sexta-feira, 15 de junho de 2012

[Crítica] Exit Humanity


Direção: John Geddes
Ano: 2011
País: Canadá
Duração: 108 minutos
Título original: Exit Humanity

Crítica:

A história tem uma forma violenta de se repetir.

Eu adoro quando o gênero terror invade algum outro gênero. Não entende? Recentemente, as comédias vêm recebendo uma enorme esguichada de sangue, com os famosos "terrir", que ficaram bastante populares depois de lançamento de Zumbilândia. Mas temos alguns outros ótimos exemplos, como Todo Mundo Quase Morto e DogHouse. Agora, além disso, o que todos estes filmes têm em comum? Todos têm zumbis como os vilões principais. Parece que os mortos-vivos simplesmente não conseguem ficar em um gênero só. E eles também não se contentam apenas com comédia.

A história desse filme gira em torno de Edward Young, um homem perturbado que acabou perder a mulher e o filho para a infecção. Com sua alma aos pedaços, ele parte em uma última missão: levar as cinzas de seu filho em um lugar que ele nunca havia tido chance de levá-lo, como havia prometido. Mas o caminho estará infestado de mortos-vivos sedentos por carne fresca. No meio dele, Edward encontrará Isaac, que está atrás da irmã, raptada pelo General Williams, um homem cruel, que procura por uma cura, a fim de controlá-la como bem entender. Os dois homens vão em busca da garota e, Edward, percebe que ainda há esperança... até mesmo para sua alma.

Este filme não se passa nos dias atuais, na verdade, a história se passa em outro século. Então, homens a cavalo e em posse daquelas armas antigas, estão garantidos. Todo o filme tem essa pegada meio western, gênero que tem mais haver com faroeste e duelo de armas. Assistindo a Exit Humanity, eu lembrei bastante de Escavadores. Temos o mesmo clima, uma paisagem parecida (apesar desse se passar quase que completamente em florestas) e a mesma mistura entre terror/western.

Durante o primeiro ato, o clima opressivo de infelicidade toma conta da tela. Levamos bastante tempo acompanhando apenas o protagonista, sendo assombrado por suas lembranças. A edição também é super rápida, sempre intercalando momentos presentes e futuros, sem contar os flashbacks. Logo no começo, temos passado, presente e futuro, intercalados em uma mesma cena. No passado, são as lembranças felizes do protagonista com sua esposa. O presente representa ele enterrando o seu corpo. E, o futuro, é quando ele sai pela floresta para procurar o seu filho desaparecido.

Apesar dessa edição sobreposta ser interessante, eu não gostei do diretor ter separado as partes do filme como se fossem capítulos de um livro. Além de ser sem graça, o nome e imagem dos capítulos seguintes nos dão spoilers sobre o que vai acontecer, tornando fácil adivinhar como a trama seguirá. Apesar disso, eu gostei do efeito de animação usado pelo diretor em algumas cenas. É muito bem feito e interessante. Geralmente, este tipo de recurso é usado em prólogos, mas, aqui, ele nos acompanha no decorrer de todo o filme. Não podemos esquecer também que o roteiro se encarrega de explicar como surgiram os zumbis. Eu gostei da explicação e até fiquei surpreso por haver alguma.

Eu recomendo, porque é um filme interessante, fazendo uma mistura de gêneros e histórias que fogem do lugar comum. Além disso, os efeitos de maquiagem e os outros, em geral, estão bem feitos, salientando o cuidado com a produção. Isso é notável. Mas, devo avisar que, este filme não é para todos. Muitos não irão gostar e até achar chato. Cada um sabe do que gosta, então não adianta tentar ver um filme desses sem gostar da proposta que ele apresenta. Mesmo assim, é um prato cheio para quem gosta de zumbis, que se apresentam com uma maquiagem digna e olhos negros. Nota 8,5.

Trailer:

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Comentários
4 Comentários

Comentário(s)

4 comentários:

  1. é um filme muito fraco, mas com alguns méritos. sem dúvida, a primorosa fotografia e a ideia do filme quase incomum são coisas louváveis no gênero em questão. fora isso, o filme é longo, repletos de clichês insuperáveis e com um quê de racismo. vide que a infestação de zumbis no mundo é oriunda dos africanos. o personagem principal sequer é esférico e sua maquiagem de blackmetal é patética.

    excelente texto o seu. gostei do blog.

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  2. Não achei esse "quê de racismo", a relação entre as supostas práticas de magia ou rituais pelos africanos é só para sustentar a explicação de como surgiram os zumbis no filme. Se analisarmos por este lado do "racismo", iremos criticar negativamente A Maldição dos Mortos-Vivos, de Wes Craven, 1988, que conta a estória de um antropólogo de Harvard (Bill Pullman)que é enviado ao Haiti para recolher um pó estranho, que dizem ter o poder de ressuscitar os mortos. Na missão de encontrar a droga milagrosa, o cínico cientista entra num estranho mundo de zumbis, rituais sangrentos e antigas maldições. Ou até mesmo A casa dos Pássaros Mortos, que narra a estória de assaltantes que se refugiam numa casa amaldiçoada. Na casa, o antigo morador realizou rituais africanos para tentar salvar sua família adoentada, mas acabou por amaldiçoá-los.

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  3. Gosto desses filmes que pegam uma história manjada como zumbis e fazem de um jeito completamente diferente,a proposta parece ser boa,vou conferir.

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  4. Achei esse filme muito bom mesmo,nao esperava muito dele confesso mais vendo me supreendi com a narrativa ate que rapida e as passagens que o protagonista vai nos contando,sou meio suspeito pra falar sobre filmes de zumbi pq amo simplesmente esse genero, porem Exit Humanity teve uma pegada diferente que ate entao nao tinha visto, ta aprovadissimo quem nao curtiu esse filme so quer ver sangue ou so açao e n quer nenhuma historia pq o filme agrada e muito msm quem n curte o genero zumbi

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