoje ainda é prezado numa vilã. Sensualidade, poder, um vocabulário inteligente, nada do que Michelle Pfeiffer não tenha sido capaz, e nada do que ela não tenha feito com glamour e competência. Por isso, devem pensar duas vezes antes de criar uma nova Mulher-Gato, pois nem sempre os diretores têm a mesma visão pra um mesmo personagem, e as modificações modernas podem acabar de vez com uma mitologia.

Se você é fã de Batman e quer ver o Morcego em ótima forma ainda na primeira Era, com certeza, a escolha mais sábia é essa. Batman – O Retorno não é apenas um filme, é uma lenda, cheia de clichês e falhas como todos os outros, porém, o ápice da trajetória do Homem Morcego que a época poderia nos dar. Eu recomendo.


Trailer Legendado:

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Comentários
1 Comentários

Comentário(s)

1 comentários:

  1. vanessa vasconcelos reznor30 de agosto de 2012 21:46

    legal,desse eu lembro ,e a michelle pfeiffer estava maravilhosa no papel,e continua linda até hoje.

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