sábado, 28 de julho de 2012

[Crítica] [REC] 2: Possuídos


Direção: Jaume Balagueró & Paco Plaza
Ano: 2009
País: Espanha
Duração: 85 minutos
Título original: [Rec] ²

Crítica:

Você se atreve a voltar?

Sucesso, boas críticas e bilheteria rendem o quê? REMAKES (Quarentena mandou 'oi')! Sim, esses elementos rendem refilmagens, se a obra não for originalmente dos EUA, mas eu estou falando de "sequência". É muito difícil escapar de uma possível Parte 2 quando um trabalho ganha tão boa receptividade do público e críticos de plantão. E, apesar do final do original ter sido perfeito, uma sequência poderia ser mais do que possível, já que a história poderia continuar de milhões de formas. Felizmente, os produtores resolveram seguir a idéia mais inteligente, começar pelo final do primeiro.

Esta sequência se passa apenas alguns poucos minutos após o término do original, onde a repórter Angela Vidal é puxada pela menina Medeiros. Desta vez, acompanhamos um grupo da SWAT, que entra no prédio em quarentena com uma missão secreta. Equipados com armas pesadas e câmeras individuais conectadas aos seus capacetes, eles terão que entrar procurar algo por entre os cômodos cheios de sangue do prédio. Não demora muito para os infectados se colocarem no meio dos oficiais e sua missão. Em paralelo a isso, descobrimos mais informações em torno do vírus e que o prédio não estava tão lacrado como deveria...

Um dos pontos mais fortes desta sequência, é se manter em foco, contando exatamente o que aconteceu depois do primeiro filme. O roteiro poderia facilmente mostrar qualquer outra coisa ou situação em torno do país - ou até mesmo do mundo -, mas os roteiristas preferiram dar continuidade a história original. A sequência do remake, Quarentena 2, preferiu justamente a outra opção, mostrando um caso isolado, que pouco tinha haver com o original, a não ser algumas pequenas conexões.

Com a popularização do gênero Found Footage, o desafio de se fazer um filme, deste tipo, original e surpreendente se tornou ainda mais difícil. Pensando nisso, os diretores - que também assinam o roteiro - nos trouxeram uma solução inteligente. Diferente dos outros filmes desse gênero, não ficamos presos pela visão de apenas uma câmera. A maioria dos personagens tem uma câmera, fornecendo uma visão mais ampla e individual de tudo o que está acontecendo. Além disso, a história pode ter foco em mais de uma situação de uma só vez. Os personagens não são obrigados a ficarem juntos e podemos acompanhar suas trajetórias, mesmo assim.

Agora, quem ainda não viu este filme, pode pular este parágrafo, porque estarei discutindo alguns detalhes da história, que são spoilers fortes. Então, quem ainda não viu e não quer ter sua diversão estragada, pule para a conclusão, o próximo parágrafo. Achei perfeito o retorno da Angela Vidal. Não consigo mais enxergar [REC] sem ela. E, mais uma vez, ficamos instigados para saber o que acontecerá depois deste filme, porque a ponta deixada é absurdamente chocante. Outro detalhe que eu achei importante, foram os jovens que entraram pelo esgoto. Dois deles não tiveram seus devidos fins, então espero que eles voltem para o "Apocalypse".

Bem, muitos não gostaram do filme, por causa do aprofundamento da explicação em torno dos infectados. Eu permaneço indiferente, sinceramente. Achei um pouco estranho quando eles começaram a falar, mas eu superei isso rápido. E, claro, tudo foi perdoado quando meu queixo caiu diante da reviravolta final. O desfecho foi perfeito demais! Me fez implorar por uma continuação. Mas não podemos esquecer que a Parte 3 é uma prequel, contará eventos anteriores aos dois primeiros filmes, então a "esperada sequência" ficará por conta de [REC] 4: Apocalypse.

Trailer Legendado:

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