quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

[Crítica] Papai Noel das Cavernas



Direção: Jalmari Helander
Ano: 2010
País: Finlândia
Duração: 84 minutos
Título original: Rare Exports: A Christmas Tale

Crítica:

Neste natal, todos acreditarão nele.

Eu sei que o natal já passou, mas a produções natalinas que chegam às locadoras este ano não param de aparecer. Acho que é uma estratégia ruim, o fato destes filmes chegarem tão perto do natal. Eles podiam chegar alguns dias antes, para que a gente possa se preparar, certo? Pois bem, tivemos vários lançamentos, mas é provável que, neste ano, apenas este, Papai Noel das Cavernas (que nome é esse, Jesus?), dê o ar da graça por aqui. E porque isso? Bem, é porque eu estava esperando este filme há um bom tempo (até legendei um trailer, que se encontra abaixo).

A história gira em torno de uma pequena - bota "pequena" nisso - comunidade que se localiza no meio do nada. A chegada do Natal entra em conflito com um grupo de americanos, que estão cavando alguma coisa numa grande montanha. Depois de uma das famílias locais tem sua área invadida e diversos veados aparecem mortos, alguns dos moradores vão até o acampamento dos americanos, mas não encontra nada. Logo, todas as crianças desaparecem, menos Pietari. O garoto acha que todas as coisas extraordinárias vêm acontecendo porque o Papai Noel foi liberto e voltou para se vingar. Quando os moradores encontram um velho machucado, todos têm motivos para acreditar que ele é o verdadeiro Papai Noel e que ele não é tão bonzinho quanto aparenta.

Eu não consigo classificar este filme direito. Em parte, ele parece aqueles filmes "Disney" onde tudo é mágico, acontecem diversas coisas, mas todo mundo sai vivo e sorrindo no final. Por outro lado, temos algumas cenas bastante nojentas, como a de um porco sendo aberto na metade. Isso apenas me leva a crer que este filme não será passado na Sessão da Tarde, mas mesmo assim, não se salva de ser um filme água com açúcar. Para falar a verdade, acho que foi um erro ter colocado o "gore" na produção, até porque, com uma cena boba como aquela, o filme deve ter perdido bastante público. E, já que eles tinham começado, deveriam ter continuado no mesmo nível.

E se não tem sangue e nem mortes, o que esperar? Uma enrolação sem fim. Nada acontece nos dois primeiros atos. Você espera que alguém morra, que o velho-papai-noel reaja, mas NADA acontece. O vilão até tenta dar alguns mordidas aleatórias, mas parece mais morto do que vivo. Além disso, o filme carrega um clima pesado depressivo junto com os protagonistas. O garotinho, que perdeu a mãe, e vive ao lado de seu pai infeliz. Este subtrama também nunca é explorada durante o desenrolar da trama e se perde no meio do caminho... Graças a Deus.

Mas, calma! Nem tudo é ruim. Quem não entrou em coma com os primeiros atos, irá gostar de assistir o terceiro. É onde a verdadeira ação se esconde. Aliás, o roteiro ainda traz uma reviravolta interessante, que eu obviamente não revelarei. Mesmo assim, eu ainda esperava pacientemente por um pequeno massacre, que nunca chegou a acontecer. Para me consolar, ainda tivemos um dos desfechos mais engraçadas e inesperados dos últimos tempos. Desfecho este, que justifica o título original do filme, que traduzido literalmente, ficaria Exportações Raras.

Enfim, eu recomendo. Acho que o terceiro ato foi o suficiente para trazer uma carga positiva para a produção. Além disso, temos um filme bem feitinho, com bons efeitos visuais. É claro que este não é melhor filme de Papai Noel malvado que existe, até porque, se vocês quiserem se divertir assistindo um Noel demoníaco e realmente engraçado, basta assistirem Uma Noite de Fúria, que é um dos melhores, na minha opinião. Enquanto isso, Papai Noel das Cavernas pode servir como uma diversão passageira, ou simplesmente voltar da caverna de onde veio. Nota 7,0.

Trailer Legendado:

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Comentários
5 Comentários

Comentário(s)

5 comentários:

  1. vanessa vasconcelos29 de dezembro de 2011 15:49

    me interessei não.....

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  2. Esse filme não presta, dizem que é cómedia más acaba que sendo terror...

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Cara, adoro isso. Vou tentar pôr isso do modo mais leve possível, mas tu não entende nada de filme nórdico, né? Essa classificação específica de filme europeu tem como característica SER escuro e gore. E esse filme é classificado como comédia dentro dessa área. É até bem leve comparado com outros. O filme, se observado o fato de que é produzido por gente que passa metade do ano sem sol, é até bem legal. Não se deve avaliar um filme europeu do ponto de vista de um país tropical.
    E de mais a mais, é legal saber que a Finlândia exporta MESMO papais noéis. Esse filme é mais como uma piada interna, sobre como aconteceu de eles fazerem isso. Algumas vezes é legal conhecer um pouco do país de origem dos filmes. Esse filme não é americano apesar do nome, e portanto não deve ser avaliado como tal.

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  5. Adorei o Jimmy. eu não acredito que o cara escreveu uma crítica de um filme regional sem pesquisar a história e a região!!!!! kkkkkkk

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