domingo, 27 de maio de 2012

[Crítica] Poder Sem Limites

Direção: Josh Trank
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 84 minutos
Título original: Chronicle

Crítica:

Nem todos os heróis são "super".

Quando nós falamos em poder, o que vem em suas mentes? Já que estamos numa época de super-heróis lutando para salvar o mundo, tenho certeza que os heróis comuns da Marvel logo tomarão espaço em suas cabeças. Sem contar o sucesso mundial, que atende pelo nome de Os Vingadores. Mas, se pensarmos um pouco mais, veremos que poder não é feito de um grande nome. Para falar a verdade, você pode ser um zé inguém e, mesmo assim, ser super poderoso. Não, eu não estou falando do poder interior, estou falando de poder de verdade. Eu estou falando de um "poder sem limites".

A história gira em torno de três adolescentes que, depois de uma festa, encontram um buraco no meio do mato e decidem entrar para saber o que poderão encontrar lá embaixo. Sempre com uma câmera na mão, eles registram o momento em que encontram um negócio estranho, que mais parece um ser alienígena. Com problemas de gravação e os gritos dos rapazes, a câmera se apaga. Não demora muito para os jovens apresentaram habilidades extraordinárias de telecinese. Mas, depois de um acidente envolvendo os seus poderes, a situação entre eles fica tensa, fazendo com que um deles tome um caminho diferente dos outros, um caminho mortal...

Todos sabem que produções gravadas em primeira pessoa não são novidades. Mas, acredito que Poder Sem Limites tenha se saído muito bem em relação a este quesito. Enquanto as outras produções ficam presas em apenas um ângulo e, a partir de um momento, não há explicação para o fato do protagonista querer gravar tudo, neste filme, tudo faz sentido (dentro do aceitável, é claro). Para começar, o protagonista não é um garoto normal. Ele é traumatizado e excluído socialmente. Decide gravar tudo o que acontece ao seu redor pelo simples fato de que a vida, para ele, é muito mais fácil vista por trás da lente de uma câmera.

As pessoas do colégio são cruéis com ele, mesmo que ele não tenha feito mal para ninguém. Só o fato dele estar gravando alguma coisa, já é motivo para os outros baterem e o humilharem. Eu achei bem triste e morri de pena naquela cena em que ele chora na grama. Além disso, a situação tensa dentro de casa é deprimente, fazendo-nos simpatizar ainda mais pelo personagem. A atuação de Dane DeHaan também foi essencial para a construção do personagem. Ele é a grande estrela do filme, os outros apenas ficam atrás de sua sombra, apenas acompanhando-o, nunca a sua frente.

Os ângulos da câmera também são interessantes. Como o protagonista não para de gravar nunca e aprende a controlar a câmera com a força da sua mente, podemos acompanhar tudo de diversos ângulos possíveis. Ângulos que geralmente não são possíveis em filmes com esta proposta, como a câmera em um plano superior. Isso é muito interessante, porque o roteiro supriu totalmente a deficiência deste tipo de filme. E não podemos esquecer que, no confronto final, as câmeras dos jornalistas e afins são os únicos meios que nos permitem acompanhar o restante do filme. Ou seja, no terceiro ato, temos ainda mais câmeras, dos mais diversos ângulos.

Bem, os efeitos visuais são bons. Ótimos, na verdade. Eu só não gostei do desfecho. Esperava que acontecessem mais coisas, parece que tudo acabou muito fácil. Mesmo assim, este é um excelente filme, que definitivamente merece uma sequência. Temos uma ponta aberta para uma, onde um personagem diz que vai atrás da verdade sobre os poderes adquiridos. Eu acho que é meio difícil fazer uma sequência com o mesmo estilo que o original, mas vamos acompanhar. Eu recomendo, é claro. Corram para assistir, ou eu os sufoco com o poder da minha mente. Brincadeira, eu nem tenho poderes (jura?). Nota 8,0.

Trailer Legendado:

Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
7 Comentários

Comentário(s)

7 comentários:

  1. Estou com esse filme no PC (e mais uns 8 ou 9) que tenho que ver... Mas eu não sei porque nao assisto, talvz eu assista esta semana

    ResponderExcluir
  2. Já tem até diretor para a sequência do filme. Eu não iria assistir esse filme mas agora que li sua crítica já estou baixando

    ResponderExcluir
  3. eu adorei o filme, apesar de não ter nada demais.
    ele é bem realizado e bem conduzido, merece ser visto.

    R_

    ResponderExcluir
  4. Estava com vontade de assistir esse filme e lendo sua crítica me deu mais vontade,vou aproveitar os hiatus das minhas séries pra baixar.

    ResponderExcluir
  5. não gostei do filme,achei que este tipo de filme em primeira pessoa,o cara gravando tudo com uma camera (tipo bruxa de blair)não ficou legal,aquela queda no buraco foi meio forçada ,os atores não trabalharam bem ,não foram convincentes e o roteiro não dá nenhuma explicação sobre os poderes e de onde aquela rocha que eles acharam veio ,nenhuma explicação,este tipo de filme com este roteiro me deu a sensação que eu ja tinha visto antes,então achei o filme regular,não trouxe nada de novo e em certas partes até dá sono.

    ResponderExcluir
  6. bom nenhum filme agrada todo mundo acho legal esses filmes que deixam as coisa em aberto para o publico poder adivinhar.

    ResponderExcluir
  7. Acabei de assistir,simplesmente ótimo.Fiquei com pena do Andrew a cada momento do filme,todo mundo usava ele de saco de pancada nem filmar ele podia sem alguém para falar alguma coisa,adorei a cena final foi muito bonito da parte do Matt,espero que tenha uma sequência mesmo que não seja do mesmo estilo.NOTA:9

    ResponderExcluir