sábado, 14 de abril de 2012

[Livro] A Punhalada 2 - Capítulo 5: Ele é Meu


Ellie observava bem de perto o liquido que saia de seu conta-gotas. Há apenas alguns centímetros de distância, seus olhos subiam e desciam de acordo com que as gotas iam caindo no recipiente e novas gotas iam surgindo. Estava tão concentrada que nem tinha visto a hora, talvez fosse a ultima naquele campus escuro e vazio. Ou pelo menos, a ultima no prédio.

Quando pingou a ultima gota, seu recipiente começou a borbulhar. Era a quantidade perfeita pra fazer o que ela queria. Olhou pro lado, mexendo nos óculos que só colocava quando iria ler ou prestar bastante atenção nas coisas. Sua tarântula de estimação Katrina estava correndo de um lado pro outro dentro do retângulo de vidro.

- Hum... – Ellie tirou o jaleco e jogou pro lado. Se aproximou do vidro tirando o óculos, ficando cara a cara com a aranha – Você ta com fome, sua vadia? Aposto que ta. Espero que aranhas não morram de fome.

Ellie olhou para seu recipiente de novo, ainda estava borbulhando. Dele saia uma fumaça vermelha engraçada, que desaparecia com o ar.

- Dane-se – Ela pegou sua bolsa ao lado e saiu.

Bateu a porta com força e girou a chave que tinha acabado de tirar da bolsa. Quando o vento bateu em seus cabelos e fez a pequena franja roxa voar, ela olhou ao redor. As folhas mortas do campus estavam se movendo, as árvores balançando. Ela parecia estar completamente sozinha ali. Por isso aproveitava quando tinha festa nas fraternidades, o campus ficava só pra ela.

Quando o vento cessou, ela tirou um cigarro de dentro da bolsa e o acendeu com o isqueiro que estava no bolso da sua saia jeans preta. Deu uma forte tragada e prendeu o máximo que conseguiu, enquanto fitava o horizonte. Seria clichê demais achar que tinha algo errado ou não?

Quando ouviu um barulho ao lado, ela quase pulou. Olhou e riu de si mesma quando viu que uma janela estava aberta e que o vento forte tinha voltado para fazê-la se balançar de um lado pro outro.

- Merda – Ela reclamou, mas correu pra ajeitar.

Deixou o cigarro na boca e com as duas mãos forçou a janela. Riu de si mesma de novo quando percebeu que ela só podia ser fechada por dentro. Deu outra tragada em seu cigarro e soltou a fumaça, cerrando os olhos.

- Boa, Ellie – Ela virou, dando de encontro imediatamente com Erik.

E o susto foi tão grande que ela nem soube disfarçar. Erik estava há poucos centímetros dela, parado, o enorme peitoral batendo no rosto dela, fazendo-a se odiar por ser tão baixinha. E ele estava sorrindo, com malícia, estava esperando por este momento há muito tempo.

- Assustei você? – Ele perguntou, todo irônico.

- Eu poderia ter te matado – Contra atacou Ellie, nunca daria o braço a torcer.

- Com seu cigarro? – Ele apontou pro chão, o cigarro dela tinha caído e ela nem tinha percebido.

- Não, com o meu hálito – Ela passou por ele e começou a andar, tentando ignorar todas as folhas mortas que voavam em sua direção por causa do vento.

Erik foi atrás dela, com as mãos no bolso. Começou a andar com ela, apenas um passo de distância.

- O que você faz sozinha aqui a essa hora da noite? Não tem medo do perigo?

- Não, disse pra não tirarem o veneno da minha tarântula.

- Nossa, você é hardcore – Ele sorriu.

- Há – Ela parou e virou pra ele, obrigando-o a parar – E você está dando encima de mim só porque tenho camisas com rostos de caveiras. Você poderia ser mais previsível?

- Acho que não...

Eles ficaram se olhando por alguns instantes, até um barulho ensurdecedor acabar com a magia. Eram viaturas de policia, várias delas, uma atrás da outra. Ellie, que estava de costas pro portão, teve que olhar pra trás. Elas passaram em frente a aquele portão do campus, em alta velocidade. As luzes do carro piscavam freneticamente.

Erik deu um sorrisinho, mas não sabia como Ellie tinha conseguido ouvir.

- O que foi? Isso te excita?

- Não... É tipo deja vu...

- Certo – Ela sorriu – Você é o cara que sempre achou que a morte de Ashley Carson não tinha sido aleatória e ver todos esses carros de policia te faz pensar que você estava certo.

- Algo desse tipo...

- Então, quem você acha que matou a pobre e inocente loira siliconada Ashley Carson?

- Pode ser qualquer um. Pode ter sido você, Amanda, Chloe, a garota egocêntrica da rádio que metade do campus odeia, ou até mesmo, eu.

- Você sabe que não pode ser você, seria óbvio demais. O garoto gótico do campus que adora filmes de terror se junta com a órfã gótica de franja roxa para iniciar um massacre a espera de sangue – Ela riu de novo, debochando – Você sabe que as coisas não funcionam desse jeito. Não se você quer ser um assassino bem sucedido. Então, a pergunta continua, quem é o assassino da nossa sequencia hilária que vai desprestigiar o original?

Erik apenas riu. Seu celular tocou e isso o fez esquecer do assunto. Ellie olhou pro lado, não tinha gostado do clima ter sido interrompido e ficou se perguntando quem mais seria amigo de Erik Mets.

Ele tirou o celular do bolso e olhou em seu visor, era uma mensagem. Ele ficou estranho depois que leu, Ellie percebeu.

- O que foi?

- Mensagem coletiva – Ele colocou o celular na frente dela, para ler a mensagem.

Estava escrito: “Garota morta na festa da Alfa Gamma!!!”

Ellie engoliu em seco quando leu e se sentiu imediatamente arrependida pelo que tinha dito.

- Acho que temos uma sequencia – Ela disse, mesmo não querendo acreditar.

--

A moto de Kyle parou de fazer barulho. Ele estacionou em frente a sua casa, Amanda ainda estava na garupa. Ela desceu assim que a moto parou. Colocou as mãos no bolso de trás como sempre fazia quando estava tímida e ficou olhando para Kyle.

- Vocês vão se acertar – Disse ele – Eu sei disso.

- Obrigada – Ela assentiu e olhou pra casa – Você acha que ele já chegou?

- Bom... – Kyle se debruçou na moto – Pra onde mais ele iria?

- Eu não sei... Algum bar de quinta pra afogar as mágoas porque sua noiva é uma vadia?

- Hey, não fale isso de si mesma. Foi minha culpa, eu provoquei tudo isso.

- Foi sua culpa também a gente ter dormido juntos? – Ela olhou pro lado, envergonhada.

- Você não deveria se culpar por isso, nós dois estávamos lá...

- Me desculpe por ter metido você nessa, Kyle... Acho que no fim Craig está certo, eu nunca vou mudar...

- Você já mudou – De repente, a voz de Kyle tinha entusiasmo – Eu lembro de você ano passado, a garota mais popular do colégio, o sonho de qualquer garoto dessa cidade. Você acha que aquela garota estaria se importando pra um adultério agora? Amanda, você cresceu. Você evoluiu. E é isso que eu acho mais incrível...

- Acho melhor a gente entrar e ver se ele já chegou – Amanda se virou e caminhou na direção da casa.

Kyle deu um longo suspiro, era de derrota. Quando ele pensava que iria conseguir se aproximar de Amanda, algo desse tipo acontecia e ele não deixava de se culpar. Mas será que seria assim pra sempre? Craig iria perdoá-la porque a ama de verdade, eles iriam se casar, criar Matty juntos e viver felizes para sempre como num conto de fadas enquanto o ogro vai assistir só de longe.

Mas, ele não era tão ogro assim. Sabia o que Amanda sentia por ele e sabia que se ficassem juntos, eles iam destruir tudo, e era isso que ela estava evitando. Acabar com tudo o que ela lutou pra conquistar depois que perdeu tudo.

Quando tirou a chave da moto, ele saiu e seguiu Amanda até a porta. Subiram as pequenas escadas até a varanda e pararam. Kyle não sabia porque, afinal, por que Amanda pararia?

- O que foi?

- A porta está aberta – Ela olhou pra ele, cheia de dúvidas.

- Talvez ele esteja em casa.

- Talvez... – Amanda colocou a mão na porta e a arredou devagar, fazendo um leve barulho.

Olhou pras escadas da casa, tudo parecia em ordem, nada estava fora do lugar. Mas se Craig estivesse ali, então, as coisas não deveriam estar todas quebradas?

- Senhor Fuller? – Ela gritou – Senhora Fuller?

- Amanda, tudo bem?

- Ta sim – Ela respondeu, colocando o cabelo atrás da orelha – É só... Uma neura minha, você entende?

- Você passou por muita coisa Amanda, é claro que eu entendo – Kyle entrou na casa e aos gritos chamou seus pais e seu irmão, mas ninguém respondeu – Eles têm que estar aqui em algum lugar, a porta estava aberta. Vou ver no quintal.

- Ok – Amanda assentiu e ficou olhando Kyle sair dali.

Ela andou devagar até a sala, ainda com as mãos no bolso. Observou os porta retratos da família Fuller e os quadros que Maisy gostava. Ela era uma chata, mas pelo menos tinha bom gosto pra decoração.

Então, Amanda foi tirada de seu devaneio quando ouviu o telefone ao lado do sofá tocar. Ela olhou pra ele, um pouco nervosa. Tinha aprendido a andar por ruas escuras, mas ainda ficava tensa quando o telefone tocava.

Kyle reapareceu bem à tempo. Ele ficou olhando pra ela, sabendo o que ela estava sentindo. Mas precisava forçar, ou então ela nunca iria se recuperar.

- Você pretende atender?

- Atender? – Ela olhou pra ele, e sabia exatamente o que tinha que fazer pra parecer forte – É claro – Ela andou até o telefone e o colocou na orelha – Alô? Alô?

Ela esperou alguns segundos por resposta, mas não se ouvia nada do outro lado da linha. Kyle ficou observando, será que ela estava mentindo? Talvez tivesse cancelado a chamada só pra parecer forte.

- Acho que a ligação caiu – Ela deixou o telefone de volta no lugar – O que você acha da gente pedir uma piz... – Amanda não conseguiu terminar de falar, o telefone tocou novamente.

Ela não pensou duas vezes, colocou o telefone na orelha como se não estivesse com medo.

- Alô?

- Olá Amanda, se lembra de mim?

Quando reconheceu a voz macabra no telefone, ela ficou em choque. Um frio lhe subiu na espinha, deixando Kyle preocupado.

- Quem é você?

- Você sabe quem eu sou. Nos divertimos muito ano passado...

- Se isso for uma brincadeira eu juro por Deus... – Seus olhos começaram a se encher de lágrimas.

- Amanda, o que ta acontecendo? – Kyle se aproximou.

- Você sentiu a minha falta, Amanda? – Perguntou a voz macabra ao telefone, debochando.

- Vai se ferrar! – Ela gritou.

- Deixei um presente pra você na Alfa Gamma, espero que goste.

- Você não é ele...

- Amanda, quem é? Me passa o telefone! – Exigiu Kyle.

- Eu o matei, ele está morto...

- Não nesta sequencia. Você não está mais a salvo, Amanda. Você não está mais segura. Eu sei onde te encontrar, eu sei onde você está e neste momento, estou com uma coisa que te pertence...

Amanda ficou confusa, mas depois ouviu um choro de neném. Era o choro de Matty, ela sabia reconhecer.

- Ele é meu agora...

- Matty! – Ela exclamou, correndo na direção da escada.

Kyle correu atrás dela, mas não sabia acompanhar seu ritmo frenético, ela era rápida demais.

Já no andar de cima, ela abriu a porta do quarto de Matty e fitou o berço. Não fez suspense algum, tirou os lençóis da frente só pra checar se o filho estava ali. Mas no lugar de Matty, só havia uma frase escrita com sangue. Ela sabia que era sangue, conhecia o cheiro muito bem. E quando conseguiu entender o que estava escrito, se desesperou ainda mais. Estava escrito “A mão que balança o berço”.

- Não! – Ela gritou e colocou a mão na boca. Se afastou devagar pro corredor, olhando pro berço.

Kyle estava há poucos metros dela, olhando. Não sabia o que tinha acontecido. E se fosse uma brincadeira dela?

- Amanda, o que aconteceu?

- Ele pegou Matty!

- O que?

Amanda olhou pra ele, viu o momento em que o assassino se aproximava dele por trás, bem devagar.

- Kyle cuidado! – Ela gritou.

O assassino atacou Kyle, que com o aviso de Amanda, conseguiu desviar de uma facada certeira. A faca o acertou de raspão no braço e ele caiu no chão. Mal conseguia ouvir os próprios gritos de tanto que Amanda gritava.

O assassino se abaixou para lhe acertar mais uma facada, mas Amanda não deixou. Correu na direção dele e pulou. Eles se debateram no corredor estreito, Amanda estava tentando tirar sua máscara. Mas de tanto tentar, eles acabaram perdendo o equilíbrio e caindo da escada.

Amanda machucou o rosto e as pernas, mas não foi tão grave. Ela caiu encima do assassino, ambos conscientes. Correu direto pra cozinha, mas ghostface conseguiu alcançá-la. Puxou ela pelo cabelo e a arremessou por cima do balcão central da cozinha, derrubando no chão toda comida que tinha ali.

Ao gritos, Amanda caiu no chão, toda suja de comida. Cometeu o erro de colocar a mão encima no balcão para se apoiar e levantar, levou uma facada que atravessou sua mão e rachou o azulejo do balcão. Ela gritou de dor e pegou a primeira coisa ao lado que sua mão encontrou. Era uma frigideira, ela acertou o assassino no momento em que ele retirou a faca de sua mão.

Ele caiu pro lado, no chão, a faca também caiu. Amanda, então, decidiu que aquele era o momento certo pra correr. Com a mão sangrando pela casa inteira, ela correu, passando pela escada. Quase caiu na escadas da varanda descendo depressa.

Olhou pra trás só pra ter certeza que ghostface estava longe e não viu nem sinal dele. Mas como estava distraída, acabou dando de encontro com Craig. Ele a segurou, tentando controlar seus gritos histéricos.

- Amanda! Amanda! – Ele gritou – O que aconteceu?

Ela, mais calma por vê-lo ali, parou de gritar.

- Você ta sangrando, Meu Deus!

Ela olhou por cima do ombro de Craig, Frank Fuller e sua esposa estavam lá, perto do carro, brincando com Matty. Ela nem acreditou que aquele era seu filho, nas mãos de quem o iria proteger.

- Matty! – Ela gritou e correu para pegá-lo.

Ela o tomou a força do colo de Maisy e o abraçou bem forte enquanto chorava. Só Deus sabia o quanto ela estava feliz por ter tido a chance de abraçar seu filho de novo quando pensou que não havia mais esperança. E de tanto abraçá-lo, acabou deixando o bebê cheio de sangue.

- Ai meu Deus! – Exclamou Maisy quando viu Kyle passando pela porta com um ferimento no ombro – É o Kyle!

- Meu Deus! – Frank correu até o filho, Maisy estava bem atrás.

Craig fitou o irmão com desespero nos olhos, mas ainda não sabia o que estava acontecendo. E naquele momento, Amanda e o bebê eram bem mais importantes.

- Amanda – Ele se abaixou pra ficar da altura dela – O que aconteceu?

- Ele está lá dentro!

Frank sentou Kyle num dos degraus da escada da varanda, ele estava gemendo de dor. Segurou o ombro do filho, o sangue começou a escorrer pelas suas mãos. Ele olhou para Amanda e Matty no gramado, eles estavam bem e era isso que importava, mas ainda estava tentando entender o que tinha acontecido.

- Quem está lá dentro?

Amanda não conseguiu falar, virou o rosto pensando em seu irmão.

- Ghostface... – Respondeu Kyle, fazendo o irmão arregalar os olhos e ficar num estado crítico que misturava medo e preocupação.

--

- O que você ta fazendo, Chloe? – Perguntou Miley, sentada numa cadeira marrom em volta de uma mesa de ferro na delegacia.

Mas ela estava realmente chocada. Sua amiga Chloe tinha acabado de se levantar da mesa pra ir se maquiar no espelho duplo de onde os policias podem vê-las como se fosse normal.

- O que foi? – Perguntou Chloe, passando pó compacto.

- Você sabe que eles podem ver a gente por esse espelho, não sabe?

- Claro que sei, tenho 170 de QI, por Deus, Miley – Ela tirou o batom da bolsa e começou a se passar – É desse jeito que eu protesto. Eles querem nos intimidar nos deixando nessa salinha só pra ver como nos comportamos. Se a gente provar que não tem nada a temer, eles nos liberam rápido.

- Você pode esquecer esses seus gestos pseudo-revolucinários por um só segundo? Alguém morreu naquela festa. Não era alguém que você gostava, mas você poderia pelo menos fingir que está abalada...

- Miley – Ela se virou – Eu estou abalada – Ela sentou na ponta da mesa - Eu vi alguém morrer e Gabriel, nosso amigo, está sofrendo com isso. Mas eu não quero mais ficar aqui, não quero ter nada haver com a morte de Zoe Pierce.

- Continue falando assim e vão achar que você é uma suspeita – Miley olhou pro espelho, com receio, enquanto Chloe revirava os olhos.

Quando a porta se abriu, Chloe deu um pulo de cima da mesa. Ela ficou olhando o delegado Estwood entrar na sala, estava esperando que o fato de ter se maquiado no espelho duplo pudesse tirá-las de lá o mais rápido possível.

- Bom, vocês estão liberadas.

- Obrigada, delegado – Disse Chloe, antes de sair junto de Miley.

Quando a porta foi fechada, elas sentiram alívio. Ajeitaram suas bolsas e saíram dali, passando pelos corredores estreitos da delegacia.

Na porta, estavam Megan e Aaron, sendo cercados por paparazzi. Eles estavam tentando chegar até o carro com a ajuda dos policiais, mas a rua havia parado com tanta gente querendo fazer perguntas e olheiros curiosos que circulavam pelas redondezas.

Quando chegaram ao carro, trancaram as portas e respiraram aliviados. Megan colocou o cinto de segurança e esperou Aaron partir, mas ele não parecia estar disposto a ligar o carro e sair dali, não com aquele olhar pensativo que fitava a multidão de repórteres evacuando.

- O que foi, amor? – Ela perguntou.

- Nada, é só... Eu pensei que isso tinha acabado...

- Por isso tremia de medo sempre que o telefone tocava?

- Ah – Ele deu um ar de risos – Você me entendeu... Pensei que nunca mais veria alguém morto na minha vida e de repente isso acontece – Ele olhou pra ela, em busca de um olhar compreensivo – Você me entende?

- Perfeitamente.

Ele deu outro ar de risos e olhou pra frente de novo, a rua já estava mais limpa. Megan ficou olhando pra ele, tentando encontrar as palavras certas pra falar com ele ou então arruinaria tudo. Aaron era sensível e precisava de alguém compreensível ao seu lado.

Mas ela também tinha suas duvidas. Ela também era uma sobrevivente do massacre de New Britain e também estava com medo. Precisava de alguém que dissesse que iria ficar tudo bem, mas ao invés disso, tinha que reconfortar o namorado.

- Você acha que tudo isso tem haver com Amanda de novo? – Ela perguntou, fazendo-o olhar pra ela novamente.

- Eu não sei... Duas pessoas estão mortas. Uma foi enganchada em casa e a outra jogada de uma altura de mais de vinte metros... Queria poder ter um padrão, mas não tenho.

- Então a loira peituda e burra é assassinada na sua própria casa e depois a bêbada vadia é jogada de um prédio... – Megan fez uma cara de pensativa – Adivinha onde já vimos isso?

- Na Quadrilogia ‘Pânico’?

- Não, quer dizer, também, mas isso está em todo lugar. ‘Pânico’ já jogou pessoas de cara no chão mais de duas vezes. E acredite, quando Sarah Michelle Guellar atingiu o concreto, doeu em mim. E eu nem era fã de Buffy nem nada.

- Você está dizendo que temos um padrão?

- Não, você tem um padrão, estou bem como primeira dama.

- E eu te amo... – Aaron sorriu.

-Eu também...

Eles se beijaram, bem devagar. Depois ficaram bem perto, se olhando nos olhos. Como num reflexo, Aaron olhou pro lado e viu um carro se aproximando. Os faróis quase o cegaram. Megan também olhou, curiosa.

- Aquele não é o carro da Amanda? – Ela perguntou.

- Não... Mas ela está lá dentro.

- O que ela está fazendo numa delegacia?

- Acho que a gente sabe a resposta.

Eles trocaram um olhar cauteloso antes de assistir de camarote Amanda saindo do carro ferida pra ir prestar sua primeira queixa do filme do novo maníaco de New Britain.

Dia 19 de Abril...
Amanda: Eu rezei tanto pra que isso não acontecesse...
Craig: Você não vai morrer...
NESSA SEMANA
Aaron: Queria só qualquer pista que nos dissesse quem é o próximo...
Amanda: Precisamos de um plano.
OS FANTASMAS DO PASSADO
Policial: A autópsia do corpo de Zoe Pierce saiu, encontraram uma coisa.
Aaron: Outro Pen Drive?
VOLTAM PRA ASSOMBRAR O PRESENTE
Brandon: Tudo tem ligação, e é tudo culpa sua, Amanda.
Trent: Você vai entrar num banheiro com um assassino a solta? Que corajosa.
Chloe: Quem está falando?
Ghostface: Melhores amigas sempre morrem.
A Punhalada 2
6- O Legado de Brandon

OBS: Pedimos desculpas pelo atraso, quando não é o computador tendo problemas, é a internet. Espero que compreendam.
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Comentários
7 Comentários

Comentário(s)

7 comentários:

  1. Muito show
    pena da amanda que levou uma facada e por um momento pensei que o matty estava morto.
    Pelo oque li do proximo capitulo a proxima vitima é a chloe.
    n deixem a chloe morrer pf pf

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  2. Não matem a Amanda. Pleeease

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  3. Aiiiii que demais eu ja tinha surtado com a demora,tipo entendo isso perfeitamente,internet computador as vezes são pedras no sapato de escritores que usam mundo virtual.

    adorei o capitulo,eu preciso muito ver o capitulo de quinta.

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  4. Coitada da Amanda,deve ter sido horrível achar que o assassino pegou seu filho,tbm achei que ele tava morto mas por sorte foi tudo um blefe do ghostface,ansiosa pra ler o próximo capitulo.

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  5. ótimo capitulo

    eu já não sei quem eu não quero que morra gosto de todo mundo

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  6. Felipe:

    Adorei o capitulo.

    Obeservação que sempre quis fazer, só eu imagino a Amanda como a mistura entre Quinn Fabray (glee) e Regina George (Meninas Malvadas)?

    Viagei ??

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  7. Felipe:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Acabei de descobrir que viajei longe vi os coments do capitulo 7 e descobri que amanda é morena então descobri que minha confusao foi feita devido as caractericas de amanda e trish que era loira do primeiro livro.

    Mas agora na minha cabeça amanda é loira e ponto final.

    kkkkkkkkkkkkk

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