sexta-feira, 20 de julho de 2012

[Crítica] Sob o Domínio dos Aliens


Direção: Stuart Orme
Ano: 1994
País: EUA
Duração: 109 minutos
Título original: The Puppet Masters

Crítica:

Não confie em ninguém.

Eita, chegamos na segunda parte do nosso especial do outro mundo (a primeira ficou por conta de Supernova), e estamos apenas aquecendo aqui, porque a jornada ainda continua com Invasores e O Apanhador de Sonhos. Engraçado que esta jornada parece estar organizada por ordem de qualidade, porque começamos do pior e terminaremos com o melhor. Bem, e já que este é o segundo dentre quatro, já devem perceber que ótimo este filme não é... Mas, pelo menos, têm uma garantia que ele é melhor do que Supernova, mesmo que seja por uma pequena diferença.

A história desse filme inicia depois de uma nave alienígena cai numa cidade pequena, nos EUA. Todo o incidente é encoberto pelas próprias pessoas da cidade e, quando o governo chega, tudo parecia apenas uma farsa de alguns adolescentes. Mas o que eles não demoram a descobrir, é que as pessoas da cidade de tornaram vítimas de alienígenas parasitas que controlam as mentes dos seres humanos. Agora, uma agência do governo terá que conter a invasão e arranjar um jeito de acabar com os alienígenas, sem que os seres humanos expostos tenham que morrer.

Para os que curtem ficção científica e têm domínio sobre os filmes desse gênero, irão perceber que esta sinopse é muito parecida com a temática de Invasores. E, apesar do filme da Nicole Kidman ser de 2007, ele é apenas um remake, baseado no filme Vampiros de Almas, de 1956. Por este motivo, se há alguma "inspiração" do roteiro, é por parte deste filme mesmo, Sob o Domínio dos Aliens. E é óbvio que Invasores/Vampiros de Almas é bem melhor, em todos os quesitos, mas este filme também consegue divertir, apesar de nunca sair da sombra dos filmes citados anteriormente.

Um dos motivos é, obviamente, o roteiro. Não basta ser parecido, mas ainda é inferior. Neste, os alienígenas que controlam os seres humanos são extremamente visíveis. Eles ficam por fora do corpo humano, nas costas, e é ENORME. Bem maior que um rato, do tamanho de um gato gordo. Por este motivo, é de se estranhar que o alienígena consiga enganar os personagens todo o momento, quando a solução mais simples, seria ficar sem camisa. E isso não acontece apenas uma vez, acontece diversas vezes. E são nesses momentos em que o roteiro tenta dar uma reviravolta, mostrando um personagem inusitado contaminado, mas isso não surpreende. Na verdade, dá raiva por ninguém mais desconfiar.

Os efeitos estão decentes, assim como os cenários, principalmente no lugar onde os alienígenas se conectam e trocam informações entre si. Destaque para o pequeno açude, onde diversos parasitas ficam nadando. Uma das cenas mais legais, foi quando um personagem caiu lá. Foi até de arrepiar e eu estava torcendo para que aquilo acontecesse. E ainda tivemos a volta desse mesmo personagem mais tarde, como uma espécie de Ultimate Alien Fucker. Aliás, este detalhe do roteiro sobre a conexão entre todos os controlados, compartilhando informações, foi bem interessante.

Não é um filme perfeito, como já evidenciei antes, mas merece uma conferida. Só acho que alguns erros óbvios poderiam ter elevado a qualidade da produção, mas, paciência. Devo confessar que esperava bem mais do final também. Tudo aconteceu muito rápido e foi muito clichê do roteiro os personagens encontrarem uma solução tão cretina de uma forma tão fácil. Porque ninguém havia pensado naquilo antes, se era tão óbvio? Não estou dizendo que queria que os aliens vencessem, mas esperava algo mais complexo. Os personagens mesmo haviam dito qual era a solução no começo do filme, será que estava muito difícil desenvolver a idéia naquele momento ou eles só pensam sobre pressão?

Trailer:

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1 Comentários

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1 comentários:

  1. Achei bem legal! Avatar deve ter se inspirado, pq me lembrou a arvore deles! E a conexão neural tb...e a fraqueza me lembrou guerra mundial Z

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