quarta-feira, 30 de maio de 2012

[Crítica] Grey's Anatomy - 3ª Temporada


Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 25 episódios
Exibição: 2006
Emissora: ABC

Crítica:
O texto abaixo é editado e reescrito por Nefferson Ribeiro.

Como residentes, a gente sabe o que quer: nos tornarmos cirurgiões. E nós fazemos de tudo para chegar lá. Sofrer o cão com provas dificílimas, fazer jornadas semanais de cem horas, ficar em pé por infinitas horas nas salas de operações... pode falar qualquer coisa que a gente vai fazer! (Meredith Grey)

Eis a terceira temporada! Depois do sucesso estrondoso de audiência da segunda temporada, este terceiro ano marca a mudança da série para as quintas-feiras - que é um dos dias mais populares da televisão americana. Apesar da bomba ter explodida na temporada anterior, é justamente nesta que as coisas passam a bombar - dentro e fora da série. Estou falando dos grandes problemas dos bastidores da produção, que, pela primeira vez, trouxe consequências chocantes para a trama em si.

Essa é a última temporada do Dr. Preston Burke, já que o seu intérprete, Isaiah Washington, foi despedido pela criadora da série. Não disse que os conflitos nos bastidores estavam bombando? Sua saída se deu porque o ator desrespeitou um outro colega de trabalho, o intérprete do George O'Malley, T.R. Knight, chamando-o de "bichinha". Causando um conflito e desconforto nos bastidores do programa, Isaiah foi demitido. Alguns anos depois, T.R. Knight assumiu ser gay, e depois de sair de Grey's Anatomy, não teve muito destaque em sua carreira como ator. Isaiah Washington também viu suas oportunidades de trabalho cair drasticamente, justamente por causa do escândalo. Atualmente, porém, ele voltou à TV na série The 100, da CW.

Nesta temporada, George - que nunca foi um dos meus preferidos - tem algumas das melhores cenas do personagem em toda a série. Todo o conflito e drama em torno da operação do seu pai foi muito interessante de se acompanhar. Ainda que o ator não tenha o mesmo apelo carismático que alguns dos seus outros colegas de trabalho, não tem como não se arrepiar com o seu sofrimento depois da cirurgia do seu pai. De longe, a melhor temporada do personagem, ainda que ele só tenha tido destaque em uma pequena parte dela.

Outra personagem que deu adeus neste terceiro ano foi a mãe da Meredith, que sofria de Alzheimer. Mas, ao contrário do que aconteceu com o George, não ficamos sensibilizados pela sua partida. Eu, especialmente, não via a hora daquela velha morrer logo. O episódio que ela recobra a consciência e coloca a sua filha no chão foi revoltante, e não tinha como a personagem se redimir depois desse momento. Mas, independente do carisma da personagem, não temos como negar que ela foi importante para a construção da história. E certamente será marcante para a mitologia da trama. Ellis Grey é mesmo uma lenda, mesmo que uma vadia sem coração, será sempre lembrada - e continua a ser citada na história até os dias atuais.

Depois de muito drama - alguns válidos e outros chatos - em seu relacionamento com o Shepherd, Addison finalmente segue o seu próprio caminho. E não poderia fazer isso de uma forma mais digna. A personagem, que se tornou extremamente popular entre os fãs, garantiu sua própria série, Private Practice. O Pilot do projeto foi apresentado dentro desta temporada, em um especial de duas horas, com os episódios The Other Side of This Life: Part 1 & 2. Gostei da proposta, mas nunca cheguei a conferir. Em contrapartida, também nunca me esqueci do elevador falante. Talvez passe a acompanhar nos próximos anos, ou quando Grey's Anatomy foi terminar.

E, apesar da Addison ter dado tchau ao Seattle Grace, ela continuou a fazer aparições especiais nesta série nas próximas temporadas. E a expectativa é que ela retorne para o elenco fixo de Grey's Anatomy futuramente, já que sua série terminou. Super apoio essa decisão! Se há uma personagem que merece - e é possível - retornar, essa personagem é a Addison. Só não posso dizer com propriedade como ficou o seu status no final de Private Practice, mas tenho certeza que ela terminou muito feliz. Trazê-la de volta para a série-mãe não significaria fazê-la passar por mais dramas e sofrimento? Não importa, eu a quero de volta.

Por último, só posso falar sobre o fim do plot entre a Cristina e o Burke. Não gostava desse casal no começo, mas aprendi a gostar deles dois juntos. O ótimo texto da Shonda conseguiu torná-los um casal carismático, ainda que o Burke não tenha carisma separado. Mas acontece que a Cristina é uma das melhores personagens de toda a série, então tudo fica melhor ao seu lado. Nós rimos quando ela arrancou suas sobrancelhas para o casamento, e choramos quando vimos que o seu sacrifício foi em vão. Nossa querida Cristina foi abandonada no altar, o que marcou sua vida para sempre. Mais uma vez, a Season Finale traz sofrimento e tragédia... e um ódio eterno pelo Burke. E, apesar do que imaginávamos, essa não seria a última vez que ele daria as caras...
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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Os titulos dos capitulos sendo nomes de músicas é uma boa sacada mesmo. Em One Tree Hill tbm tem isso.

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  2. Essa temporada não foi tão boa quanto as outras, mas eu queria terminar logo ela para começar a 4ª e conhecer os novos internos!

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