terça-feira, 27 de dezembro de 2011

[Crítica] Um Lugar Solitário para Morrer



Direção: Julian Gilbey
Ano: 2011
País: UK
Duração: 99 minutos
Título original: A Lonely Place to Die

Crítica:

Lá fora, não há lugar para se esconder.

Pensei que só teria a chance de assistir a este filme no ano que vem, mas, ainda bem que ainda deu tempo de fechar 2011 com chave de ouro. Sabe aqueles filmes que você fica esperando, acompanhando as notícias e aguardando o momento que sai para você poder assistir? Pois é, foi isso que aconteceu comigo em relação a este filme, A Lonely Place to Die. Mas vocês sabem que tanta espera pode ser frustrante quando o filme que você está doido para assistir se revela uma bomba, muito abaixo das suas expectativas, certo? Ainda bem que isso não aconteceu comigo desta vez.

A história gira em torno de um grupo de escaladores que, depois de subirem numas montanhas afastadas da civilização, descobre uma garotinha no meio na floresta, enterrada viva. Não demora muito para os responsáveis por tal atrocidade comecem a caçar o grupo de escaladores para recuperar a criança. Alison, ao contrário da maioria, decide manter a criança consigo o tempo todo, decidindo sacrificar sua própria vida. Logo, todos se encontram em uma frenética luta pela sobrevivência que resultará em muitos corpos espalhados por lugares desconhecidos e traiçoeiros. A altura não é a única coisa perigosa nesta região...

Qual a maior atração do filme? Melissa George (Triângulo do Medo). Inicialmente, ela foi o principal motivo para eu esperar ansiosamente este filme, mas não demorou muito para a produção se tornar interessante por si só. Este tema de "pessoas escalando", misturar a adrenalina de pessoas penduradas por cordas em alturas inimagináveis e um perigo maior, não é novidade. Há alguns anos, vimos o interessante Vertigem (que só não era melhor porque se perdia no meio da produção). Mas A Lonely Place to Die consegue superá-lo fácil. Além de trazer outros elementos em cena, o roteiro não esquece destas cenas envolvendo escalada, ou seja, o filme não perde o foco.

Se vocês assistirem pensando em gore, irão se decepcionar. Não temos sangue em abundância, tripas em 3D e, muito menos, machados e facas. Todas as pessoas que são despachadas, são mortas por tiros. Apesar de parecer sem graça, o diretor consegue usar este mesmo recurso diversas vezes, sem parecer repetitivo. Além disso, temos alguns momentos honráveis, incluindo um em câmera lenta, onde ouvimos o barulho do tiro, vemos o sangue, mas não somos capazes de ter certeza sobre quem levou o tiro. Este tipo de situação é interessante e causa uma certa tensão no espectador que outras produções não conseguem transmitir nem a metade.

Melissa George está ótima como a protagonista. Ela é segura, forte e parece ter umas duzentas vidas. A mulher corre, escala, escapa de dezenas de tiros, nada, salva, luta etc... É bem impressionante. Este é um dos pontos mais altos de todo o filme. Do elenco de apoio, destaca-se Ed Speleers (Caçadores de Bruxas), os outros, não têm tanto tempo em tela para causar comoção no espectador. Gostei do fato do filme não perder tempo e logo causar aquele pânico coletivo, ao invés de cercar um por um, com um inimigo à espreita.

A arma, apesar de parecer impessoal e sem graça, se transforma em um dos maiores acertos do filme. Temos uma grande área, onde os protagonistas podem correr por suas vidas, mas, com a arma, mesmo com todo o espaço do mundo, eles ainda podem ser ameaçados. Além disso, destaco todo o terceiro ato, que se passa em um local inesperado e bem diferente de onde o filme começou. Se vocês estão procurando por um suspense divertido e cruel, está mais do que recomendado. Eu gostei bastante, conseguiu suprir com as minhas expectativas, o que parecia ser difícil. Gosta deste tipo de filme? Está esperando o que para assistir? Bem, leve uma corda! Porque a altura is a bitch. Nota 8,5.

Trailer:

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