quinta-feira, 21 de junho de 2012

[Crítica] Aliens - O Resgate


Direção: James Cameron
Ano: 1986
País: EUA
Duração: 137 Minutos
Título original: Aliens

Crítica:

Dessa vez é guerra.

Se apenas um Alien conseguiu dizimar a tripulação da nave Nostromo em menos de 24 horas, qual seria o tamanho do estrago havendo vários deles? Foi pensando nisso que James Camerom escreveu e dirigiu Aliens – O Resgate, sequencia fiel a criação de Ridley Scott lançada em 86, que transformou a ideia do primeiro num espetáculo de ação sem fim e imortalizou não apenas o gênero, como também, seu próprio criador.

Após um longo sono de cinquenta e sete anos, a única sobrevivente da tragédia espacial envolvendo um alienígena, Ellen Ripley, é obrigada a voltar ao planeta onde ela e sua equipe foram dizimados para tentar salvar as setenta famílias que colonizaram o local, em busca de exterminar de vez as criaturas que podem extinguir a raça humana.

O primeiro filme foi bom como um todo, e acho que todos concordam. Não deixou pontas ou qualquer indício de que haveria uma continuação. Então, a surpresa ficou mesmo por conta to roteiro impecável de James Cameron. E quando digo impecável, quero dizer que ele alcançou a perfeição cinematográfica que muitos cinéfilos ainda buscam. Aliens tem tudo na medida certa, seja ação, terror, tiradas inteligentes ou o final dos sonhos de qualquer amante do cinema, que é essencial em qualquer produção, uma vez que o desfecho tem o poder de fazer valer o filme inteiro. Dá pra enlouquecer fácil, fácil com aquelas cenas frenéticas do terceiro ato, fiquei realmente impressionado.

Mais uma vez devemos dar metade dos créditos a Sigourney Weaver e sua atuação. Cara, eu fico sem palavras com o tamanho do talento dessa mulher. Ela fez esses 137 minutos valerem muito a pena. Interpretou muito bem uma mulher que teve sua vida destruída porque seus empregadores queriam usar aliens como armar biológicas. Mas é claro, os coadjuvantes também puderam brilhar numa cena ou outra, e com certeza, quando eles começam a dar adeus  é bastante triste. Acho que nenhum dos que tiveram que morrer merecia terminar daquele jeito.

Também teve espaço para que o roteiro nos desse algumas explicações. No primeiro filme não sentimos necessidade de que a história por trás daqueles ovos e daquela nave fosse explicada, e com certeza os fãs passaram décadas imaginando o que e o porque. Bom, o filme conseguiu explorar muito bem pelo menos o fator “mãe”, tanto dos aliens como da protagonista, e o que ela está disposta a fazer para salvar a única criança sobrevivente de uma colônia dizimada, que claramente simboliza a filha que nunca viu crescer. Eu realmente queria entrar em mais detalhes sobre este assunto, mas não quero dar uma de Zé Spoiler.

No fim, temos mais um longa pra lista de épicos do James Cameron, que deixa qualquer fã do terror satisfeito. Eu recomendo, afinal, roteiros inteligentes e bem bolados não dão em árvore. E se assistirem e não gostarem, me adicionem em alguma rede social. Como fã(nático), estarei sempre disposto a convencê-los a mudar de ideia a respeito da minha ficção científica preferida. Nota 10,0.

Trailer Legendado:

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Comentários
3 Comentários

Comentário(s)

3 comentários:

  1. Concordo plenamente com sua análise, Sigourney Weaver incrível como sempre... James Cameron sem palavras, algo interessante e q existe a versão de 154 min onde o lado mãe de Ripley é melhor trabalhado, seria interessante vc fazer uma analise dessa versão também.

    Ass. Joel

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  2. Filme sensacional, superou o original, Pânico 2 tinha rasão, sequencias de filmes podem sim ser melhores que o original!
    esse filme tem tudo que um filme do gênero precisa!

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  3. Assim como o original, esse se saiu igual ou, devo dizer, melhor (quem o diga o filme Pânico 2, em uma cena lá). Um ótimo trabalho da equipe dirigida por James Cameron. Parabéns pelo Texto!

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