quinta-feira, 21 de junho de 2012

[Crítica] Alien - A Ressurreição


Direção: Jean-Pierre Jeunet
Ano: 1997
País: EUA
Duração: 109 Minutos
Título original: Alien: Resurrection

Crítica:

Testemunhe a ressurreição.

Alien – A Ressurreição estreou em 97 com a direção de Jean-Pierre Jeunet já como um desafio. Ressuscitar uma franquia enterrada quando sua estrela já tinha passado dessa pra melhor não era um trabalho pra qualquer um. A personagem de Sigourney Weaver foi morta no final do terceiro filme como uma heroína, e depois desse triste desfecho, para muitos fãs Alien tinha encontrado seu fim.  Porém, com a ajuda do ótimo roteiro de Joss Whedon e a entrada de Winona Ryder para o elenco, Alien – A Ressurreição salvou-se de ser um fiasco total e deu a bela conclusão que os fãs tanto imploraram.

Após duzentos anos de sua morte, a Tenente Ellen Ripley é ressuscitada através de clonagem por cientistas junto da Rainha Alien que havia em seu interior. Mas durante o processo, seu DNA acabou se misturando com o da criatura e ela começou a desenvolver características alienígenas, tornando-se um ser humano cheio de força, rapidez e com o sangue ácido. Quando os Aliens criados pela companhia escapam, Ripley precisa se juntar a um grupo de contrabandistas para impedir que todos dentro da nave morram e as criaturas consigam chegar ao planeta Terra.

Quanto a Winona Ryder, muita gente ainda acha ter sido um erro colocá-la como protagonista só porque na época do filme ela estava em alta. Uma opinião um tanto preconceituosa, se formos avaliar o ótimo trabalho que ela fez. Sua personagem poderia até ser considerada monótona vez ou outra, mas era o oposto de Ripley, e seu charme estava em ser exatamente do jeito que os anos noventa trabalhava com as mocinhas. Assim, ela conseguiu brilhar ao lado da grande protagonista, fazendo uma bela parceria com a mesma. Algo que pode até ser comparado ao que Milla Jovovich e Ali Larter fizeram nos dois últimos filmes da franquia Resident Evil.

O drama da protagonista também se intensificou, bem mais do que aconteceu nos dois últimos filmes. Ela se tornou um ser quase demente que lembrava apenas as coisas mais importantes da vida passada, com direito a mudanças sarcásticas e uma série de super poderes, do mesmo jeito que a personagem de Milla Jovovich evoluiu em Resident Evil, pra variar. O roteiro também trabalhou com a ideia de interligar Ripley as criaturas como seres da mesma espécie, porém, com diferenças significativas. Ela conseguiu criar laços com a criatura – formando assim as cenas mais trashes do filme – e poderia ficar do seu lado se ela não tivesse tão ligada a sua outra vida onde passou boa parte do tempo se dedicando a extinguir aquela raça.

Dos furos notáveis, posso citar as situações forçadas que o filme obrigou os personagens a passar só para o survivor horror ficar em alta. De repente uma parte da nave começa a alagar e eles precisam passar por baixo d’água, como as cenas de vários outros filmes onde um grupo de pessoas enfrenta vários perigos para saírem das instalações que ameaçam suas vidas. Alagamento no espaço? Really? A única coisa boa que saiu dessa ideia maluca foi uma ótima sequencia de ação, que logo depois pecou quando as mortes começaram a não fazer sentido. Ainda não tinha visto alguém morrer apenas caindo na água, e vocês?

Vale ressaltar também o segredo da personagem de Winona Ryder que só descobrimos depois da metade do filme. Queria poder comentar sem soltar spoilers, mas não quero estragar a surpresa dos que ainda não assistiram. É claro que o filme nem se compara a obra prima que foram os dois primeiros, mas foi criativo, e deu um jeito de trazer a protagonista de volta quando a maioria dos cineastas simplesmente levariam a franquia para outro rumo, ou ignorariam o filme anterior (Jason Vai Para o Inferno mandou um oi). Seria um erro fatal, que felizmente não cometeram. Nota 8,5.

Trailer:

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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Mil vezes melhor que o terceiro...foi divertido, pelo menos e bem mais bem feito.
    Só esperava que o final mostrasse mais a terra, esperava isso desde o 3...

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  2. Bom acho q Alien A Ressurreição só foi feito para pode concluir a franquia de forma aceitável pois o final do 3 é triste como já disse nos coments do terceiro filme, é legal mais jamais vai ter todo o charme e criatividade dos dois primeiros filmes da franquia como foi dito na análise.

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