quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

[Crítica] Pânico na Ilha


Direção: Michael Storey
Ano: 2009
País: EUA
Duração: 95 minutos
Título original: Fear Island

Crítica:

Uma ilha deserta, jovens procurando diversão e um assassino em busca de vingança. Onde foi que eu já vi isso mesmo? Em todos os slashers flopados, é claro, a maioria tão indigno que não querem lançar nem em DVD. E eu até entendo, porque as pessoas realmente precisam começar do zero, mas é inadmissível ver rostos conhecidos em produções medíocres. É aí que está o problema. Se vocês pensam que o elenco salva um filme, precisam assistir Pânico na Ilha, isso se quiserem assistir algo que mude suas perspectivas.

No filme acompanhamos Jenna, a única sobrevivente do massacre naquela ilha. Enquanto a polícia pensa que ela é a responsável por todas as mortes, sua psicóloga insiste em saber da boca da jovem quem matou todos os seus amigos. O tempo passa, e as coisas só começam a fazer sentido quando Jenna começa a lembrar pouco a pouco o que aconteceu quando ela e seus amigos ficaram presos naquela ilha com um assassino em busca de vingança.

Achei diferente, porém, mais do mesmo ao mesmo tempo. Geralmente, filmes que insistem em nos dar seu final logo no começo são os que mais são cobrados, já que precisa fazer algo pra prender o espectador e não desligar a TV só porque o desfecho daquela história já estava ali. Mas no fim, o filme se resumiu em jovens em busca de sexo com dramas rasos como o casal que não se acerta e os irmãos que não se dão bem. Sem falar no fato de não haver nenhum motivo pra policia desconfiar da sobrevivente, era um absurdo.

As mortes? Ah, até parece que seriam boas, né? Além de terem sido mal editadas e forçadas, não causaram impacto nenhum. Era tipo “Ai meu Deus ele está morto! Vamos voltar pra casa e discutir nossos problemas, amor”. Hello, tem alguém morto naquela ilha e alguém disposto a fazer mais vítimas, pra que ficar brigando ou se separar? Sério, o maior clichê de todos foi a separação dos protagonistas com a garota nova interpretada pela atriz Lucy Hale. Deixaram ela ir embora só porque ela não era amiga deles e não estava envolvida na vingança, como se o assassino fosse deixar uma testemunha viva só porque tem princípios.

Entre as coisas boas, destaco a atuação da Haylie Duff, irmã da cantora e atriz Hillary Duff. Apesar de parecer uma mistura da irmã com a Ashley Tisdale, ela se saiu muito bem, ficou bem fácil gostar da personagem e torcer por ela. E temos também outro rosto conhecido, o irmão gêmeo do Homem de Gelo da saga X-Men. Por essa eu não esperava, até pensei que era o mesmo cara fazendo os dois filmes.

Ta, ta bom, pra quem gostou do filme, tenho mais pontos positivos. Na verdade, foi o que eu mais gostei: O final. Geralmente quando um slasher não se sai bem durante uma hora e meia, é porque o final vai ser pior ainda, mas isso não aconteceu. Foi realmente inesperado, várias reviravoltas e ainda por cima, a gente até precisa dar uma definição psicológica pra poder entender o que aconteceu de verdade. Por isso eu recomendo e dou Nota 7,0. Se tivessem aproveitado melhor esse fim fazendo um meio digno, o filme se sairia muito melhor. OBS: Se forem assistir, aconselho que seja legendado, a dublagem deixa tudo mais surreal ainda, como sempre.

Trailer:
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