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[Crítica] Armadilha


Direção: David Brooks
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 90 minutos
Título original: ATM

» Será distribuído pela PlayArte, nos cinemas, com o título Armadilha. Sinceramente, não poderíamos esperar um título melhor desta distribuidora. Além de ser um título clichê, sem graça e batido, já existe outro filme com o mesmo nome. Enfim, totalmente sem graça.

Crítica:

Sem aviso. Sem controle. Sem saída.

Filmes que se passam em um lugar apertado não são novidades, ainda mais no gênero terror. Quem não se lembra do satânico Demônio, que se passava dentro de um elevador, com cinco pessoas, sendo que uma delas, era o próprio diabo? Espectadores que estão acostumados com slashers, onde as vítimas podem correr por quilômetros de campos abertos e mesmo assim serem brutalmente assassinadas, podem achar estranho ver que outras conseguem sobreviver por tanto tempo dentro de um pequeno cubículo. Mas a idéia de ficar sem saída e encurralado, realmente funciona em algumas produções. Em algumas produções.

A história deste filme gira em torno de três amigos que saem de uma festinha de trabalho e resolvem fazer uma parada numa pizzaria. Sem dinheiro e de madrugada, eles parem em um caixa eletrônico e, ao tentarem sair, são surpreendidos por uma silhueta sinistra que os observa do lado de fora. Com medo e dúvidas, eles dividem observar o estranho, até que têm uma cruel certeza: ele não irá medir esforços para matá-los. Agora, os três amigos terão que se juntar e encarar seus mais profundos medos se quiserem sair do lugar com vida. Enquanto isso, o mascarado psicótico vai armando um plano diabólico que testará os limites físicos e psicológicos de todos.

Produções que têm seu espaço limitado são interessantes. Algumas premissas, por si só, são assustadoras (preso dentro do elevador com o diabo? todos correm). Então nos deparamos com o simples roteiro de ATM. Apesar de não soar tão interessante quanto em Demônio, a simplicidade do roteiro nos entrega uma história sinistra, que pode acontecer com qualquer um. Mas, em contrapartida, um filme com poucos personagens e um local limitado, pode trazer momentos de tédio, porque é difícil preencher todos os minutos do filme de pura ação se eles nem podem sair do caixa eletrônico direito. Neste quesito, este filme consegue se sair bem, sempre trazendo uma idéia ou reviravolta para dar uma agitada no ritmo da história.

O problema é que temos três vítimas contra apenas um vilão psicótico. Por diversas vezes, os mocinhos tiveram suas chances para agir ou fugir, mas preferiram ficar dentro da cabine do caixa eletrônico. É uma decisão idiota desde o começo, afinal, a porta não está trancada e eles estão cercados apenas por vidro, que não é blindado. Os personagens, ao invés de lutarem por suas vidas, preferem sentar e esperar, no conforto de uma falsa segurança que a cabine lhes transmite. É óbvio que é exatamente isso que o vilão quer que eles façam, pois, se ele quisesse entrar, ele entraria. Mesmo assim, dá para entender que a situação deve ser tensa e, em momentos de pânico, ninguém pensa direito.

O clímax da história é quando o vilão enche a cabine de água, mas o filme não consegue se segurar depois disso. Depois de alguma enrolação, tudo acontece rápido demais, sem o menor prestígio. Eu esperava mais emoção no terceiro ato, algum confronto cara a cara, mas isso não aconteceu. E, além de não termos nenhuma correria ou briga, o desfecho consegue acabar de vez com o nível da produção. Tentando fugir dos finais convencionais, o roteiro fechou o filme de uma maneira inaceitável. Engraçado que, apesar do vilão ter armado algumas armadilhas e pegadinhas para suas vítimas caírem, ele não chegava a ser brilhante na execução, quando seu plano estava em ação. Nada impedia suas vítimas de correrem para o além, enquanto ele estivesse ocupado na parte de trás da cabine.

Pelo menos, temos uma cena final, mostrando que tinha um motivo para ele sempre aparecer nos mesmos locais e nunca ter um confronto direto com suas vítimas. Além disso, é óbvio que uma potencial Parte 2 pode estar a caminho. Apesar de não ser ruim, eu esperava muito mais. Principalmente do terceiro ato, que deixou muito a desejar. Só destaco a parte da água mesmo, porque foi tensa, ainda mais por causa do frio que todos já estavam sentindo. Enfim, assistam se quiser. Não é uma perda de tempo, mas também não é brilhante.


Trailer Legendado:

Comentário(s)
6 Comentário(s)

6 comentários:

  1. vanessa vasconcelos reznor2 de abril de 2012 19:22

    cara,assisti esse filme ontem,e concordo com tudo que vc falou,o filme só pecou mesmo no final,e o que é pior,além de não mostrar o motivo do assassino fazer isso com eles ainda não mostrou a cara dele,foi foda velho :0

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  2. Esse filme me lembra P2, que eu achei horrível.

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  3. Fails do filme: 1° logo no começo perguntam c o corey tem um esqueiro e ele fala que ''não'' 30min' dps eles acham um esqueiro na roupa dele! há!? 2° que morte forçada da minazinha meu deus!?!, 3° certeza que esse vilão e amigo do vilão de ''Quando um estranho chama'', tudo bem que deixa um ar de suspense mas sei la... 4° o fato de não haver motivo aparente até vai, mas sabe que 3 pessoas burras vão estar la aquela hora, q vai aparece 1 cara com cachorro, 1 segurança ai ja e videncia lv 99 me poupe neh...

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  4. corrigindo a do isqueiro que citei, tava no casaco do stranger que apareceu do nada com a msm roupa (que e moda na cidade)... -1 fails...

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  5. Vi este filme hoje...

    A parte da água é uma das mais disparatadas do filme. Quando o vilão encostou o carro à porta do ATM para ninguém sair de lá de dentro, a porta ainda abria um pouco. Abria o suficiente para a água sair do ATM... A cena da água foi o "fim" do filme para mim, cena sem sentido, porque a água jamais atingiria aquele nível, pelo motivo que já disse. Era só um deles ter aberto um pouco a porta... Muito fraco. E quando estão os três cá fora e podem fugir com alguma "facilidade" quando vão buscar o companheiro ferido e o vilão estava no lado oposto e distraído a preparar a "suposta inundação"...

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  6. a motivação do assassino não é explicada apenas sugerida em uma das cenas

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