quarta-feira, 30 de maio de 2012

[Crítica] Grey's Anatomy - 5ª Temporada


Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 24 episódios
Exibição: 2008
Emissora: ABC

Crítica:
O texto abaixo é editado e reescrito por Nefferson Ribeiro.

Como cirurgiões, somos treinados para consertar o que está quebrado. O ponto de ruptura é nossa linha de partida no trabalho. Mas, em nossas vidas, o ponto de ruptura é um sinal de fraqueza. E faremos tudo para evitá-lo. (Meredith Grey)

Depois da temporada mais fraca até então, Grey's Anatomy volta a sua boa forma. Assim como a segunda, esta quinta temporada figura entre uma das minhas favoritas. Fico muito feliz de ver que a Shonda voltou a investir em bons dramas, e conclusões surpreendentes. Esse novo ano também marcou a saída definitiva do George O'Malley, que foi retirado da trama depois que seu intérprete avisou a Shonda que gostaria de sair da série. Segundo as informações, T.J. Knight achou que não estava recebendo atenção suficiente por parte dos roteiristas.

Apesar de nunca ter sido uns dos meus favoritos, seu desfecho marcou o início de uma era: morte dos personagens principais. Ele foi o primeiro realmente relevante que teve um final trágico na trama. E é por isso que seu personagem é lembrado até hoje. Seu final foi muito triste, assim como muitos que viriam acontecer posteriormente. Mas, apesar de chocante, não foi sua situação que mais chamou atenção no final da temporada. Até porque, só soubemos de sua situação nos últimos minutos, o que nos deixou chocados por longos meses sem saber qual seria o seu destino (estou falando na terceira pessoa do plural, mas eu não tive que esperar nada).

Quem realmente voltou a brilhar na série foi a Izzie, que não tinha sido relevante desde a segunda temporada. Agora, mais uma vez, ela se envolve em uma trama emocionante. A atriz até recusou a ser indicada ao Emmy, afirmando que não haviam lhe dado um texto que justificasse isso. Nem preciso dizer que foi uma grande filha-da-putagem dela, não é mesmo? É uma das melhores que mais teve destaque em toda a série, e, pela segunda vez, recebeu uma trama perfeita. Não tenho nada do que reclamar sobre sua personagem, apenas sobre a arrogância da Katherine Heig.

O retorno do Denny também ajudou a nos manter abertos e nostálgicos, mas ele iria acompanhado de um grande golpe mais tarde. Sendo uma série médica, parecia óbvio que a Shonda não começaria a investir em uma trama sobrenatural. É por isso que a revelação no final da temporada soou tão convincente, e, ao mesmo tempo, não muito surpreendente. Mas o importante é que teve um enorme impacto, não só nos espectadores, como também na vida da maioria dos personagens da série. O mais afetado, obviamente, foi o Karev. Ele foi arrastado por este furacão emotivo, e a Shonda conseguiu humanizá-lo, torná-lo forte, de uma forma incrível.

Essa temporada contou ainda com uma nova participação especial da Addison. Ela já havia aparecido em um episódio da temporada anterior, mas sua participação nesta foi bem mais importante e emotiva. Ela chegou no Seattle Grace para tratar do seu irmão, o que garantiu ótimas cenas dramáticas, principalmente com o Derek, que estava responsável pela operação. Além disso, esse episódio ainda trouxe outros personagens de Private Practice, transformando-o em um crossover. Muito amor ver a Addison novamente na série. E o bom é que ela ainda voltará a aparecer, vamos apenas aguardar.

Outra personagem que merece destaque é a Callie. Na crítica anterior, eu havia dito o quanto ela havia evoluído - saindo da sombra do George. E nessa temporada ela realmente se fixa como uma das personagens principais. Sara Ramirez tem um carisma impressionante, e toda sua trama envolvendo sua sexualidade foi bem explorada pelo enredo. Para quem não sabe, a personagem Erica Hahn foi retirada da série a pedido a ABC. Segundo a emissora, a personagem não tinha carisma. É por isso que ela desapareceu sem maiores conflitos e foi enterrada de vez no esquecimento.

Isso poderia ter sido desenvolvimento com maior cautela, mas entendo que a Shonda estava sendo pressionada. E deve realmente chato preparar toda uma história, só para ver tudo sendo cortado, jogando os seus planos no lixo. Eu não tinha problemas com a Hahn, apesar de também não ter nenhum momento favorito da personagem. Apesar de tudo isso, é inegável que a introdução da personagem Arizona subiu o nível da história, dando ainda mais destaque para a Callie. Elas são muito fofas juntas, e foi lindo observar esse relacionamento difícil ser desenvolvido com o passar dos anos. Um dos meus casais favoritos da série. Sem dúvidas.

As cenas finais dessa temporada é uma das mais agonizantes da série. Certamente figura entre uma das mais tensas, afinal de contas, há duas vidas em jogo. E essas duas vidas terminam este quinto ano sem deixar claro se alguma delas continuará para uma nova temporada. Graças a Deus, pelo menos um dos personagens conseguiu. Mas essa não é uma vitória que comemoraríamos por muito tempo...
Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Essa foi uma das melhores temporadas. O George começou a ficar meio chato, mas não queria que ele saisse da série. Nem ele, nem a Izzie, mas a história deles já estava ficando meio chata, e a Izzie não combina muito com o Alex.

    ResponderExcluir
  2. Que pena que a Erica saiu, ela até combinava com a Callie, mas a Arizona é um pouco mais legal. São tantos que já deixaram essa série, poderiam voltar para uma participação.

    ResponderExcluir