quinta-feira, 17 de maio de 2012

[Crítica] Dexter - 5ª Temporada

Duração: 50 Minutos
Nº de Episódios: 12 Episódios
Exibição: 2010
Emissora: Showtime

O Sangue nunca mente.

Crítica:
(Spoilers Abaixo)

Quem disse que as séries perdem a força com o tempo precisa de uma boa dose de Season 5 de Dexter né? Pelo amor de Deus, essa veio pra humilhar até as temporadas anteriores da própria série, que não foram nada ruins. E eu aqui pensando que nada se compararia ao desfecho da Season 2, ou nenhum assassino teria tanto destaque como o da Season 4. Sim, existe vida após o Trinity, e infelizmente seremos obrigados a vivê-la sem a Rita.

A temporada começou com o clima bastante pesado por causa do triste gancho deixado na temporada passada. Rita foi assassinada por Trinity, e isso não abalou apenas Dexter, como o elenco inteiro. Deb até começou a ter um quase romance com o Quinn – que eu previ desde a Season 3-, sem falar na LaGuerta que se sentiu culpada pelo seu casamento ter acontecido na hora da morte de Rita, pois Dexter poderia estar em casa pra salvar a esposa. Enfim, parece que o mundo virou de cabeça pra baixo e Dexter definitivamente teve atitudes humanas. Ele pode até ter tido algumas antes, mas nada o deixou tão revoltado como a morte de Rita.

O primeiro episódio foi fatal, tivemos alguns flashbacks da personagem, como no dia em que ela saiu pela primeira vez com o Dexter. E isso só pra gente lembrar o quanto ela era doce e iria fazer falta. Os filhos dela se voltaram contra Dexter, principalmente a garota, Astor, estava no começo de sua adolescência, justamente na fase rebelde. Ela ganhou um episódio bastante focado nela, mas logo também teve que se despedir junto de seu irmão menor.

Agora, é apenas Dexter e seu pequeno Harrison. Porém, o buraco no peito só poderia ser preenchido seguindo em frente fazendo o que faz de melhor. Numa de suas missões para pegar um recolhedor de animais mortos que mata garotas, ele acaba conhecendo Lumen. A moça estava em cativeiro na casa de sua vítima, e se Dexter não a tivesse ajudado, seria a próxima garota a ir parar dentro de um barril num pântano qualquer. Foi tentando ajudá-la que ele descobriu que sua história ia muito além do recolhedor de animais estuprador e as pessoas que lhe feriram ainda estavam vivas.


Assim se iniciou uma caçada aos estupradores de Lumen, um grupo de cinco amigos que se reuniam pelo menos duas vezes por ano pra estuprar mulheres, filmar o ato e depois se livrar dos corpos. Poderia até ser fácil, se eles não tivessem começado quase sem pistas. Lumen lembrava de poucas coisas dos momentos em que era torturada, sendo que não pôde ver o rosto dos estupradores por causa da venda em seus olhos.

O primeiro deles a cair foi o recolhedor de animais, que ficava encarregado apenas de se livrar dos corpos. Depois veio o dentista, que no começo parecia ser inocente e enganou muito bem o telespectador. Depois teve um ruivo, mas esse não foi tão difícil de pegar. Mas a partir daí as coisas foram começando a ficar intensas. Eles descobriram que havia um homem poderosíssimo por trás de tudo aquilo, e seria quase impossível tentar matá-lo como fizeram com os outros. Jordan Chase era um famoso palestrante que vivia dando dicas as pessoas sobre como viver sua vida. Vivia cercado por seguranças, possuía recursos infinitos e, o mais importante, teve a inteligência de não tocar nas vítimas para que não encontrassem seu DNA. Era apenas o mentor de todos os outros homens.

Foi nessa temporada que o departamento de polícia de Miami mais chegou perto de descobrir a verdade, tudo porque a remoção dos corpos das vítimas deu errado e elas ficaram espalhadas nas ruas de Miami após um acidente de carro. Dexter tentava lhes dar pistas falsas para irem em outra direção e poder assim, junto de Lumen, sentenciar os culpados com as próprias mãos, mas Deb estava chegando perto demais. Tanto que bolou a teoria de que os suspeitos pelos crimes estavam desaparecendo misteriosamente porque a vítima numero 13 – a única que faltava na pilha de DVDs com as cenas dos crimes – estaria matando-os um por um ao lado de seu parceiro. É por isso que todo mundo ama essa mulher, né?

E ela tinha razão, porque logo a parceria de Dexter e Lumen virou um romance. E confesso que esse romance nem me deixou sentir falta da Rita. Porque pra mim eles eram perfeitos juntos, ela entendia Dexter completamente, e ele a estava ajudando a direcionar seu passageiro sombrio pro caminho certo, que seria matar apenas aqueles que lhe fizeram mal. Pois é gente, Dexter também é uma história de amor, não é apenas um roteiro doentio e frenético sobre alguém com a mente perturbada. Uma pena que depois da vingança Lumen teve que sair, quero que ela volte pra série até hoje e dê um final feliz pro Dexter. Mas, namorar um serial killer não é lá aquelas coca colas.

Em paralelo a tudo isso, e fora do conhecimento de Dexter e Lumen, Quinn estava investigando o analisador de sangues mais perfeito do planeta pela teoria que havia criado sobre a morte da Rita. Pelo choque de ter visto a esposa morta e por ter ficado o tempo inteiro se culpando pela morte dela, Dexter sem querer disse “Fui eu” na frente de Quinn. Assim, ele decidiu contratar um policial que fora obrigado a se aposentar pra vigiar Dexter e descobrir a verdade sobre ele. E foi seu romance com Deb que o fez desistir dessa ideia “maluca”. Porque se não fosse isso, ele estaria ciente sobre a vida dupla do cunhadinho e já estaria submerso com os outros cadáveres retalhados.

Esse detetive contratado por Quinn causou muitos problemas, porque Dexter estava se ferrando de todos os lados. Jordan Chase estava ciente sobre a vingança que ele e Lumen planejavam, ter um xereta em seu encalço só piorava as coisas. E realmente, se ele não tivesse que lidar com o xereta, poderia estar com Lumen e impedir que ela fosse capturada por Jordan. Pelo menos toda essa história nos deu uma Season Finale não só digna, como também, a melhor de todas! O melhor de tudo foi o discurso da Deb no final, deixando o casal desconhecido ir embora livre porque entende o que a número 13 passou. É claro que ela nem imaginava que fosse Dexter e Lumen né, por isso disse que ela chegou bem perto.

Vale ressaltar também que foi a pior época de Maria LaGuerta, e seu título como biscate da década por fazer tanta besteira. Culpou Deb por um tiroteio que ela causou, arruinou tudo com o Angel e uma série de outras coisas indignas. Sua melhor parte foi quando discordou de Quinn e sua teoria sobre Dexter. Porque ela investigar o melhor funcionário da Miami Metro Homicides era pedir pra reviver toda aquela história com o Doakes de novo. Maria LaGuerta, a gente te odeia. Por favor, faça como nos livros, simplesmente morra. Tudo de bom, viu?

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Comentários
4 Comentários

Comentário(s)

4 comentários:

  1. Eu acho que o melhor dessa temporada foi o fato do Quinn-intrometido ficar investigando o Dexter e quase chegar na verdade. Isso foi mais tenso do que quando descobriram os corpos na baía. Mas eu não acredito que a história desse tenha sido a melhor de todas não. Na verdade, eu penso ter sido a temporada mais fraca da série. Não sei se é porque eu estava esperando MUITO após ter visto a quarta...
    Você achou mesmo essa season finale a melhor? P/ mim ainda é a quarta rs (ou a sexta. To muito em dúvida)

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  2. Ninguém estranhou que quando Dex e Lumen estiveram na casa do quinn, deixaram de levar a pasta com as fotos-flagra que o Liddy tirou deles no barco.para que Quinn não desse falta? Está lá até hoje? E ninguém viu?

    Thaís.

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  3. Na minha opinião, a temporada mais fraca foi a terceira, não teve emoção sabe ? Já a quarta fez meu coração acelerar com o Trinity e chorei demais com a morte da Rita. Tinha visto sem querer em um blog que a Rita morria, mas já estava desacreditada disso, porque estava tudo dando certo, Rita "viajou", Dexter pegou o Trinity, enfim, fiquei triste, mas pelo que li aqui, essa temporada não tem nada de fraca não. Vou lá assistir que é melhor kkkkk

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  4. A 1° temporada eu adorei, a 2° foi legalzinha, a 3° foi a pior, a 4° foi de tirar o fôlego. Sem dúvidas o Trinity foi o psicopata que teve maior êxito na história! Achei mto bom e inusitado o final da 4° temporada, porque já estava ficando chato aquela exigência toda da Rita, ela foi criada para ser uma personagem doce e perfeita, mas acabou sendo chata e exigente, a ponto de fazer Dexter cometer vários erros e ser descuidado. Fora que ele não conseguia se concentrar por não conseguir dormir. Na minha opinião, e conheço outras pessoas que concordam comigo, Dexter não é psicopata. Ele cria conexões emocionais verdadeiras com outras pessoas ao longo das temporadas, tem conflitos psicológicos, principalmente de identidade e o fato de ele matar em série não o torna psicopata, ele justifica para si mesmo as atitudes como um bem maior para a sociedade e só assim ele consegue viver consigo mesmo. Ao matar homens inocentes ele sente remorso. Ou seja, várias características que psicopatas verdadeiros não me parecem apresentar. Não sou especialista, sou apenas fã. Mas sou fã do Hannibal tb, e quando comparo Dexter com o Trinity, por exemplo, e outros que ele mesmo matou além de comparar com o Hannibal, vejo nele um homem comum. É minha humilde opinião. Obrigada galera

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