quarta-feira, 4 de julho de 2012

[Crítica] Baby Daddy - 1x02: I Told You So

É hora do vira-bebê! Êh.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Se a série está ruim de audiência não sei, só sei que com certeza já vi coisas melhores. Desde o piloto senti que a série teria vida curta, mas decidi continuar, mesmo sabendo que se tivesse sorte para ser renovada seria impossível acompanhá-la. Afinal, não é fácil sustentar uma personalidade onde a partir do que se começa a ver algo, tem que ir até o final, desconsiderando o nível da produção. Um bom exemplo disso é New Girl, uma sitcon fraca que não conseguiu emplacar, mas me obrigou a assisti-la até a Season Finale.

Então, o jeito é torcer para que Baby Daddy melhore mesmo. O episódio dessa semana não mostrou nada de novo se não mais tentativas desesperadas de se criar uma criança quando não se sabe nada a respeito. Nada de novo, já que as situações foram o mais clichês possível. Bem que poderiam ter inovado, mesmo que fosse só pra não ficar igual a todos os filmes e séries do mesmo tema.

Dei algumas risadas em algumas cenas, mas com certeza foram bem poucas. Na maioria das vezes as risadas no fundo incomodavam, porque não faziam sentido algum considerando o nível sem graça das piadas. Acho que o que salvou tudo mesmo foi a mãe do Ben e suas tatuagens e seu casamento aos dezoito e sua personalidade ofensiva que mostravam claramente que ela queria provar ao filho que ele não era capaz de cuidar de um bebê mais do que queria ajudá-lo a cuidar de um bebê.

Acho até que a série se sairia bem melhor se o Tucker não existisse. Ele é um personagem chato que nem consegue convencer o telespectador de que é heterossexual e não tem piadas engraçadas. O pior é que ele seria o personagem “louco” da série, como todas as sitcons têm. Vide Phoebe Buffay em Friends e Chloe em Don’t Trust the B---- In Apartment 23, que ownam as series apenas com sua presença. E é realmente isso que falta, alguém louco, que faça e diga coisas WTF e passe por situações tão improváveis que só no que conseguimos pensar é que queremos a mesma erva que usaram antes de criar a série.

No fim do episódio ainda tivemos uma cena emocional entre Ben e sua mãe, e o desespero do pai ao ter deixado a filha com os amigos irresponsáveis para se divertir num encontro. Achei um pouco forçado, mas compreendi. Afinal, se a criança o deixasse louco o tempo inteiro não seria difícil mandá-la pra adoção, e assim a série acabaria.

Dos pontos positivos podemos tirar a inclusão, digamos, permanente da mãe de Ben. Achei que ela só apareceria vez ou outra, mas agora parece que dará seu ar da graça toda semana pra colocar um pouco de juízo na cabeça do filho. Espero que ela tenha muitas outras cenas com a Riley, porque elas fizeram uma boa dupla e amam Ben o suficiente para se suportarem. Dá muito certo colocar duas personagens que se odeiam pra conviver juntas, só espero que os roteiristas pensem do mesmo jeito.
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Comentários
3 Comentários

Comentário(s)

3 comentários:

  1. Não assisto esta série, mas você mencionou New Girl, e disse que não emplacou, foi justamente ao contrário: a série, se bem me lembro, teve a 5ª maior audiência da fall season!

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  2. New Girl foi renovada, a Zoeey ta concorrendo a melhor atriz no Emmy de comédia e a serie tem uma nata de 7.9 no imdb, sobre baby daddy eu ate axei legalzinho, pena que nao vai emplacar como New Girl!

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  3. Desde quando a audiência nos diz se uma série é boa ou não? Muitas que foram canceladas pela audiência baixa eram fantásticas (Como Moonlight) e muitas que foram continuadas pela boa audiência eram chatas, como Falling Skies. Mas isso não quer dizer que New Girl é melhor. Na verdade, a série é triste, só que gosto realmente não se discute. Ainda mantenho a opinião de que pra New Girl ser considerada boa, vai precisar fazer melhor que ter uma boa audiência e uma boa nota no IMDB. Porque nota por nota, Dexter tem 9.1 e Michael C. Hall ganhou um Globo de Ouro como melhor ator, mas a série não esteve entre as 10 mais assistidas =)

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