quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

[Crítica] Filha do Mal


Direção: William Brent Bell
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 83 minutos
Título original: The Devil Inside

Crítica:

Nenhuma alma estará salva.

Bem, parece que o capeta anda muito famoso nos últimos tempos, não é verdade? Há poucos anos, quase não víamos produções ligadas ao tema de Exorcismo, mas, nos últimos anos, fomos bombardeados por diversas produções. Algumas bem legais, como O Ritual, outras decepcionantes, como O Último Exorcismo, e até os independentes - e surpreendentes -, como Exorcismus - A Possessão. Agora, logo no início do ano, somos brindados com mais uma rodada de possessões demoníacas. Mas, será que o diabo ainda está com disposição?

A história gira em torno de uma mulher que assassinou três pessoas durante um exorcismo. Ela foi presa, mas não foi condenada, por que foi julgada insana. Vários anos depois do ocorrido, sua filha, Isabella, decide começar um documentário sobre o que realmente aconteceu com sua mãe, a fim de descobrir se o seu "surto psicótico" é algo que se pode passar de geração em geração. Logo, ela viaja com seu cameraman até a Europa, para descobrir a verdade. Não demora muito para ela se unir com dois padres que não seguem as regras de exorcismo da igreja e estão dispostos a ajudá-la no seu delicado caso. Agora, eles perceberam que se meteram em algo muito maior do que esperavam e que as consequências podem ser fatais...

Faz alguns dias que eu vi este filme e simplesmente ainda não sei o que dizer sobre ele. Então se eu começar positivo e terminar negativo, é absolutamente normal. O problema é que o filme tem um início e desenvolvimento bem legais, mas se perde no final. Aliás, cadê o final? É isso que eu me perguntei quando os créditos finais começaram a subir. A sensação é de o filme foi cortado e retiraram completamente o terceiro ato. Uma pena, porque, pelo visto, teríamos um desfecho muito interessante, mas, ao invés disso, tivemos um fim broxante.

Vamos começar falando das coisas boas? As cenas de exorcismo estão excelentes. O primeiro exorcismo, que funcionou com uma "amostra grátis" para a protagonista, foi o melhor da produção. Tivemos momentos nojentos, uma pessoa possuída bem sacana, disparando todos os tipos de atrocidades sexuais possíveis e o descontrole sobrenatural típico deste tipo de pessoa sobre o controle do diabo. Sobre esta parte, eu não tenho mais nada a acrescentar, porque tivemos praticamente de tudo. Mas, lembrando que era apenas uma preparação para o que realmente estava por vir. A grande estrela é a atriz Suzan Crowley, que interpreta a Maria Rossi, que matou três pessoas no início do filme.

As cenas em que ela se mostra possuída são realmente tensas, porém, são rápidas. Tudo aconteceu rápido demais, mas, mesmo assim, tenho que dizer que valeu a pena. Adoro a cena em que ela fala para sua filha "you'll burn", com a voz alterada (você pode ver este momento no trailer abaixo). Infelizmente, o roteiro não se foca na personagem. Para falar a verdade, temos uma reviravolta super interessante no final, mas eu preferia que o final seguisse com a possuída Maria Rossi, até porque, não tivemos exorcismos no terceiro ato, apenas uma sucessão de correria e violência. Acho que nisso o filme começou a pecar, nos levando para o inevitável final morno.

Enfim, vocês foram avisados. Se por um lado o final desagrada, temos algumas cenas bem divertidas e tensas para compensar em seu desenvolvimento. Não poderia esperar outra coisa de um filme found footage, não é verdade? Mesmo assim, queria mais respostas e mais minutos em cena, é claro. De todos estes filmes que citei nesta crítica, prefiro O Ritual, com certeza. É o mais completo e o que transmite a maior sensação de possessão para a realidade. Filha do Mal também é eficiente neste quesito, mas falha em sua conclusão. Nota 8,0.

Trailer Legendado:

Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
10 Comentários

Comentário(s)

10 comentários:

  1. BOM OU RUIM EU ASSISTIREI MESMO ASSIM ,VALEU..........

    ResponderExcluir
  2. ainda bem que não fui a unica que achou o final péssimo --'

    ResponderExcluir
  3. Não indico nunca O RITUAL, filme ruim em todos os sentidos!

    ResponderExcluir
  4. Filme com muito suspense com um final autentico, adorei

    ResponderExcluir
  5. Um dos piores filmes que eu já assisti, muito ruim, não merece a nota 8 nunca...

    ResponderExcluir
  6. TERRÍVEL ! FILME PÉSSIMO!

    ResponderExcluir
  7. A única parte que salva o filme, é a cena do batismo. Pq o resto... ):

    ResponderExcluir
  8. Esse tipo de filme deveria ter morrido com a bruxa de blair, péssimo e clichê

    ResponderExcluir
  9. tambem não gostei do filme,historia arrastada,lenta,da sono,não trouxe nada de diferente dos outros filmes,e final sem graça,acho que o pessoal esta se acostumando com filmes ruins e dando notas altas a eles,nota 5 regular,e esta nota é até demais

    ResponderExcluir
  10. "O problema é que o filme tem um início e desenvolvimento bem legais, mas se perde no final. Aliás, cadê o final?" - Roubou as minhas palavras!
    Infelizmente, esse filme segue a linha da 'moda' destes "Filmes Documentários", como A Bruxa de Blair, O Ultimo Exorcismo, Atividade Paranormal e etc. Ele é um filme curto e forte, o que o faz legal, exceto por essa merda que fizeram no final, não sei foi corte, ou um gancho para fazerem uma sequência (O que eu acho um saco). Li há um tempo atrás na internet algumas críticas pesadas sobre as "falhas" no roteiro, como, ela simplesmente ter acabado de conhecer os padres e eles já estarem contando todos os segredos sobre os exorcismos e etc, deixando filmar algo que poderia incriminá-los... Mas, eu não sou crítico de cinema, e não entendo porra nenhuma, mas, mesmo assim, achei que este filme foi muito bom, por ser mais cru, ter cenas curtas, rápidas, asperas e fortes, não ter muita enrolação, se tivesse sido melhor produzido, poderia até ser um pouquinho perturbador, hehe.

    ResponderExcluir