sábado, 19 de maio de 2012

[Crítica] Jovens Adultos

Direção: Jason Reitman
Ano: 2011
País: EUA
Duração: 94 Minutos
Título Original: Young Adult

Crítica:

Todos ficamos velhos. Mas nem todos crescemos.

Quando comédias viram dramas, dramas viram desastres, e desastres fazem um filme. Não é difícil fazer do clichê algo notável quando uma atriz famosa se torna a protagonista. O mais do mesmo ganha credibilidade e se torna conhecido, mesmo que a história não faça sentido ou sequer chegue a algum lugar. É verdade que comédias pra não rir estão se tornando um novo gênero? Porque Jovens Adultos prova que elas existem.

Escrito por Diablo Cody, o filme conta a história de Mavis, interpretada por Charlize Theron, uma escritora mal sucedida à beira dos quarenta que sofre de depressão. Ela decide voltar à cidade onde cresceu pra reconquistar seu namorado do colégio, mesmo estando casado e tendo acabado de ter uma filha. E não demorou muito a perceber que o tempo passou e as pessoas mudaram, mas ela continua a mesma.

E era pra isso ser uma comédia, acreditem. Mas como poderia ser se nada ali conseguia ser engraçado? A protagonista, mesmo bêbada, era a pessoa mais insuportável do mundo, bonita e especial apenas pra ela. Passou o filme inteiro em sua barganha ridícula, o que provou que ela realmente tinha problemas além do alcoolismo. Correr atrás do ex namorado do colégio e achar que ele está interessado em trair a esposa perfeita porque ela foi a rainha do baile em mil novecentos e lá vai porrada? Isso não é engraçado, é triste.

Pra não dizer que o filme se perdeu, preciso afirmar que ele nem tinha uma direção quando começou. Ele apresentou personagens esquisitos, e ainda deu uma reviravolta no roteiro que justificava as ações da protagonista e faziam-na parecer uma vítima. Não dava pra simplesmente colocar situações engraçadas como nos filmes da Anna Farris? Sinto muito, mas se isso é comédia, a humanidade realmente precisa rever seus conceitos.

E não creio que esteja exagerando. Tudo bem que o filme se focou mais no lado sério e dramático, mas, na minha opinião, deveria ter feito isso sem se tornar tedioso. Ainda não sei onde ele quis chegar, mas acho que não existe nenhuma lição a ser tirada dali. A não ser que seja “nunca tente reconquistar seu ex dizendo qual musica estava tocando quando lhe fez o primeiro boquete”. Porque realmente, a mulher tinha ideias absurdas, mas as pessoas “normais” e “crescidas” tinham reações piores ainda. O espetáculo do terceiro ato não foi engraçado, foi vergonhoso, só provou mais ainda que aquela mulher realmente tinha um sério problema, que não era nada cômico.

Pra não dizer que o filme foi todo ruim, ele até teve algo poético. O ar ‘Cult’ está por toda a parte, inclusive no final, com aquela frase de efeito que deixou vago o destino da personagem. Pelo menos ela era como uma adolescente né. Só fazia besteira, falava coisas sem sentido, parece que tinha saído da série Skins e ido direto pra 90210, onde a vida de todos é um conto de fadas e tudo é normalzinho demais. Só sei que, Diablo Cody já foi melhor, e Charlize Theron também. A recomendação fica subtendida, porque gosto realmente não se discute. Nota 5,0.


Trailer Legendado:
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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Tava divido entre assistir o filme ou não, agora fiquei mais ainda

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  2. vanessa vasconcelos reznor20 de maio de 2012 14:00

    vou esperar passar na tv mesmo .

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