sexta-feira, 20 de julho de 2012

[Crítica] Invasores


Direção: Oliver Hirschbiegel
Ano: 2007
País: EUA
Duração: 99 minutos
Título original: The Invasion

Crítica:

Não confie em ninguém. Não demonstre emoções. Não durma.

Muitos não sabem e podem até se surpreender, mas este não é um simples remake. Na verdade, este já é o terceiro remake do filme Vampiros de Almas, de 1956. Além do original, tivemos mais duas versões, Os Invasores de Corpos, de 1978, e Os Invasores de Corpos - A Invasão Continua, de 1993, lançado no Brasil erroneamente como se fosse uma sequência do filme de 1978, quando, na verdade, todos se tratam de remakes de Vampiros de Almas. Então, em 2007, não satisfeitos com as diversas versões anteriores, os produtores decidiram avançar com mais uma refilmagem. Pode isso, produção?

A história gira em torno de Carol Bennell, uma psiquiatra que começa a observar mudanças drásticas no comportamento de seus pacientes e das pessoas ao seu redor. Junto de Ben Driscoll, seu amigo, ela descobre que está acontecendo uma invasão alienígena, onde os aliens entram e controlam o corpo dos seres humanos. Depois de contaminados, a mudança ocorre durante o sono. Não demora muito para Carol ser contaminada e correr contra o tempo para salvar o seu filho, que pode ser a chave para acabar com os invasores, de uma vez por todas.

Eu não assisti a nenhuma das versões anteriores e nem sei se a história é sempre a mesma, então não poderei fazer comparações. Se vocês já viram, sintam-se livres para se expressar nos comentários. O que direi nos próximos parágrafos, será baseado exclusivamente no que este filme me transmitiu. E eu gostei bastante do resultado final. A história, por si só, já é ótima. Imagina uma ameaça invisível, onde o seu pior inimigo pode estar do seu lado, sendo um ente querido, com o mesmo rosto e suas recordações? É quase impossível lutar contra um inimigo assim.

E é justamente este um dos maiores méritos deste filme. Colocar a psiquiatra como a protagonista foi uma decisão acertada, porque, ela, mais do que ninguém, consegue ver as mudanças no comportamento das pessoas. E, a partir do momento em que elas passam a agir estranhas, ela é uma das primeiras pessoas a saber disso. A suspeita chega a personagem aos poucos, de uma forma sutil. Achei muito rico este processo de descobrimento e o diretor fez um ótimo trabalho ao virar a câmera para as pessoas aleatórias passando pelas ruas. Dá para ver uma mudança gritante do comportamento das pessoas pelas ruas, que vão ficando vazias e sem emoções com o passar da trama.

Foi interessante também ver que as pessoas, sem ser a protagonista, também descobriram a invasão alienígena e até se adaptaram a ela, andando pelas ruas como se fossem controladas, tentando sobreviver entre os leões. Além disso, uma das frases mais brilhantes que eu ouvi nos últimos anos marca e fecha o filme com chave de ouro, "Imaginar um mundo onde as crises não resultassem em novas atrocidades, onde todo jornal não fosse cheio de guerra e violência, é como imaginar um mundo onde os seres humanos deixam de ser humanos.". Simplesmente perfeito!

E apesar de toda essa atmosfera psicológica, ainda há espaço para perseguições frenéticas, onde a protagonista, interpretada por brilhantemente por Nicole Kidman, corre desesperadamente, não só pelo controle de sua vida, mas, também, pela salvação da vida de seu filho, que é imune e está destinado a um cruel destino pelas mãos dos invasores. É impressionante como uma mãe pode ser forte para proteger o seu filho. Este é um ótimo filme de ficção científica, merece ser visto. Um filme forte, de suspense psicológico, trabalhado de uma forma interessante. Recomendo!

E só falta mais um filme, O Apanhador de Sonhos, para completar o Especial do Outro Mundo, fiquem ligados. Já saíram as duas primeiras partes, Supernova e Sob o Domínio dos Aliens.

Trailer:

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1 comentários:

  1. Esse é um dos melhores filmes que eu já assisti, é ótimo.

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