domingo, 8 de abril de 2012

[Crítica] Guerra é Guerra!


Direção: McG
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 97 minutos
Título original: This Means War

Crítica:

É espião contra espião.

Sempre que um assunto é batido, eu dou vários exemplos e pergunto se existe alguma forma de tirar algo novo de uma fórmula velha, mas eu estou começando a pensar que eu estou soando clichê, então vou tentar fazer algo diferente nesta introdução. Certo, eu enganei vocês! Existem milhares de filmes sobre espiões, e muitos que conseguem misturar comédia no ramo da espionagem (O Terno de Dois Bilhões de Dólares, Par Perfeito), e, a maioria deles, se saiu muito bem nesta proposta. É, por este mesmo motivo, que eu tinha altas expectativas quanto a Guerra é Guerra! e, fico satisfeito em informações à vocês, que o filme cumpriu muito bem o seu papel. Agora peguem suas canetas-laser (isso não é Star Wars) e me acompanhem!

A história gira em torno de Lauren, uma mulher comum e atraente, que arranja um encontro pela internet, por um perfil que sua melhor amiga fez para ela. Ela conhece Tucker, um homem educado e bonito, por quem ela logo se interessa. Mas, não demora muito, para FDR cruzar seu caminho. Um rapaz mulherengo, que se interessa por Lauren justamente por ela ser diferente das outras meninas que ele costuma sair. Mas, para complicar as coisas, Tucker e FDR não apenas se conhecem, como são melhores amigos, trabalham como espiões e estão atrás de um vilão super procurado. Agora, os dois amigos irão brigar como cão e gato para conseguir a atenção da garota que ambos gostam, mas, tanta distração, pode ser ruim, pois um perigo maior pode estar bem diante de seus olhos...

Se já é engraçado acompanhar um espião profissional se apaixonando por uma mulher e fazendo-a descobrir os perigos da vida, imagina quando temos que acompanhar DOIS espiões brigando pela mesma mulher, fazendo diversas baixarias ocultas para passar a perna um no outro, sem que ela ao menos perceba? É por este detalhe simples que este filme consegue se destacar no meio dos outros. Geralmente, nós somos obrigados a acompanhar as briguinhas e picuinhas de mulheres cretinas e vaidosas, mas quando a briga é entre dois homens, a coisa é bem diferente. E o nível pode se tornar ainda mais baixo, já que eles são espiões e podem fazer praticamente tudo o que quiserem.

Para começar, os dois espiões estipulando regras entre eles foi hilário. Apesar disso, todos os espectadores sabem que nenhum deles iria respeitar nenhum tópico e não demora muito para um passar o outro para trás. Temos algumas boas jogadas do roteiro, sempre mantendo os dois em pé de igualdade. Na primeira metade da produção, é quase impossível descobrir qual dos dois ficará com a mocinha no final. Eu mesmo pensei que o melhor final seria ela terminar com os dois, mas, essa safadeza oculta na balada, não aconteceu. Não estou falando isso porque eu sou pervertido, mas seria bom para quebrar alguns clichês. Quem disse que a mocinha precisa escolher um? Porque ela não pode ficar com os dois? Mesmo assim, o desfecho foi o melhor possível.

Agora, além de passar um ao outro para trás, os dois espiões ainda usam de sabotagem. É simplesmente o momento mais baixo entre eles dois, que resulta em cenas hilárias. Além do mais, existe o inevitável momento de confronto e verdade, que é conduzido de uma forma inteligente e trás um pouco de ação ao filme, uma vez que a trama espiã de verdade fica em segunda (provavelmente terceiro) plano. O foco fica por conta do triângulo amoroso e, só quando a protagonista faz usa escolha, o perigo da profissão se mostra uma possibilidade real, para adiar a decisão da moça. Quem for esperto e estiver prestando atenção nas pistas que o filme vai deixando, descobre fácil quem ela irá escolher no final.

Bem, é claro que eu recomendo. Ri bastante no cinema! Reese Witherspoon (minha rainha das comédias românticas), Chris Pine e Tom Hardy estão muito bem entrosados. Eles têm química! Tanto os dois com a mocinha quanto eles dois como amigos. Destaco a participação da melhor amiga da personagem, que adora dar conselhos safadinhos e estranhos para ela. É uma figura e tanto e tem ótimas tiradas, assim como suas atitudes. Bem, se vocês gostam de filmes com este estilo, não pode deixar de conferir. É claro que não temos ação frenética o tempo inteiro (se quiser isso, vá assistir Duro de Matar 4.0), mas é ótimo para passar o tempo. Nota 9,0.

Trailer Legendado:

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