quarta-feira, 29 de agosto de 2012

[Crítica] Batman - O Cavaleiro das Trevas

Direção: Christopher Nolan
Ano: 2008
País: EUA / UK
Duração: 152 Minutos
Título original: The Dark Knight

Crítica:

Why so serious?

Batman não é mais uma história em quadrinhos. Com seu recomeço cinematográfico, em 2005, estava claro que o Homem Morcego tinha mais a oferecer, e que a ideia realista de Christopher Nolan precisava arduamente ser continuada. Já em seus últimos minutos, Batman Begins deixou claro o caminho que a sequencia seguiria, e com uma campanha de marketing monstruosa – pairando entre a divulgação e a repercussão da morte trágica de Heath Ledger -, o filme já chegou com a promessa de que seria o maior Arrasa-Quarteirão da história do cinema. E impressionantemente - ou não -, ele consegue apresentar uma versão fiel e empolgante do Homem Morcego, num roteiro onde desde seu início, já beira a perfeição.

Batman – O Cavaleiro das Trevas já começa com uma ideia inovadora, numa realidade onde Batman não só é um justiceiro respeitado, como também, uma fonte de inspiração para que pessoas decidam fazer o mesmo, e queiram um pouco de toda essa notoriedade. Nesse contexto, surge um vilão chamado Coringa, um homem que se pinta como palhaço e está disposto a comandar a máfia local para que os esforços de Batman e James Gordon de limpar a cidade tenham sido em vão. Tudo apenas em nome da diversão.

Eu poderia simplesmente elogiar descomunalmente esta produção do jeito que ela merece, mas sinceramente, nem sei por onde começar. É tão fascinante por si só que deveria dispensar comentários. O enredo é brilhante, pesado, denso e complexo, e nos leva direto a uma guerra psicológica onde moral, ética e idealismo estão sempre em questão, e entrelaçando-se para que a visão entre o bem e o mal se desmonte. Não é a toa que o filme teve uma arrecadação bilionária e se superava a cada frame.

O caos proposto por Nolan e ainda mal explorado em Batman Begins para que a origem do Homem Morcego ganhasse mais atenção, tomou proporções catastróficas com a chegada do melhor vilão e toda sua força de aniquilação. Jack Nicholson que me desculpe, mas a interpretação de Heath Ledger é impecável como a dele nunca será. Ele conseguiu captar a essência do personagem de acordo com a visão de Nolan, e adepto ao fator realista proposto pela franquia, foi criado um ser cujo único propósito é destruir tudo e gozar da alegria que isso lhe transmite. Pode até ter havido ideias que pudessem elucidar um comportamento tão bizarro, mas compreendê-lo como um todo, acho que ninguém ainda é capaz.

O restante do elenco também se saiu muito bem, e hoje, sinto que realmente não existiam atores mais adequados para lhes dar vida. Com exceção da atriz escalada para interpretar Rachel Dowe, cujo único benefício que trouxe ao longa foi tirar os holofotes de cima de Katie Holmes para que as revistas e outros meios de comunicação estivessem mais interessados na essência da produção ao invés da vida pessoal de uma das atrizes.  O perfeccionismo do diretor foi o real culpado pela saída da Katie, e talvez sua personagem tivesse sido bem mais respeitada se fosse substituída por alguém com mais competência.

Devemos também dar destaque ao segundo vilão implementado na franquia, Duas Caras, e sua nova e mais aceitável mitologia. Duas Caras é o pseudônimo do promotor Harvey Dent, que teve metade do corpo desfigurado e culpa Batman pelo ocorrido. Porém, no filme de 95, ele acabou ganhando uma versão caricata e teve sua mitologia esquecida para que acompanhássemos a criação do vilão Charada. Na nova e melhorada versão, Harvey é um dos destaques, e evolui aos poucos até que finalmente vê a si mesmo indo de defensor número um de Gotham a um vilão sem escrúpulos.

Por todos esses motivos, Batman – O Cavaleiro das Trevas consegue se destacar numa era em que Hollywood está perdendo a criatividade e sendo vítima da epidemia das refilmagens, pelo simples fato de narrar com inteligência e precisão uma das histórias mais populares dos quadrinhos, que havia entrado em declínio antes mesmo de chegar a seu ápice. E se a fórmula para o sucesso é exatamente fazer de um longa uma obra de arte e ao mesmo tempo um negócio lucrativo, estamos definitivamente no caminho certo.


Trailer Legendado:

Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Amo esse filme e concordo com essa crítica. Sinceramente, ao longo do filme torci mais pro Coringa para pro próprio herói. Essa pau no cú, Coringa estava no meio da estrada, o FDP com aquela moto com uma chance de matar o FDP e desvia a morto. Vá tomar no cú rapaz u.u kkkkkkkkkkk

    ResponderExcluir
  2. vanessa vasconcelos reznor30 de agosto de 2012 21:26

    épico,sem falar no heath ledger,tadinho dele,tava no auge,a carreira dele iria decolar de vez,realmente lamentável,agora mais do que nunca ele foi imortalizado ,mesmo depois de ter morrido de verdade.

    ResponderExcluir